quinta-feira, 5 de abril de 2018

Um anfíbio diferente que vai surpreender você

Parece uma cobra mas não é ,e sim um anfíbio, considerado  o maior Tetrapoda apulmonado.


 http://www.bioorbis.org/2018/04/um-anfibio-diferente-que-vai.html
Um anfíbio raro e diferente. Crédito da imagem: Juliano Tupan.

VAMOS DESCOBRIR...

Essa espécie, Atretochoana eiselti, foi descrito em 1968 com base em um único e antigo exemplar depositado no museu de história natural de Viena. O frustrante é que esse espécime do museu, possivelmente coletado pelo naturalista austríaco Johann Natterer em suas viagens pelo Brasil no início do século 19, não possui qualquer informação associada, exceto que provém da América do Sul. Em 1998, um segundo exemplar foi descoberto, na coleção da Universidade de Brasília (UnB), mas sem quaisquer informações sobre a localidade de coleta.


MORFOLOGIA E HABITAT

Conhecido como Atretochoana eiselti, esse anfíbio ainda é pouco conhecido e pouco estudado pelos pesquisadores, possuindo algumas características peculiares como não possuir pulmões e absorver oxigênio pela pele, diferentemente de rãs e sapos que absorvem oxigênio através da pele mas possuem pulmões. Além disso, não possui olhos e mede até 1 metro de comprimento.

Cobra-pênis descoberta em Rondônia na verdade é um anfíbio
Crédito: Juliano Tupan.

Atretochoana possui uma morfologia consistente com hábitos aquáticos, e devido à ausência de pulmões e a seu grande tamanho, especula-se que vivem em riachos com corredeiras do Brasil central, condições em que a água é bastante oxigenada, favorecendo a respiração cutânea.


ESTUDOS RECENTES

Um estudo feito em 2011, foram encontrados 6 exemplares pelo biólogo hepatologista Juliano Tupan (HOOGMOED et al. 2011), sendo 3 deles devolvidos para natureza, 1 teria morrido e os outros 2 foram coletados para estudo.


Um dos espécimes do estudo nadando em uma piscina de maré, Praia Marahú, ilha Mosqueiro, Belém, Brasil. Fonte da imagem: adaptado de HOOGMOED et al. 2011.

Na pesquisa, os biólogos relatam que essa espécie não habita águas frias, em ambiente de correnteza saturado de oxigênio, a grandes altitudes, como se supunha até agora, mas, ao contrário, habita águas quentes com temperaturas em torno de 24-30 ºC, turvas, com correnteza, nas terras baixas da bacia amazônica brasileira. 

Das espécies coletadas, comparando-os com os exemplares já conhecidos, mostraram mais dados sobre a biologia da espécie e o habitat e a ocorrência provável, podendo ter distribuição ampla na Amazônia brasileira e possivelmente pode ocorrer em outros países, como a Bolívia.


RISCO DE EXTINÇÃO?

Segundo os sites do ICMBio e da IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza), apesar de existirem algumas informações sobre o seu habitat, os dados sobre a sua história de vida, incluindo reprodução, fisiologia (especialmente sua respiração) e morfologia funcional, são insuficientes para uma avaliação adequada sobre sua distribuição, status populacional e ameaças. Por essas razões, Atretochoana eiselti foi categorizada como Dados insuficientes (DD).

CONFIRA ALGUMAS FOTOS

Cobra-pênis descoberta em Rondônia na verdade é um anfíbio
Crédito: Juliano Tupan

Cobra-pênis descoberta em Rondônia na verdade é um anfíbio
Crédito: Juliano Tupan

Referências: scienceblogs
HOOGMOED, M. S., A. O. MACIEL & J. T. CORAGEM, 2011. Discovery of the largest lungless tetrapod, Atretochoana eiselti (Taylor, 1968) (Amphibia: Gymnophiona: Typhlonectidae), in its natural habitat in Brazilian Amazonia. Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi. Ciências Naturais 6(3): 241-262.

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2 comentários:

  1. Respostas
    1. Olá forsadetartaruga,

      Realmente é uma espécie de anfíbio bem diferente de todas que você já viu não é mesmo?

      Agradecemos pelo seu comentário, um grande abraço.

      Equipe BioOrbis.

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