Extinção: O Mundo em Perigo [ZONA 4]

Vamos a continuação da postagem ‘Extinção: O Mundo em Perigo [ZONA 3]’, agora será a ZONA 4: Região Etíope.

 http://www.bioorbis.org/2018/02/extincao-o-mundo-em-perigo-zona-4.html

VAMOS DESCOBRIR...

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Extinção, uma palavra que para nós humanos é uma coisa temida desde a alvorada das descobertas da ciência. Ela é um processo natural, e a maioria dos animais e plantas que evolui durante milhões de anos desde o início da vida está agora extinta. No entanto, ao longo dos últimos 400 anos, a taxa de extinção está sendo acelerada em velocidade desastrosa.

A cada dia, a cada hora e a cada minuto espécies no mundo inteiro são extintas. Mais de 5. 000 espécies animais estão atualmente ameaçadas, e os cientistas predizem que, se a atual tendência no meio ambiente continuar, uma em cada quatro espécies vegetais poderá estar extinta em torno do ano 2050. E este problema não se restringe somente às florestas tropicais, também em outras localidades, como na Europa, 380 espécies de borboletas estão ameaçadas, 15 estão praticamente extintas.

CAUSAS DA EXTINÇÃO

Destruição do ambiente natural

Um número cada vez maio de plantas e animais está sendo ameaçado ou até mesmo extinto, e a causa principal é a perda do seu ambiente ou habitat.

Um outro fator que pode também ser uma causa para a extinção de animais e plantas é a desigualdade econômica entre os países. Esse fato contribuiu, por exemplo, para o trágico desaparecimento das florestas nas regiões tropicais do mundo, causado pela exploração de madeiras de lei, como o mogno. Muitos grupos de preservação ambiental nas nações ricas, proibiram a importação de madeira tropical, mas para muitos países pobres a floresta tropical figura entre os poucos recursos que geram a entrada de capital estrangeiro necessário para a importação de produtos essenciais.

Caça

A caça sempre causaram a extinção das espécies. Leões foram totalmente dizimados da Grécia na Idade do Bronze, e os ursos e castores desapareceram da Grã-Bretanha em torno do século XII. A caça por marfim, peles e outros produtos raramente foi bem controlada e até hoje causa extinção de espécies.

Poluição

Nosso alimento está contaminado por pesticidas e produtos químicos jogados pelas indústrias nos rios e no solo. Os vazamentos de óleo no mar causam mortalidade de pássaros e mamíferos. A poluição do ar é ainda mais grave, pois os gases expelidos pelas indústrias sobem para a atmosfera e retêm o calor do sol, criando o efeito estufa. O fato de que esses gases resultarão no aquecimento do globo é uma preocupação mundial, mas é desacreditada de alguns cientistas.

Introdução de espécies

A natureza quando em equilíbrio, impõe resistência às populações, de forma que há um controle das densidades populacionais. Dentre os fatores de controle pode-se mencionar competição, predação, parasitismo, restrição de alimento e diminuição de território para reprodução.

Quando introduzimos em um ambiente uma espécie de outro ecossistema ou bioma, essa resistência da natureza pode acabar não ocorrendo, seja por não haver predadores dessa espécie no novo ambiente ou por haver grande oferta de território para reprodução, de alimento farto ou de outros fatores. Isso faz com que a espécie introduzida aumente sua população e provoque desequilíbrios ecológicos.

CONSERVAÇÃO

Qualquer que seja a justificativa para a conservação da vida selvagem e do meio ambiental, uma coisa é certa: a destruição não pode continuar, nem mesmo algumas décadas mais, sem que haja o colapso de ecossistemas completos e de populações humanas inteiras.

A biodiversidade é um fator fundamental para a vida no planeta, tanto em vista do ponto Biológico quanto do ponto vista Natural, Genético, Físico e Químico, para a vida sustentável no planeta Terra.

Agora abaixo algumas espécies que correm o risco de extinção que talvez vocês não sabiam. Região biogeográfica - [ZONA 4]

ZONA 4: REGIÃO ETÍOPE

Região Afro-tropical. Fonte da imagem: Wikipédia.


