Boto-cor-de-rosa: um risco de extinção

A principal ameaça a esse incrível cetáceo é a pesca da piracatinga, que ele é utilizado como isca para captura de outros peixes.

 http://www.bioorbis.org/2014/03/boto-cor-de-rosa-um-risco-de-extincao.html
O boto-cor-de-rosa mergulha em busca de mais uma presa. Fonte da imagem: misterioamazonia.

VAMOS DESCOBRIR...

Os golfinhos são animais que geralmente preferem viver em alto mar. Mas o boto, outro animal bem conhecido que pertence à família Iniidae, vive na água doce em certas partes da Amazônia. O boto-cor-de-rosa, vive no rio amazonas e é venerado pelos índios sob o nome de "lara".


OUTRAS ESPÉCIES E HABITAT

O boto-cor-de-rosa, ou também conhecido como boto-vermelho, boto-branco, boto-rosa, etc., tem o seu nome científico de Inia geoffrensis, das bacias dos rios Amazonas e Solimões. Existem outras espécies se distribuem na sub-bacia Boliviana (I. boliviensis) e na bacia do rio Araguaia (I. araguaiaensis).


Fonte da imagem: National Geographic Brasil.

Por possuírem um corpo muito flexível viverem em ambientes fluviais, onde precisam ser ágeis para desviar de obstáculos e para capturar suas presas. Sus nadadeiras peitorais são grande podendo realizar movimentos para trás com muita facilidade, o que o ajuda a se movimentar no meio de raízes e troncos de árvores caídos no fundo dos rios amazônicos.


MORFOLOGIA


É o maior golfinho de água doce, e um dos cetáceos com dimorfismo sexual mais evidente, com os machos medindo e pesando 16% e 55% mais do que as fêmeas. Os adultos apresentam uma coloração rosada, mais proeminente nos machos. Como outros odontocetos, possui um órgão chamado melão utilizado para ecolocalização.

Fonte da imagem: g1.globo.

A coloração dos botos varia com a idade. Nos jovens e recém nascidos, a coloração é cinzenta escura. Quando adultos adquirem a famosa coloração rosada.


AS AMEAÇAS DE EXTINÇÃO

Sannie Brum, pesquisadora do Instituto Piagaçu (Ipi), recebeu apoio da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza para se juntar a 35 comunidades pesqueiras do Amazonas e estudar a pesca da piracatinga, peixe muito apreciado na Colômbia, mas desvalorizado no Brasil por se alimentar de animais em decomposição. A atividade utiliza golfinhos como isca, sendo o boto-vermelho, também conhecido como boto-cor-de-rosa, a principal vítima da prática.


Fonte da imagem: emtempo.

A mortalidade do boto está bem acima de qualquer limite seguro para sua conservação na região. Teoricamente, se até 16 espécimes morrem anualmente, sua preservação está garantida. Com a pesca da piracatinga, são mortos de 67 a 144 botos-vermelhos.

Por conta da exportação para a Colômbia, a atividade pesqueira em torno da piracatinga é importante fonte de recurso para a população local. E, apesar do baixo valor comercial, a produtividade é alta, na área de pesquisa, o volume é de, no mínimo, 15 toneladas por ano. Mas, segundo Sannie, se nada for feito, o boto-vermelho vai acabar como o golfinho de água doce chinês, que foi declarado extinto em 2007.

A reprodução lenta do boto contribuiu para sua vulnerabilidade. Após dez meses de gestação, as fêmeas cuidam de seus filhotes por quatro anos. Fiscalização e programas de educação ambiental são alternativas apontadas pelo grupo de pesquisa para evitar a extinção da espécie.

Fonte da imagem: bioventuraecoturismoanimal.

A pesca é a principal ameaça à vida do boto-vermelho, mas não é a única. A degradação do seu habitat, causada pelo grande fluxo de embarcações no Pará, exploração e transporte de óleo e gás em Manaus, assim como pelo turismo desordenado, implantação de novas usinas hidrelétricas e atividades de garimpo e mineração, colocam a espécie em risco.

Por ser uma espécie bastante evasiva, segundo a IUCN, não há dados suficientes para classificá-lo em uma categoria de risco de extinção. Mas pesquisadores acreditam que o risco é grande, mas sem estudos mais aprofundados fica difícil saber como é o estado de conservação desse incrível animal.

Referências

Da Silva, V. (2002) Amazon River Dolphin - Inia geoffrensis. In: Encyclopedia of marine mammals (Perrin WF, Würsig B, Thewissen JGM, eds.) Academic Press, San Diego, pp. 18-20.

Para finalizar veja um vídeo do canal vejapontocom sobre Botos da Amazônia em risco de extinção:


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