sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Cavalos extraordinários

Pelos campos abertos, pelas vegetações rasteiras, eles passam como o vento com sua beleza extraordinária.

 http://www.bioorbis.org/2018/02/cavalos-extraordinarios.html
Fonte da imagem: pixabay.

VAMOS DESCOBRIR...

Cavalo, do latim caballus, é um mamífero ungulado de grande porte, pertencente à família dos Equídeos. Portador de uma cauda vertebral muito curta, mas prolongada por longos pelos, o cavalo é reconhecido também pelas orelhas curtas, eretas, e a crina pendente. A dentição apresenta longos incisivos, cujo grau de desgaste indica a idade do animal, e grandes molares. Um grande casco envolve totalmente a última falange do único dedo em que termina cada membro, esse casco chega a pesar até 500 g. O cavalo é herbívoro, granívoro e corredor, e não tem outra arma além dos cascos, sua rapidez e fuga evita muitas vezes os confrontos. A fêmea (égua) tem um filho (potro ou poldro) por gestação, e essa gestação dura 11 messes.


Fonte da imagem: pixabay.

EVOLUÇÃO

A evolução do cavalo foi marcada pelo aumento de tamanho, a redução e, depois, o desaparecimento dos dedos laterais, ao mesmo tempo que ocorreu o crescimento do dedo médio, a moralização dos pré-molares e o desaparecimento dos caninos.


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HISTÓRIA

A domesticação dos cavalos foi muito importante para o desenvolvimento das civilizações asiáticas e europeias. Isso ocorreu a 3 mil anos atrás.


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Na Europa Ocidental, até a Idade Média, a posse e o uso do cavalo eram exclusivos da casta aristocrática dos cavaleiros, que empregava na guerra, no jogo e na ostentação social. Além de seu emprego militar (cavalaria), o cavalo foi usado como animal de carga e de sela, como animal de atrelamento (carroça, charrete, barco, trenó, máquina agrícola), para bater cereais ou para movimentação de mecanismos destinados a moer (moinho de farinha, extrator de óleo, amassador de frutas), bater os grãos ou elevar a água (nora).

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No século XIX, a modernização da agricultura, o desenvolvimento da mecanização e o melhoramento dos transportes provocaram uma procura crescente do cavalo. A criação se organizou para responder a essa procura. As grandes raças de prestígio começaram a individualizar-se sob a dupla tutela dos haras e das autoridades agrícolas.


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Os cavalos aumentaram de peso e tamanho, mas conservaram em geral sua aptidão par ao deslocamento rápido, pois muitos deviam puxar, em grande velocidade, cargas cada vez mais pesadas. O cavalo foi empregado em diversos trabalhos, nas mais diversas condições, às vezes, muito duras. Porém, com bom trato, o cavalo provou ter boa adaptabilidade ao trabalho.


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No Brasil, o cavalo começou a substituir o boi na aração e nos transportes no século XVIII e vem sendo substituído pelos meios mecânicos.

RAÇAS BRASILEIRAS

As principais raças brasileiras são o comum, descendente do berbere (Minas, Nordeste e Rio Grande do Sul); o Guarapuara ou Guarapuavanno (Santa Catarina, Paraná e São Paulo); o Pantaneiro (fixado no Pantanal há três séculos); o Crioulo (Rio Grande do Sul); o Campeiro (Santa Catarina) e o Nordestino.

COALHEIRA

Até o século X, o cavalo ainda era atrelado de tal maneira que, ao puxar a carroça, ficava em perigo de morrer asfixiado. É que a coalheira era presa ao redor do pescoço, forçando a garganta durante a marcha. Desse modo, o rendimento do animal era bastante reduzido, e um cavalo não podia puxar mais de 500 kg. Quando se passou a colocar a coalheira à altura das espáduas, cresceu a capacidade de tração do cavalo.


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CURIOSIDADES

- O cavalo pode viver em média 25 anos, porém, foi registrado um cavalo com 40 anos.
- O cavalo de corrida chega a correr até 68 km/h;

ALGUMAS RAÇAS AO REDOR DO MUNDO

Agora veja abaixo algumas das principais raças de cavalos:

ANDALUZ BRASILEIRO

Fonte da imagem: pixabay.com

Origem: formada com o cruzamento de reprodutores puro sangue lusitanos e pura raça espanhola, aqui no Brasil.
Características: muito dócil e nobre, com temperamento muito vivo. Sua altura média é de 1,55 m. Cabeça de perfil reto ou subconvexo, orelhas médias, pescoço forte e arredondado na linha superior, garupa arredondada, com movimentos ágeis e elevados.
Aptidões: grande facilidade para o aprendizado, presta-se para o adestramento, passeios, enduro, hipismo rural e trabalhos com o gado.