A região Afro-tropical ou Etíope abrange a África ao sul do Saara e Madagáscar. De savanas e pradaria a florestas tropicais, desertos e geleiras. A ameaça principal é o rápido crescimento da população humana.

ADDAX (Addax nasomaculatus)
Fonte da imagem: pixabay.

Nome cientifico: Addax nasomaculatus
Tamanho: 2 m.
Cor: creme-claro a branco com grandes chifres em espiral.
Ocorrência: região do Saara e Nigéria.
Estado de conservação pela IUCN: criticamente em perigo

Embora esteja excepcionalmente bem adaptado à vida no deserto e consiga sobreviver sem água, este antílope se cansa fácil quando é perseguido. Caçadores em carros e munidos de rifles velozes podem mata-lo sem dificuldade, e nos últimos 50 anos rebanhos de milhares chegaram à beira da extinção.

AOUDAD (Ammotragus lervia)
Fonte da imagem: pixabay.

Nome cientifico: Ammotragus lervia
Tamanho: 1,5 m.
Cor: marrom laranja-avermelhado com chifres em concha.
Ocorrência: montanhas do Saara.
Estado de conservação pela IUCN: vulnerável

Também conhecido como carneiro selvagem, vivia anteriormente no Saara e cercanias. Embora esteja-se reproduzindo em cativeiro, está atualmente extinto no seu ambiente natural. Foi introduzido nos EUA e no México como caça e é numeroso na região.

ÍBIS-CALVA (Geronticus eremita)
Fonte da imagem: pixabay.

Nome cientifico: Geronticus eremita
Tamanho: 55 cm.
Cor: penas pretas com cabeça e bico rosa.
Ocorrência: Marrocos e Turquia.
Estado de conservação pela IUCN: criticamente em perigo

Um animal entre os mais ameaçados e, para algumas pessoas, um do pássaros mais feios, a íbis-calva é encontrada no norte do deserto do Saara. Já foi muito difundida na Europa, no norte da África e no Oriente Médio, mas atualmente a população se reduziu a algumas dezenas de aves no Marrocos e a uma pequena colônia na Turquia.

BABUÍNO GELADO (Theropithecus gelada)
Fonte da imagem: mundoanimal66.

Nome científico: Theropithecus gelada
Tamanho: 1,3 m
Cor: Pelo felpudo marrom-claro e escuro, e peito com manchas peladas vermelhas características.
Ocorrência: Nordeste da África.
Estado de conservação pela IUCN: pouco preocupante

Este babuíno está confinado ao nordeste da África em altitudes de até 5.000m, local em que vive nos desfiladeiros rochosos, nos prados alpinos e em áreas sem árvores. Um macho mais velho libera os grupos com cerva de até 600 membros.

ZEBRA GREVY (Equus grevyi)
Fonte da imagem: pixabay.

Nome científico: Equus grevyi
Tamanho: 3,2 m
Cor: listrada preto fino com uma larga faixa escura no dorso.
Ocorrência: Quênia e Etiópia.
Estado de conservação pela IUCN: em perigo

Considerada altamente ameaçada devido ao declínio constante desde a década de 1960. Caçada por sua pele muito especial, pouco mais de 1.500 animais sobrevivem na Etiópia e pouco mais de 4.000, no Quênia. Calcula-se que esta espécie poderá estar extinta dentro dos próximos 50 anos.

ANTÍLOPE DO CAÇADOR (Beatragus hunteri)
Fonte da imagem: bushwarriors.

Nome científico: Beatragus hunteri
Tamanho: 2 m.
Cor: amarelo-castanho com asnas brancas entre os olhos, chifres parcialmente brancos semelhantes aos do impala.
Ocorrência: uma área muito pequena na fronteira do Quênia com a Somália.
Estado de conservação pela IUCN: criticamente em perigo

Provavelmente extinto na Somália, com menos de 500 animais sobreviventes no Quênia. Quase 90% da população desapareceu nos últimos 20 anos. Um pequeno número foi introduzido em um programa de reprodução no Parque Nacional de Tsavo até o momento sem sucesso.

HIPOPÓTAMO PIGMEU (Choeropsis liberiensis)
Fonte da imagem: pixabay.

