A aranha capaz de construir a maior e a mais forte teia do mundo

Vejam do que essa pequena e incrível aranha é capaz de fazer com suas teias.

A pequena Caerostris darwini. Fonte da imagem: Mega Curioso

VAMOS DESCOBRIR...

Caerostris darwini é uma pequena aranha de Madagascar. Produz a maior teia conhecida. A seda é extremamente resistente, mais resistente do que qualquer seda previamente analisada e mais de 10 vezes mais resistente que o Kevlar.


HABITAT E DISTRIBUIÇÃO

Aranhas do gênero Caerostris (família Araneidae), conhecidas como Darwin bark, são impressionantes tecedeiras de teia conhecidas na África como "aranhas da casca". Elas estão espalhadas pelos trópicos do Velho Mundo. As grandes fêmeas são altamente conspícuas quando estão posicionadas no centro de suas teias, mas seu nome deriva do fato de que pelo menos algumas espécies africanas (e possivelmente algumas asiáticas) parecem imitar cascas mortas, galhos ou espinhos. Caerostris darwini, no entanto, e algumas outras espécies em Madagascar, vivem permanentemente na teia, que normalmente fica sobre corpos de água corrente.

Caerostris darwini foi encontrado no leste de Madagascar, onde atualmente é conhecido como Parque Nacional de Ranomafana e do Parque Nacional Andasibe-Mantadia.

Teia em formato de orbe por cima de um córrego em Madagascar. Fonte da imagem: topbiologia.

Um artigo publicado no portal Discovery News abordou diversas questões sobre a espécie. As teias foram encontradas pela primeira vez acima de águas correntes, o que também chamou a atenção dos cientistas. Isso porque são raras espécies que construam teias em cima da água. Quando encontradas, as teias ligavam um ponto de terra a outro.

MORFOLOGIA

As fêmeas da espécie têm apenas dois centímetros, contando corpo e pernas, e os machos são ainda menores, com menos de um centímetro.


Veja como o exoesqueleto parece com uma casca de árvore. Fonte da imagem: eol.


COMPORTAMENTO

As fêmeas conseguem erguer suas teias gigantes através dos córregos, rios e lagos, suspendendo diretamente acima da água com fios de ancoragem presos à vegetação em cada lado do rio formando uma espécie de ponte entre eles. Essas linhas de âncora podem se estender por até 25 metros. As pontes são reforçadas diariamente e a teia é aparentemente renovada por muitos dias.


Várias teias de C. darwini atravessando um rio, demonstrando seu comprimento extremo. Fonte da imagem: eol.

Um estudo feito por Agnarsson et al. (2010) relatam que o comprimento da ponte entre os córregos, reflete o habitat: em um rio de tamanho médio no Parque Nacional de Ranamofana, a maioria das teias tinha pontes entre 10 e 14 metros de comprimento; através de rios menores em Perinet, as pontes eram muito mais curtas (com média de 3,5 metros), enquanto as pontes sobre um lago em Perinet alcançavam 25 metros.


ALIMENTAÇÃO

Embora os pesquisadores tenham observado inúmeras teias da Caerostris darwini durante um longo período de tempo, as presas que caíram nas teias raramente foram observadas. Eles relataram uma captura em massa de efemerópteros nestas teias. As teias continham 32 vermes que foram envoltos em massa, com a aranha envolvendo várias presas antes de se alimentar delas. A maior parte dos pacotes de presas foram pesadamente cleptoparasitados por moscas (aparentemente não descritas e representando várias espécies e pelo menos duas famílias). Até 10 moscas foram observadas em um único pacote sendo consumido pela aranha hospedeira, e numerosas moscas pairavam constantemente em torno da aranha e sua presa. Moscas também foram encontradas em presas que não haviam sido enroladas pela aranha.


Referências: TopBiologia.
Matjaž Kuntner & Ingi Agnarsson (2010). "Web gigantism in Darwin's bark spider, a new species from Madagascar (Araneidae: Caerostris)" (PDF). The Journal of Arachnology (American Arachnological Society) 38: 346–356.
Gregorič, M.; Agnarsson, I.; Blackledge, T. A.; Kuntner, M. (2011). Pratt, Stephen, ed. "How Did the Spider Cross the River? Behavioral Adaptations for River-Bridging Webs in Caerostris darwini (Araneae: Araneidae)". PLoS ONE 6 (10): e26847. doi:10.1371/journal.pone.0026847. PMC 3202572. PMID 22046378.


E VENHA SEGUIR NOSSAS COLEÇÕES NO GOOGLE+, ONDE VOCÊ FICA LIGADO EM TODAS NOSSAS POSTAGENS POR CATEGORIAS, É SÓ CLICAR NAS IMAGENS ABAIXO PARA ACESSAR:

 https://plus.google.com/collection/YLgT0 https://plus.google.com/collection/YU0mQB https://plus.google.com/collection/o3mmQB

Comentários

Postar um comentário