Como é produzido os cantos dos sapos, rãs e pererecas?

Os brejos, pântanos, lagoas e entre outros ambientes são o habitats perfeitos para os anuros. Você já ouviram o cantar das rãs, então agora saiba como eles são produzidos.


 https://www.bioorbis.org/2017/08/como-e-produzido-os-cantos-das-ras.html
Uma rã, vocalizando. Pixabay/Domínio Público.

VAMOS DESCOBRIR...

O SACO VOCAL PARA PRODUZIR O CANTO


Além da cavidade bucal e dos pulmões, a vocalização das rãs envolve um terceiro compartimente, o saco vocal (Figura 4), uma câmara que se abre no assoalho da cavidade bucal (Figura 2). O acesso a ele é obtido através de uma fenda controlada por um músculo. 

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Figura 2. Ciclo do canto dos anuros. Comunicação em anuros. Marcelo Felgueiras Napoli

Contrações da parede do corpo forçam o ar dos pulmões através da laringe para dentro do saco vocal, inflando-o. A seguir, contrações de músculos no assoalho da cavidade bucal invertem o fluxo de ar de forma que este flui de volta a partir do saco vocal para a cavidade bucal, através da laringe e para os pulmões, reenchendo-os.




OS SAPOS E A PRODUÇÃO DO CANTO


No sapo Bufo valliceps (Figura 3), a laringe consiste em um par de cartilagens aritenoides envolvidas pela cartilagem crioide circular. As cartilagens aritenoides formam uma unidade entre os cornos do hioide. O músculo constritor da laringe se origina a partir do corno do hioide e está inserido na cartilagem aritenoide, próximo da abertura. Músculos da laringe anteriores e posteriores formam uma tira através da parte da frente e de trás do aritenoide.



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Figura 3. Bufo valliceps. Fonte da imagem: Rolf NussbaumerPhotography.

Quando ambos se contraem, deslizam através do aritenoide em direção ao meio tendo a maior vantagem mecânica neste ponto para fechar essa cartilagem. A ação cooperativa desses músculos, dilatador e constritor, afeta o fluxo de ar e modula a produção de som.

Conforme o ar é forçadamente deslocado para trás e para frente entre os pulmões e o saco vocal, as narinas são fechadas para evitar um escape temporário de ar. Se o saco vocal é grande, como em algumas espécies, então vários pulsos de enchimento são frequentemente utilizados para inflá-lo por completo. 


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Figura 4. Uma rã evidenciando seus sacos vocais. Pixabay/Domínio Público.

As cordas vocais pareadas são duas finas tiras de tecido na laringe, cada uma segura por uma cartilagem aritenoide e esticada através do fluxo de ar. Conforme o ar sai dos pulmões e passa fortemente pelas cordas vocais, as cordas e, com frequência, as margens próximas da laringe vibram. O saco vocal inflado serve como uma câmara de ressonância para modular o som produzido.


Em algumas poucas espécies, o som é produzido à media que os pulmões se enchem, mas na maioria das espécies, o som é produzido quando o ar sai dos pulmões.


Referência 
Kardong. Vertebrados, Anatomia Comparada, Função e Evolução. 2011.

Vejam um vídeo deles em ação:


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