ÁRABE

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Origem: formada com as mais importantes linhagens europeias de valos de salto e adestramento, tais como Hanoverana, Holsteiner, Oldenburger, Trakehner, Westfalen e Sela Francesa, através do cruzamento entre si ou com magníficos exemplares Puro Sangue Inglês da América do Sul.
Características: leve, ágil e de grande porte, com altura superior a 1,65 m. Perímetro torácico de 1,90 m, e perímetro de canela de 21 cm. Cabeça média de perfil reto ou subconvexo; pescoço médio bem destacado do peito e espáduas; cernelha destacada; dorso bem ligado ao lombo e a garupa; membros fortes e andamentos briosos, relativamente elevados e extensos. Possuem excelente mecânica de salto, coragem, inteligência nos movimentos. São admitidas todas as pelagens.
Aptidões: aptos para quaisquer modalidades de salto, adestramento, concurso completo de equitação, enduro, hipismo rural ou até mesmo atrelagem.

CRIOULO

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Origem: primeira raça sul-americana formada nos campos úmidos da Bacia do Prata, descendendo em linha direta dos cavalos ibéricos trazidos pelos espanhóis e portugueses ao longo do século XVI para as regiões que formariam a Argentina, Paraguai e Brasil.
Características: pequeno porte, com altura média de 1,45 m, muito forte e musculado, porém ágil e rápido em seus movimentos. São admitidas todas as pelagens. Cabeça de perfil reto ou convexo; orelhas pequenas; olhos expressivos; pescoço de comprimento médio ligeiramente convexo na linha superior, provido de crinas grossas; peito amplo; cernelha pouco destacada; dorso curto; lombo curto e garupa semi-obliqua; membros fortes e providos de cascos rígidos.
Aptidões: é um cavalo de trabalho, ideal na lida com o gado para o passeio e enduro.

HOLSTEINER

Fonte da imagem: pixabay.com

Origem: norte da Alemanha, região de Schleswig e Holstein, através do cruzamento de garanhões Puro Sangue Inglês com éguas de grande porte existentes na região.
Características: grande porte, com altura média de 1,70 m, ótima estrutura e de bom caráter. Linhas harmoniosas; cabeça de comprimento médio, de preferência com perfil reto; pescoço bem lançado e levemente arredondado na linha superior; cercelha destacada; linha dorso-lombar média; garupa forte; membros fortes; com andamentos cadenciados, elevados e extensos, tendo excelente mecânica e grande potência para o salto. São admitidas toas as pelagens, porém predominante é a castanha e a tordilha.
Aptidões: esportes hípicos de salto e adestramento.

MANGALARGA

Fonte da imagem: pr.olx.com.br.

Origem: formada no Brasil com o cruzamento de um cavalo de origem andaluza, da Coudelaria Real de Alter, trazido por D. João VI e presenteado ao Barão de Alfenas, Gabriel Francisco Junqueira, cruzado com éguas nacionais também de origem ibérica, trazidas pelos colonizadores. A raça Mangalarga dividiu-se em duas: Magalarga em São Paulo e Mangalarga Marchador em Minas Gerais.
Características: altura média de 1,55 m; cabeça de perfil reto ou subconvexo; olhos grandes; orelhas médias; pescoço de comprimento médio, musculoso; cernelha não muito destacada; dorso não muito curto; garupa semi oblíqua; membros forte; canelas curtas e quartelas com mediana inclinação que lhe permitem uma marcha trotada sem muita elevação e, portanto, cômoda. A pelagem predominante é a alazã e castanha, sendo porém admitidas todas as outras.
Aptidões: passeio, enduro, esportes e trabalhos com o gado.

