Como os répteis trocam de pele?

Você já se perguntou ou já viu uma serpente trocando de pele? Talvez sim ou não, mas sabe como realmente o processo é feito?

 http://www.bioorbis.org/2018/02/como-os-repteis-trocam-de-pele.html
Como esse pequeno lagarto faz sua troca de pele? Fonte da imagem: pixabay.

VAMOS DESCOBRIR...


A pele é trocada com certa periodicidade, em um processo chamado de “muda”, que, geralmente, em forma diversa ao que ocorre nos lagartos (Figura 2 e 3) e outros répteis, se desprende numa peça só, começando pela borda dos lábios. Alguns dias antes da muda, as serpentes ficam com a pele leitosa, pela interposição de líquido entre a velha e a nova camada epidérmica, e diminuem bastante a atividade, recolhendo-se a cantos tranquilos. 

Figura 2. Fonte da imagem: MundoFotografico.

Logo depois da troca da pele, elas ficam novamente muito ativas. Isso gerou, desde a antiguidade, principalmente entre os povos orientais, a crença na renovação da vida desses animais, do rejuvenescimento, da vida eterna, e as serpentes passaram então a serem usadas de diversas formas na medicina tradicional. Até hoje, remédios são produzidos utilizando-se serpentes inteiras ou seus diversos órgãos.

Figura 3. Fonte da imagem: FabioVeleiros

As escamas são córneas (Figura 4) e apresentam alfa-queratina, enquanto os espaços entre elas, que devem ser muito elásticos, estão compostos por beta-queratina. Existem escamas de diversas formas, texturas e tamanhos, muitas vezes fruto de adaptação para funções específicas. 

Figura 4. Serpente trocando de pele. Fonte da imagem: Ssoha

Uma das mais notáveis adaptações é observada nas cascavéis (Figura 5), que apresentam um apêndice caudal, o chocalho, formado por modificação de escamas, mas que também envolve fusão das últimas vértebras caudais, formando uma peça única, o estilo, no qual se inserem os músculos que movimentam este órgão. 

Os segmentos córneos do chocalho se articulam frouxamente entre si, por sua estrutura e forma peculiares, e cada um representa uma porção remanescente da muda de pele, evento durante o qual o antigo segmento basal é puxado, e “pula” um degrau, mas não cai.

Figura 5. Cascavel. Fonte da imagem: pixabay

Esse mecanismo, que vai preservando vestígios de cada muda de pele, tem gerado a ideia, muito difundida, de que se pode saber a idade dessas serpentes contando o número de anéis do chocalho, o que não é verdade, em primeiro lugar porque as mudas de pele não ocorrem só uma vez por ano, mas várias, e, em segunda instância, por causa da composição orgânica (perecível) das peças, fazendo que as mais antigas (as do extremo livre) se deteriorem e caiam. Uma cascavel “velha” não preserva o seu chocalho completo.

Fonte: CARDOSO, João Luiz Costa; FRANÇA, Francisco O. S; WEN, Fan Hui; MÁLAUQE, Ceila Maria S. A; JÚNIOR, Vidal Haddad. Animais Peçonhentos no Brasil. 2009.

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