Os tatus gigantes pré-históricos

Conheçam agora alguns tatus pré-históricos da nossa incrível megafauna brasileira.

 http://www.bioorbis.org/2015/08/tatu-gigante.html
Um Gliptodonte, vaguei pelos antigos cerrados do Brasil. Fonte da imagem: olivrodanatureza.

VAMOS DESCOBRIR...

A megafauna pré-histórica brasileira era formada por aproximadamente 150 tipos de animais, entre eles: os tigres-de-dente-de-sabre, mastodontes, as preguiças-gigante, as antas, tatus-gigantes e outros.

Os animais de grande porte do passado sempre fascinaram os seres humanos através dos tempos, seja pela sua importância na caça e alimentação, a exuberância, imponência e até pelo medo que impõem. Isso é notado na cultura humana através das pinturas que encontramos nas cavernas retratando esses animais, nas representações artísticas, simbólicas e nos sucessos que eles garantem nos cinemas, vídeo-games e parques temáticos.



O TATU GIGANTE PAMPATHERIUM

Vamos começar o uma tatu que foi descoberto por um grupo da UFSCar, um fóssil de tatu gigante com mais de 2 m e 200 kg. O animal pré-histórico viveu na América do Sul há cerca de 10 mil anos atrás. Pampatherium, que significa animal dos pampas, foi encontrado na Bahia.

Paisagem da pré-história brasileira. Reconstituição mostra o tatu-gigante, o gliptodonte (com filhotes), a macrauquênia, o urso das cavernas brasileiro e a onça. Fonte da imagem: ConheciementoHoje.

Um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) participou da descoberta do fóssil de um tatu pré-histórico gigante na Bahia. O Pampatherium (que significa animal dos pampas) era uma espécie encontrada na América do Sul e foi localizado na Chapada Diamantina (BA). O achado é a estrutura mais completa já encontrada do animal de dois metros e mais de 200 quilos que viveu há cerca de 10 mil anos atrás na América do Sul.




O fóssil do Pampatherium foi encontrado em caverna na Bahia. Fonte da imagem: avph

Os esqueletos de três animais da mesma espécie foram achados por um grupo de pesquisadores de São Paulo durante a exploração de uma caverna em fevereiro de 2014. Eles chamaram os especialistas da UFSCar para resgatar os fósseis, mas o trabalho não foi simples. Em alguns pontos da caverna, a equipe precisou trabalhar deitada.

Fóssil do tatu gigante. Fonte da imagem: Redorbit.

“Fomos até o fundo da caverna trazendo esse material através de cordas e escadas que foram montadas no interior da caverna, pois estava em um local de difícil acesso. Ele provavelmente morreu e tombou lateralmente. Uma parte dele ficou soterrada no sedimento da caverna. Ao todo umas mil placas se desfragmentaram, elas acabaram se soltando do corpo do animal e também acabaram ficando no pavimento da caverna, soltas”, falou o paleontólogo da UFSCar, Marcelo Fernandes.


CARACTERÍSTICAS

De volta a São Carlos (SP), os pesquisadores montaram o esqueleto do animal, com exceção do casco que ainda será encaixado. As placas ainda estão guardadas em caixas e impressionam pela grandeza. Para se ter uma ideia, a maior espécie de tatu existente é a Canastra, que chega a medir um metro e pesar, no máximo, 90 quilos. Essa espécie ainda pode ser encontrada na América do Sul.



Além do tamanho, a alimentação do Pampatherium não era como a dos outros tatus. “Através da análise dos dentes desses animais nós chegamos à conclusão de que eles se alimentavam principalmente de plantas. Diferentemente dos tatus atuais que são principalmente onívoros e se alimentam de tudo: de insetos, carniça e algumas plantas”, explicou o doutorando da UFSCar, Jorge Felipe Moura de Jesus.

Tatu possuía mais de 2 metros e passava acima de 200 quilos. Fonte da imagem avph.

Antes dessa descoberta, o maior exemplar da espécie estava em uma universidade em Belo Horizonte (MG) e possui aproximadamente 60% da estrutura. O que foi encontrado na Bahia está bem mais completos: faltam menos de 10 ossos. “Ele vem a acrescentar muito à descrição morfológica da espécie. Então ele praticamente permaneceu em um estado de dormência por quase 10 mil anos, então isso vem acrescentar muito para a gente poder descrever uma nova espécie e talvez novas espécies, inclusive”, comentou Fernandes.


OUTROS TATUS PRÉ-HISTÓRICOS

Doedicurus clavicaudatus


Fonte da imagem: olivrodanatureza.

Fonte da imagem: olivrodanatureza.
Pachyarmatherium


Fonte da imagem: museugeologicodabahia.
Gliptodonte


Fonte da imagem: olivrodanatureza

Referências 

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