PURA RAÇA ESPANHOLA

Fonte da imagem: www.horsemart.co.uk

Origem: típica do sul da Península Ibérica, análogo ao berbere do norte da África. É o mais antigo cavalo de sela conhecido na civilização ocidental e o mais importante na história equestre do mundo civilizado, sendo considerado como rei dos cavalos do mundo ocidental, pois entrou na formação das principais raças modernas, tais como: Puro Sangue Inglês, Hanoverana, Trakehner, Holsteiner, Lipizzanos, Quater Horse, Appaloosa, Palomino, Crioulo, Mangalarga, Campolina... Foi conhecido como Cavalo Andaluz depois da invasão dos mouros e posteriormente registrado no Stud Book espanhol como Pura Raça Espanhola.
Características: porte médio com altura média de 1,55 m. É inteligente, afetuoso, nobre, altivo, fogoso e alegre. Tem muita facilidade para o aprendizado. Seus movimentos são ágeis, elevados, extensos e enérgicos, porém suaves. Pelagem quase sempre tordilho, podendo ser preto. Cabeça de perfil reto ou subconvexo, olhos grandes e expressivos, orelhas médias, elegantes, sustentadas por um pescoço forte e cristalo. Andamento – trote.
Aptidões: aptos principalmente para o adestramento, onde executam quaisquer movimentos de “alta escola” com grande elegância e beleza, sendo também imbatíveis na lida com os touros bravos.

PURO SANGUE INGLÊS

Fonte da imagem: www.comprerural.com.

Origem: selecionada na Inglaterra pelo cruzamento de três garanhões orientais, Beverly-Truk e Darley Arabian árabes, e Godolphin Barb de origem berbere, com éguas existentes na Inglaterra e as “Royal Mares” de origem da Península Ibérica. O objetivo da seleção do Puro Sangue Inglês era o de obter cavalos de corridas para grandes percursos.
Características: muita finura, beleza e grande classe, com altura média de 1,60 m, linda cabeça, perfil reto ou levemente ondulado, fronte ampla, olhos grandes, narinas elípticas e dilatadas, orelhas médicas, pele finas, cernelha destacada e musculosa, dorso reto comprido e lombo curto, garupa inclinada, peito estreito e tórax profundo. Espádua inclinada, membros fortes, joelhos baixo e canelas curtas. Pelagem de preferência uniforme, castanha, alazã ou tordilha.
Aptidões: corridas planas ou com obstáculos, salto, adestramento e Concurso Completo de Equitação.

PURO SANGUE LUSITANO

Fonte da imagem: br.pinterest.com

Origem: raça típica das planícies quentes e secas do sudoeste da Península Ibérica. É o mais antigo cavalo de sela do mundo, tendo sido conhecido como Bético-lusitana, posteriormente passou a chamar-se Puro Sangue Lusitano.
Características:  altura média de 1,52 m a 1,62 m, com porte grande. É importante dizer que o Lusitano cresce até os sete anos, só aí atinge a maturidade, quando estará totalmente formado, lindo, cheio de brio e postura. Na pelagem, a predominante é a tordilha, seguida da castanha, sendo também admitidas as pelagens baia, alazã e preta. Cabeça com perfil subconvexo e orelhas de tamanho médio e expressão vigilante. Andamento – trote.
Aptidões: inteligente, receptivo, obediente e corajoso, é um cavalo versátil cuja docilidade, agilidade e coragem lhe permitem atualmente competir em quase todas modalidades do moderno desporto equestre: adestramento, alta escola, salto, enduro e tração ligeira, sendo, no entanto, imbatíveis no toureio equestre.

QUARTO DE MILHA

Fonte da imagem: pixabay.com

Origem: selecionado nos Estados Unidos da América, a partir dos cavalos selvagens “Mustangs” de origem berbere e árabe, introduzidos na América pelos colonizadores espanhóis. A partir de 1611, com a chegada de algumas éguas vindas da Inglaterra, cruzadas com os garanhões “Mustangs”, deu como resultado animais compactos, extremantes dóceis e muito musculosos. Atualmente cruzados com o Puro Sangue Inglês dão excelentes animais de corrida, imbatíveis nas curtas distâncias. O Quarto de Milha foi introduzido no Brasil em 1954, por iniciativa da empresa King Ranch, na região de Presidente Prudente.
Características: muito versáteis, dóceis, rústicos e inteligentes com altura média de 1,52 m, cabeça pequena, fronte ampla, perfil reto, olhos grandes e bem afastados. Pescoço piramidal com linha superior reta, dorso e lombo curtos, garupa levemente inclinada, peito profundo, membros fortes e providos de excelente musculatura.
Aptidões: utilizado nas corridas planas, salto, provas de rédeas, tambores, balizas, hipismo rural e lida com gado.

Referências: webciencia.com.

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