Nome científico: Choeropsis liberiensis
Tamanho: 1,8 m.
Cor: preto-esverdeado com a parte inferior ligeiramente mais clara, lábios e garganta marrom-rosadas.
Ocorrência: Libéria, Costa do Marfim, Serra Leone.
Estado de conservação pela IUCN: em perigo

Normalmente é encontrado nas florestas úmidas e nos pântanos de uma pequena área da África ocidental. Cada vez mais raro e esparso em razão da perda de seu hábitat. É possível que existam apenas 5.000 animais, mas a natureza de seu hábitat torna impossível uma contagem precisa.

MANDRIL (Mandrillus sphinx)
Fonte da imagem: pixabay.

Nome científico: Mandrillus sphinx
Tamanho: 90 cm.
Cor: face com brilhantes listas carmim e cobalto, e corpo com pelo marrom-oliva.
Ocorrência: florestas no Gabão, perto do rio Congo.
Estado de conservação pela IUCN: vulnerável

Somente a fêmea apresenta a viva coloração facial. Acredita-se que tenham um sistema social flexível, vivendo em haréns de 15 a 50 fêmeas com um só macho. Devido à caça indiscriminada e à perda de seu hábitat, eles figuram, atualmente, entre os macacos mais raros da África.

GORILA-DA-MONTANHA (Gorilla beringei)
Fonte da imagem: iucnredlist

Nome científico: Gorilla beringei
Tamanho: 1,7 m.
Cor: pelo preto a preto-acinzentado. Os machos adultos apresentam uma mancha prateada nas costas.
Ocorrência: cadeia de montanhas Virunga nas fronteiras do Zaire, Ruanda e Uganda.
Estado de conservação pela IUCN: criticamente em perigo

O maior dos primatas, este gorila figura entre os animais mais ratos do mundo. Somente aproximadamente 600 indivíduos sobrevivem nas fronteiras do Zaire, Ruanda e Uganda. Vivem em altitudes de 1.800 a 3.600 m e estão protegidos por lei. Apesar disso, eles estão sendo mortos por caçadores ilegais.

CHIMPANZÉ (Pan troglodytes)
Fonte da imagem: pixabay.

Nome científico: Pan troglodytes
Tamanho: 1 m.
Cor: pelo e pele geralmente pretos com face rosada, preta ou pintada.
Ocorrência: África ocidental, central e oriental.
Estado de conservação pela IUCN: em perigo.

O chimpanzé, bem como o gorila, é nosso parente mais próximo no mundo animal. A perda do hábitat fez com que o chimpanzé ficasse seriamente ameaçado devido ao comércio destinado a pesquisas biomédicas. Programas de reprodução em cativeiro nas reservas florestais da Uganda estão estabilizando parcialmente sua população.

CROCODILO-ANÃO-AFRICANO (Osteolaemus tetraspis)
Fonte da imagem: reptossaurus.

Nome científico: Osteolaemus tetraspis
Tamanho: 2 m.
Cor: cinza-escuro a marrom-oliva.
Ocorrência: África Central e Ocidental.
Estado de conservação pela IUCN: vulnerável

Também conhecido como crocodilo-de-testa-larga, pouco se sabe a respeito da situação desta espécie na natureza, mas um pequeno número está sendo reproduzido em cativeiro. No passado foram intensamente caçados por causa de sua pele.

HIENA-CASTANHA (Parahyaena brunnea)
Fonte da imagem: pixabay.

Nome científico: Parahyaena brunnea
Tamanho: 1,5 m.
Cor: pelo marrom-escuro, pescoço e longas orelhas com pontas claras.
Ocorrência: sul da África e Angola.
Estado de conservação pela IUCN: quase ameaçada

A hiena escura está confinada no sul da África. Extinta na maior parte do Cabo, ainda é encontrada na Botsvana e na Namíbia. É protegida em reservas e parques nacionais, mas é rara fora dessas áreas.

RINOCERONTE NEGRO (Diceros bicornis)
Fonte da imagem: pixabay.

