A interessante história de William Beaumont

Essa pode ser uma história meio bizarra, mas de grande avanço para ciência da medicina.

 http://www.bioorbis.org/2018/04/a-superinteressante-historia-de-william.html
William Beaumont. Fonte da imagem: Encyclopedia of Word Biography.

VAMOS DESCOBRIR...

No Forte Mackinac, em julho de 1822, onde era, então, território de Michigan, ocorreu um incidente que mudou a vida da vítima e o curso da medicina e biologia humana.

TUDO COMEÇOU...

Com um tiro acidental que lançou pólvora e fragmentos em Alexis St. Martin (Figura 2), um caçador franco-canadense que estava a uma distância de apenas 1 metro. O que foi um infortúnio para St. Martin, mas uma sorte para o cirurgião que o atendeu. William Beaumont, que não via expectativas de St. Martin sobreviver, mas viveu até o próximo dia, depois uma semana e, finalmente, recuperou sua saúde.

Figura 2. Alexis St. Martin aos 81 anos. Fonte da imagem: James.

No entanto, o grande buraco causado pelo tiro não cicatrizou apropriadamente. Ao contrário, a borda do seu estômago dilacerado e o buraco na caixa torácica formaram uma fístula aberta, uma passagem anormal que vai do estômago para fora através da lateral do corpo. Depois de muitos meses de convalescença, St. Martin foi declarado indigente e recusou mais tratamento. Willian Beaumont levou o paciente para sua própria casa, cuidou de seus ferimentos e continuou a cuidar dele (Figura 3). Beaumont também começou o que chamou de seus “experimentos”, aproveitando-se da fístula que dava acesso direto ao estômago. Beaumont tirou amostras do suco gástrico, jogou sobre vários alimentos em série e recolheu-os mais tarde para ver o que havia acontecido, bem como observou a ação mecânica do estômago durante a digestão.

Figura 3. Fonte da imagem: historypod.

Os fisiólogos daquela época pensavam que o estômago era uma cuba, uma panela ou como um órgão eu funcionava permitindo a putrefação do alimento. Como Beaumont podia recolher amostras dos sucos gástricos e observar o processo de digestão, registrou corretamente a natureza química da digestão gástrica baseada na liberação do ácido clorídrico e a ação de mexer do estômago. Também recolheu bile do duodeno através de massagens, trazendo-a para trás através do piloro para dentro do estômago. Embora fosse rara, essa não era a primeira fístula gástrica que abria o processo de digestão para observação direta. Porém, para seu crédito, Beaumont foi o primeiro a observar a digestão cuidadosamente e dar uma base sólida para a fisiologia da digestão.

ESTÔMAGO ESPECIAL

Quanto a St. Martin, este viveu até a madura idade de 83 anos, de fato vivendo mais do que Beaumont. Mas seu estômago especial tinha, então, se tornado uma conveniência valiosa nos círculos científicos. Em diversas ocasiões, escapava de volta para a vida de comerciante que tão bem conhecia, apenas para ser encontrado e trazido de volta para Beaumont. Foi procurado (perseguido descreveria melhor) por muitos fisiólogos que procuravam obter a fama através dos seus especiais talentos gástricos. Quando St. Martin morreu, sua família, que nessa altura já estava farta do seu estômago peculiar, recusou a permissão para uma autópsia. Para assegurar que permaneceria tranquilo depois de morto, enterraram-no a 2,5 metros de profundidade.

Referência: Kardong. Vertebrados, Anatomia Comparada, Função e Evolução. 2011.

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