A destruição da camada de ozônio: uma catálise homogênea

A camada de ozônio sofre com os famosos CFCs, a muitas décadas, mas agora com sua diminuição ela parece reagir e a se restaurar.


 https://bio-orbis.blogspot.com/2014/09/camada-de-ozonio-em-recuperacao.html
Fonte da imagem: BBC

VAMOS DESCOBRIR...


A sigla CFC designa a família de compostos formados pelos elementos cloro, flúor e carbono na sua composição, sendo também conhecidos por fréons. Eles foram muito usados em produtos tipo spray. Um dos mais utilizados apresenta a fórmula molecular CF²Cl², sendo chamado de freon-12.

Numa altitude de 20 a 30 Km (região que faz parte da chamada estratosfera), onde existe concentração de ozônio relativamente alta, o freon origina átomos livres de clore.

Fonte da imagem: pixabay.

A principal causa da destruição da camada de ozônio é a presença de CFCs na atmosfera. Os CFCs começaram a ser usados na década de 1930. Como são atóxicos, comparativamente baratos, fáceis de liquefazer, relativamente inertes, voláteis e não-combustíveis, tornaram-se largamente utilizados como propelentes em sprays e aerossol (isto é, como agente que impele o produto para fora da lata), fluido refrigerante e geladeiras, freezers e aparelhos de ar-condicionado, solvente para limpar circuitos eletrônicos e matéria-prima para espumas e isopor.

A descoberta de seu efeito nocivo sobre a camada de ozônio deu o Prêmio Nobel de 1995 para Mário Molina, Paul Crutzen e F. Sherwood Rowland.


CAMADA DE OZÔNIO EM RECUPERAÇÃO?

Relatório da ONU revela: camada de ozônio está se recuperando. Redução dos níveis de CFCs nos últimos anos ajudaram a diminuir o buraco.

A camada de ozônio, que nos livra de raiosultravioleta perigosos para a saúde, dá sinais de recuperação, revelou relatório divulgado na semana passada pela ONU.

A descoberta de que os clorofluorocarbonos, ou CFCs, estavam destruindo o ozônio, levou à assinatura do Protocolo de Montreal, em 1987, banindo as substâncias. Isto causou a redução dos níveis de CFCs e, consequentemente, a diminuição do buraco da camada. Também evitou o surgimento de 2 milhões de casos de câncer de pele até 2030, de acordo com o Programa Ambiental da ONU, que co-produziu o relatório junto com a Organização Meteorológica Mundial.

“É uma vitória para a diplomacia e a ciência, e pelo fato de que pudemos trabalhar juntos,” disse o químico Mário Molina, vencedor do Prêmio Nobel por sua pesquisa sobre a camada.

Segundo o cientista Ken Jucks, da Nasa, os humanos “começaram a fazer a coisa certa para converter a atmosfera a seu estado de antes do início da revolução industrial.”


O setor da indústria que produzia o CFC questionou o Protocolo, dizendo que a implantação seria custosa e levaria à perda de empregos. Mas a criação de substitutos seguros fez com que a resistência diminuísse.

A camada de ozônio permanece 6% menos espessa que nos anos 1980. As substâncias perigosas ainda estão na atmosfera. O buraco era de cerca de 30 milhões de quilômetros quadrados em 2006 e hoje é de 20 milhões, grande o bastante para que a Lua possa passar por ele – embora o tamanho varie de ano a ano por causa de mudanças de temperatura, diz o Washington Post.

Referência
National Geographic Brasil

E VENHA SEGUIR NOSSA COLEÇÃO NO GOOGLE+ PARA FICAR LIGADO NAS NOSSAS POSTAGENS, É SÓ CLICAR NA IMAGEM ABAIXO PARA ACESSAR:

 https://plus.google.com/collection/YLgT0 https://plus.google.com/collection/Ut3sQB https://plus.google.com/collection/M-zdQB

Nenhum comentário:

Postar um comentário