Nome científico: Diceros bicornis
Tamanho: 4 m.
Cor: geralmente cinza, mas como chafurda no barro costuma assumir a cor da lama local. Dois chifres.
Ocorrência: minúsculos grupos isolados no Kênia, Namíbia, África do Sul e Zimbábue.
Estado de conservação pela IUCN: criticamente em perigo

No início de 1970 havia no mínimo 25.000 animais, mas hoje há menos de 2.000 rinocerontes negros. Já foram encontrados em toda África, mas foram dizimados por caçadores em busca de seu chifre que é usado em remédios no Oriente e na confecção de cabos de adagas no Yêmen.

ELEFANTE AFRICANO (Loxodonta africana)
Fonte da imagem: pixabay.

Nome científico: Loxodonta africana
Tamanho: 8 m.
Cor: pele marrom-acinzentada com longa tromba, grandes orelhas e duas presas brancas.
Ocorrência: África Central e Oriental.
Estado de conservação pela IUCN: vulnerável

O maior animal terrestre existente apresentava a princípio uma população de várias milhões que, agora, é inferior a 600.000 exemplares. O número de elefantes é notoriamente difícil de contar, em especial o dos que vivem na densa floresta tropical. A caça ao marfim de suas presas e os conflitos com os agricultores causaram seu declínio.

CHITA (Acinonyx jubatus)
Fonte da imagem: pixabay.

Nome científico: Acinonyx jubatus
Tamanho: 2 m.
Cor: branco a amarelo-claro com pintas pretas e pontas da cauda preta.
Ocorrência: Namíbia e África do sul.
Estado de conservação pela IUCN: vulnerável

A chita ocorria nas áreas mais abertas do leste e do sul da África, e no sul da Ásia. Sua ocorrência está hoje fragmentada e é somente numerosa na Namíbia e em algumas áreas da África do Sul. Apenas cerca de 9.000 sobrevivem.

LÊMURE MANGUSTO (Eulemur mongoz)
Fonte da imagem: iucnredlist.

Nome científico: Eulemur mongoz
Tamanho: 50 cm.
Cor: pelo denso cinza e marcas faciais marrons e brancas.
Ocorrência: Madagáscar.
Estado de conservação pela IUCN: criticamente em perigo

Vive em uma grande variedade de ambientes florestais em Madagáscar, região na qual está em declínio devido à destruição das florestas. É encontrado, também, nas ilhas Comoro.

PARA FICAR LIGADO NAS ESPÉCIES AMEAÇADA DE EXTINÇÃO, EM BREVE TEREMOS UMA POSTAGEM QUE ENGLOBA ESPÉCIES DA ZONA 5: REGIÃO INDO-ORIENTAL.

REVEJA AS OUTRAS ESPÉCIES EM PERIGO DE EXTINÇÃO PELAS ZONAS DO MUNDO:

 https://bio-orbis.blogspot.com.br/2013/12/extincao-o-mundo-em-perigo.html

 http://www.bioorbis.org/2017/01/extincao-o-mundo-em-perigo-zona-2.html

 https://bio-orbis.blogspot.com/2017/09/extincao-o-mundo-em-perigo-zona-3.html

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 https://plus.google.com/collection/o9fhQB https://plus.google.com/collection/YU0mQB https://plus.google.com/collection/slsfQB

Comentários

  1. Uilmara Machado de Melo Gonçalves9 de março de 2018 00:06

    LASTIMÁVEL!!!!!!! Faltaram algumas causas, como o crescimento desordenado das cidades (matas vão sendo destruídas e, consequentemente os animais vão sendo atropelados nas rodovias e começam a invadir casas, sendo, às vezes, mortos pelos moradores) e as queimadas/incêndios (que já tive o desprazer de presenciar), quando o fogo vai terminando e muitas aves ficam sobrevoando em busca de animais encurralados e/ou desesperados... O Homem pode ser bem cruel!!!

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    Respostas
    1. Olá Uilmara,

      Realmente é triste mesmo ver tantos animais incríveis indo rumo a extinção. Essas outras causas que você citou, enfrentamos aqui no Brasil, as rodovias são uma das piores, incêndios também podem ser devastadores pois sua maioria é criminosa.

      Agradecemos pelo comentário, um grande abraço.

      Equipe BioOrbis.

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