Microrganismos resistentes

Um diagnóstico mais rápido para resistência a antibióticos de testes inéditos, podem reduzir o tempo de espera e limitar receitas inadequadas.

http://www.bioorbis.org/2014/12/microorganismo-resistentes.html
Fonte da imagem: focusfoto.

VAMOS DESCOBRIR...

A resistência dos microrganismos a antibióticos, que os transforma de organismos comuns em ameaças que não podem ser facilmente controladas, está impactando cada vez mais a população humana ao redor do mundo. Mais de dois milhões de pessoas nos Estados Unidos desenvolvem infecções resistentes a antibióticos todos os anos, e pelo menos 23 mil delas morrem em conseqüência disso. Mas infelizmente a maioria desses casos de resistência só é identificada muito depois que um paciente sai do consultório médico.

Fonte da imagem: universoracionalista.

O problema do diagnóstico é o tempo (entre 16 a 20 horas) que as bactérias levam para crescer dentro das placas de petri no laboratório. O método padrão para a identificação da resistência a drogas, é coletar uma amostra de uma ferida, do sangue ou da urina de uma pessoa e expor as bactérias residentes a diferentes tipos de medicamentos. Se a colônia dentro das placas continuar se dividindo e prosperando, apesar da presença de uma droga normalmente eficaz, isso indica que os microrganismos são resistentes.

NOVAS DESCOBERTAS

Inovações na área da bioengenharia, vem permitindo que cientistas acelerem esse processo do diagnóstico ao contornar completamente a necessidade de observar se ocorre a divisão bacteriana.

Um novo método descoberto, envolve verificar como a estrutura de células bacterianas individuais muda em resposta à exposição a antibióticos. Esse processo pode levar apenas de três a quatro horas.


Escherichia coli. Fonte da imagem: uol.

"Esse teste poderia ajudar médicos a identificar mais rapidamente o melhor antibiótico para cada caso e encaminhar pacientes para o curso de tratamento adequado", escreveu o principal autor do estudo Sunghoon Kwon da Universidade Nacional de Seul, na Coreia do Sul, onde a descoberta foi divulgada na revista Science Translational Medicine.

Enterococcus spp. Fonte da imagem: educare.

Devido a um número excessivo de casos relacionados a resistência a antibióticos, os testes disponíveis demoram tempo demais, levando médicos a abrir mão deles e simplesmente receitar drogas de comuns, que talvez nem ajudam a sanar o problema dos pacientes.

Desenvolver os testes com mais rapidez, levariam a tratamentos mais direcionados a doença específica. Seria um passo crucial para ajudar a não desperdiçar medicamentos. Se esse novo método conseguir chegar aos centros de saúde pública, isso seria um grande avanço.

“A capacidade de determinar mudanças na estrutura de células isoladas torna o método único entre os tipos de análises rápidas e é um sinal otimista de que isso poderia ser o início de uma nova área de estudo”, avalia Stuart Levy, diretor do Centro para Genética Adaptada e Resistência a Drogas na Tufts University School of Medicine, em Boston, Massachusetts.

Klebsiella pneumoniae. Fonte da imagem: nextews

De fato, um médico normalmente dará um medicamento para tratar a suspeita de uma infecção a um paciente, mas só receberá os resultados laboratoriais definitivos, confirmando se seu melhor palpite estava correto, um ou dois dias depois que o doente começou a tomar os remédiosEsse tempo entre a consulta e resultado definitivo faz com que pacientes tomem uma quantidade excessiva de antibióticos desnecessários. Tendo resultado assim, cada vez mais para um mundo em que tratamentos essenciais já não são mais eficazes.

OS NOVOS TESTES

Os novos testes, um de vários métodos rápidos atualmente desenvolvidos por várias equipes de pesquisas, depende de dois avanços significativos em tecnologia laboratorial.

O primeiro é imobilizar células bacterianas isoladas, ou seja, fixá-las no lugar para obter uma imagem clara, sem prejudicar as células. O segundo é o desenvolvimento de um chip microfluídico que simule da melhor forma possível o ambiente necessário para certas bactérias prosperarem e que permita que os cientistas captem imagens de alta resolução de células isoladas.

Pseudomonas aeruginosa. Fonte da imagem: mymedinform.

Tais inovações permitem que especialistas avaliem se uma amostra é resistente ou suscetível a um tratamento. Pois com isso, eles conseguem examinar imagens dessas células em busca de mudanças específicas em suas estruturas.

Para esse estudo, a equipe de pesquisa sul-coreana testou cepas de Escherichia coli, Pseudomonas aeruginosa, Klebsiella pneumoniae, Staphylococcus aureus e Enterococcus spp. expostas a vários tipos de antibióticos. E ela foi capaz de discernir em poucas horas quais cepas responderiam às drogas.


Staphylococcus aureus. Fonte da imagem: healththoroughfare.

“A capacidade de diagnosticar rapidamente uma resistência a antibióticos seria enorme e, de fato, se desenvolvermos um sistema para fazer isso de modo ágil e eficaz, isso realmente poderia mudar o uso de antibióticos”, observa Arjun Srinivasan, diretor associado de Programas de Prevenção de Infecções Associados a Cuidados de Saúde, do U.S. Centers for Disease Control and Prevention (CDC).


QUANDO TEREMOS ESTES TESTES?


Segundo os autores, o novo método talvez não funcione com todas as cepas bacterianas, exigindo, portanto, que os padrões morfológicos de cada nova linhagem sejam cuidadosamente analisados antes do uso.

Mas um melhor monitoramento da resistência a antibióticos e métodos de prevenção mais rigorosos seriam ferramentas-chaves para ajudar a impedir o aumento da resistência a antibióticos.

Consequentemente, em estudos anteriores, já mostraram que receitas inadequadas a pacientes são um estimulante significativo para o aumento da resistência a antibióticos. Essa resistência ocorre naturalmente com o tempo, mas o uso excessivo dessas drogas acelera o processo ao acrescer uma pressão seletiva extra.

Contudo, apesar de todas as promessas desse e de outros testes que visam acelerar os diagnósticos, a nova tecnologia não aparecerá tão cedo em hospitais e clínicas públicas, porque tais testes requerem ferramentas que excedem de longe as capacidades encontradas em um laboratório comum, além de envolver grandes investimentos financeiros.

“Esse não é um teste que laboratórios podem começar a fazer amanhã” ressalta Levy. “Ele é muito mais elaborado que a maioria dos laboratórios gostaria de ser”.


E NÃO DEIXE DE SEGUIR NOSSAS COLEÇÕES NO GOOGLE+, ONDE TODAS NOSSAS POSTAGENS ESTÃO EM CATEGORIAS E VOCÊ NÃO PERDE NENHUMA ATUALIZAÇÃO (CLIQUEM NAS IMAGENS ABAIXO PARA ACESSAR OS LINKS):

 https://plus.google.com/collection/0LmdQB https://plus.google.com/collection/YNjvQB https://plus.google.com/collection/Ut3sQB

Nenhum comentário:

Postar um comentário