As flores fluorescentes

O mundo invisível ao nossos olhos.

 https://bio-orbis.blogspot.com.br/2015/04/pigmentos-de-flores-fluorescentes-podem.html
Flor iluminada sobre a luz ultravioleta. Fonte da imagem: photographyoftheinvisibleworld.

VAMOS DESCOBRIR...

Vejam que incrível, como que a luz ultravioleta (UV) nos mostra um universo invisível ao nossos olhos sobre as flores. Vejam como é vista também sobre os olhos de abelhas e de borboletas:

Como nós humanos vemos as flores:

flor-humano-visão
Fonte da imagem: photographyoftheinvisibleworld.

Refletida sobre a luz ultravioleta (UV):

refletido-ultra-violeta
Fonte da imagem: photographyoftheinvisibleworld.

Simulação de como uma abelha vê a flor:

flor-abelha-visão
Fonte da imagem: photographyoftheinvisibleworld.

Simulação de como uma borboleta vê a flor:

flor-borboleta-visão
Fonte da imagem: photographyoftheinvisibleworld.

As pétalas externas desta flor refletem UV em torno de 365nm, enquanto as partes internas são bem mais escuras, formando guias de néctar, para insetos que enxergam o UV. Há também marcas refletivas altamente de UV dentro de um centro escuro, invisível para nós humanos, mas claramente visível para abelhas e borboletas, e tudo isso fica bem visível aqui, também na visão simulada de abelhas e borboletas.

VISÃO EM CORES

A visão em cores está presente na maioria dos peixes, anfíbios, répteis e aves. Entre os mamíferos, porém, são poucos os que conseguem distinguir cores. A maioria dos mamíferos tem hábitos noturnos, para o que necessitam de muitos bastonetes na retina. Os primatas, a ordem de mamíferos a que pertencemos, têm uma excelente visão em cores e são uma exceção entre os mamíferos.


No homem, a capacidade de ver em cores depende da existência de três tipos de cones, sensíveis, respectivamente, a comprimentos de ondas equivalentes às luzes vermelha, azul e verde.

Espectro visível pelo olho humano. Fonte da imagem: wikipedia.

O estímulo combinado dos diferentes tipos de cones produz as diferentes combinações de cores. Por exemplo, um comprimento de onda de luz que estimule apenas cones para vermelho é visto como vermelho, enquanto um comprimento de onda que excite cerca de 99% dos cones para vermelho, 40% dos cones para verde e nenhum dos cones para azul é visto como laranja. Um comprimento de onda que excite cerca de 25% dos cones para vermelho, 70% dos cones para verde e 25% dos cones para azul é visto como verde. Assim, dependendo da combinação de cones excitados e do grau de excitação de cada tipo, o cérebro distingue as diversas cores.

OS OLHOS DOS INVERTEBRADOS

Olho composto

O olho composto está presente nos artrópodes, sendo bem desenvolvido nos crustáceos e insetos. Um olho composto é formado por milhares de detectores de luz chamados omatídios. Cada omatídio possui córnea e cristalino próprios.


Fonte da imagem: pixabay.

Acredita-se que o olho composto forme uma imagem tipo mosaico, isto é, em que cada omatídio veja uma pequena porção da imagem total. O sistema nervoso do artrópode processa e compõe as imagens captadas por cada omatídio, de modo a produzir uma imagem final bem definida.

Olho composto dos insetos. Fonte da imagem: bioyofregomez

Apesar de a imagem produzida pelo olho composto não ser, provavelmente, tão nítida quanto a produzida pelo olho de um vertebrado, o olho composto é mais hábil em perceber movimentos. O olho humano, por exemplo, detecta lampejos de luz a frequências inferiores a cinquenta lampejos por segundo. Assim, uma lâmpada elétrica que emite luz com uma frequência de sessenta lampejos por segundo é vista por uma pessoa como se estivesse permanentemente acesa. O olho composto dos insetos detecta até trezentos lampejos por segundo. Uma mosca, portanto, vê na lâmpada acesa uma sucessão de lampejos luminosos.


Os insetos têm, ainda, uma excelente visão das cores e podem enxergar comprimentos de onda da luz ultravioleta, invisível ao olho humano (como mostrado no experimento no inicio do post).

Olho simples

Alguns artrópodes, como aranhas e insetos, possuem olhos simples, constituídos por uma única lente, secretada por células epidérmicas. Imediatamente abaixo das células epidérmicas se concentram inúmeras células fotorreceptoras, que captam a luz condensada pela lente.


Fonte da imagem: pixabay.

OS OLHOS DOS CEFALÓPODES

Os olhos dos moluscos cefalópodes (polvos, lulas e sépias) são estruturalmente parecidos com os olhos dos vertebrados e únicos enter os invertebrados. Possuem um cristalino móvel, que pode ser afastado ou aproximado para focalizar as imagens na retina, na qual existem bastonetes.

Referências 
AMABIS, José Mariano; MARTHO, Gilberto Rodrigues. Biologia dos Organismos, classificação, estruturas e função nos seres vivos. 1ª edição. Editora Moderna, 1998.


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