Será mesmo o fim da fauna marinha?

Uma pesquisa mostra que população de animais marinhos caiu drasticamente em 45 anos.

http://www.bioorbis.org/2015/09/o-fim-da-fauna-marinha.html

VAMOS DESCOBRIR...

Os peixes enfrentam um conjunto de problemas. Como todos os organismos viventes, os peixes sofrem mudanças em seus habitas causados diretamente ou indiretamente pelas atividades dos seres humanos. Além disso, espécies que tem fase larval ocupam habitas distintos durante a vida e são vulneráveis às mudanças em seus habitas específicos. 


Atum (Thunnus) . Fonte da imagem: HollidayPhillipinisBlog.

Diferente da maioria dos vertebrados, muitos peixes têm extrema importância comercial como alimento e grandes industrias são estruturadas na captura dos peixes. Outras espécies de peixes são capturadas para o comércio de animais de aquário, algumas vezes, por métodos de coleta que destroem seus habitats. Como resultado esses fatores, muitas espécies de peixes que eram até comuns tem sido levadas à beira da extinção, assim que os seres humanos descobrem novos usos importantes para algumas espécies. 

O ESTUDO

Animais marinhos em todo o mundo vem sofrendo uma queda de população desde 1970, segundo um relatório produzido e divulgado pela WorldWildlife Fund e da Zoological Society of London. Segundo a estimativa, mamíferos, pássaros, peixes e répteis marinhos sofreram uma perda de, pelo menos, 49%.
Segundo dados da BBC, o estudo afirmou que entre as principais espécies que estão perdendo espaço no seu habitat natural estão as que os humanos costumam usar de alimento, como o atum. Apenas sobre este animal, a queda na população foi de 74%. Para os autores do estudo, a pesca excessiva e a mudança climática são os principais fatores para esse acontecimento.


Baleia-jubarte (Megaptera novaeangliae)
Baleia-jubarte (Megaptera novaeangliae). Fonte da imagem: PensamentoVerde.

“A atividade humana prejudicou gravemente o oceano ao pescar espécies mais rapidamente do que elas se reproduzem e também destruindo seu habitats”, diz Marco Lambertini, diretor da WWF International.

Ainda de acordo com o relatório, os pepinos-do-mar, usados como refeição tradicional na Ásia, são outra espécie ameaçada. Apenas em Galápagos, a queda foi de 98% e, no Mar Vermelho, de 94%.

Pinguim-africano (Spheniscus demersus)
Pinguim-africano (Spheniscus demersus). Fonte da imagem: CulturaMix.

Para o levantamento, os autores analisaram mais de 1200 espécies de criaturas marinhas nos últimos 45 anos. Durante o estudo, foi possível perceber que o dióxido de carbono está sendo absorvido pelos oceanos, fazendo com que fiquem mais ácidos e prejudiquem diversas espécies.

CONSERVAÇÃO RELATIVA AOS PEIXES MARINHOS

O modo reprodutivo da vasta maioria dos peixes marinhos (ovos que são deixados no ambiente sem investimento parental posterior) faz o manejo da pescaria comercial extremamente complexo. Os ovos tendem a ser pequenos, em relação ao tamanho dos peixes adultos, e são produzidos em números prodigiosos. Uma vez que os ovos são liberados, muitos eventos determinam quantos deles sobreviverão. Alguns deles sempre são perdidos pela predação de peixes filtradores, mas eventos relacionados ao clima são menos previsíveis. A água muito quente, ou muito fria, pode matar ou interromper o desenvolvimento dos ovos e das larvas. Alterações nas correntes oceânicas, produzidas pela ação do vendo e de fenômenos globais, tais como o El Niño/La Nina (aquecimento ou resfriamento das águas do Pacífico central) afetam a abundância de nutrientes e a quantidade de micro-plâncton.
Os problemas inerentes no manejo de pesca têm resultado na destruição de populações de peixes de valor comercial e de teias alimentares marinhas inteiras. Muitas das mais ricas companhias de pesqueiras estão a beira do colapso. O Georges Back, o qual fica a leste do Cabo Cod, é um exemplo do que a pesca excessiva pode causar. Por anos, organizações de conservação pediram por uma redução nas capturas do bacalhau, do linguado-de-cauda-amarela e eglefim. Muitos desses peixes de fundo são pescados, também, não-intencionalmente, por redes preparadas para outras espécies. Os apelos dos conservacionistas não foram atendidos, e as populações destes peixes caíram dramaticamente na década de 1990. 


Tartaruga-marinha (Cheloniidae)
Tartaruga-marinha (Cheloniidae). Fonte da imagem: Wikipedia.

Em outubro de 1994, a situação era tão ruim que o governo e um grupo industrial, o Conselho de Gerenciamento da Pesca da Nova Inglaterra, direcionaram suas equipes para criar medidas que reduziriam a pesca de tais espécies a zero. Boa parte do Banco de Georges permanece fechada a todos os tipos de pescaria. Assim, milhares de pescadores perderam seus empregos devido a métodos draconianos, tais como a moratória completa sobre as pescas. Muitos deles levaram seus barcos para outras áreas ricas em peixes, tais como a costa do Atlântico Médio e o Golfo do México, e o processo de destruição irá se repetir nessas áreas. Muitas operadoras pesqueiras menores, algumas delas negócios familiares de gerações, deixaram de funcionar. O governo dos Estados Unidos tem comprado de muitos outros pescadores, e suas licenças de pesca tem sido retiradas. Após uma década de proteção completa, algumas das espécies ameaçadas pela pesca extensiva estão, novamente, no Georges Bank, mas outras não apresentam sinais de recuperação.

Referências
POUGH, F. Harvery; JANIS, Christine M; HEISER, John B. A vida dos vertebrados. Atheneu Editora São Paulo, 2006.
Sites: Top Biologia.

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