O que estamos fazendo com o clima?

Por trás dos eventos extremos do clima e da baixa resiliência das cidades e do campo para lidar com estas mudanças, estão ai os reflexos das nossas próprias ações.

Fonte da imagem: sobadsogood.

VAMOS DESCOBRIR...

Os verões estão cada vez mais insuportáveis, o volume de chuvas tem sido menor do que o esperado, mas quando vem é na forma de grandes tempestades que danificam casas e edifícios, interrompem sistemas elétricos e de comunicação e paralisam o transporte.

Frente a essa situação que enfrentamos ano a pós ano, a pergunta geral é: a culpa é do clima? Estiagem, ilhas de calor, chuvas de ventania fora do normal e por aí vai. Parece que todos querem culpar alguma coisa para tirar a culpa por cima dos ombros, mas no final nós mesmo somos os culpados.


Fonte da imagem: phpattorneys.

O clima está se alterando em nível global e local como resultado de nossas interferências. As emissões de gases de efeito estufa aumentam a energia armazenada na atmosfera e provocam aumento da temperatura média do planeta, mudanças nas correntes marítimas, alterações no ciclo da água, degelo e nos padrões das chuvas.

Nas grandes cidades, a remoção de áreas verdes e a impermeabilização do solo por concreto, asfalto e vidros espelhados provocam ilhas de calor e reduzem a permeabilidade urbana para absorver a água das chuvas, causando enchentes cada vez mais frequentes, seguidas de perdas monumentais de água que não se infiltram no solo.

 https://bio-orbis.blogspot.com/2015/02/o-que-estamos-fazendo-com-o-clima.html
Fonte da imagem: Planeta Sustentável.

O desmatamento e a degradação de florestas no entorno de nascentes e cursos d´água reduz a infiltração das chuvas no solo até os lençóis freáticos e a recarga das bacias hidrográficas.

Ou seja, por traz de quase todos e cada um dos eventos climáticos sob os quais recai a culpa da falta d´água, enchentes e cortes de energia estão nossas próprias ações. Alguma dúvida de que o homem está alterando o clima? Somos ao mesmo tempo, vítimas e algozes.


Fonte da imagem: metropoles.

As medidas paliativas urgentes são claras: economizar, ao extremo, energia e água e investir pesada e imediatamente na redução drástica de perdas de água e energia na rede entre outras.

Mas, ao mesmo tempo, é preciso investir em medidas estruturantes e urgentes como:

- Reversão da impermeabilização urbana (ex. implantação maciça de tetos e áreas verdes, sistemas de captação e armazenamento de água da chuva),

- Redução das emissões de gases de efeito estufa,

- Aumento da segurança energética local (ex. enterramento da fiação e promoção da geração solar distribuída); e

- Restauração florestal nos mananciais que abastecem os principais centros urbanos.

Tem trabalho para todo mundo, falta de empregos é não tem, e este deveria ser prioridade imediata para os setores públicos e privados e para toda a sociedade civil, só basta eles quererem investir e dar ao povo a change de mudar de vida e tentar ajudar o mundo.

Referência: Planeta Sustentável.

Para finalizar veja um vídeo do canal aleaugusto70 sobre Mudanças climáticas no Brasil:


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