Será que os dinossauros conseguiam cantar como as aves?

Uma nova descoberta de uma espécie pré-histórica com uma siringe, pode desvendar mais sobre a evolução e adaptações dos dinossauros e aves viventes.

 http://www.bioorbis.org/2018/07/sera-dinossauros-cantar-como-aves.html
Os espécies de Vegavis iaai fugindo de pequenos raptores. Fonte da imagem: pinterest.

VAMOS DESCOBRIR...

A mais antiga siringe (órgão vocal das aves) conhecida de uma ave foi encontrada, preservada em três dimensões em um espécime de 66 milhões de anos da Antártica, de acordo com uma nova pesquisa conduzida por um paleontologista da Universidade do Texas em Austin.

FÓSSEIS E EVOLUÇÃO DAS AVES


Esta descoberta e a aparente ausência de siringe em fósseis de dinossauros não aves da mesma idade indicam que o órgão pode ter se originado no final da evolução das aves, e que outros dinossauros podem não ter sido capazes de fazer sons semelhantes aos chamados das aves viventes.

Figura 2. Um bando de Vegavis iaai convivendo junto com os dinossauros. Fonte da imagem: tumblr.

"Essa descoberta ajuda a explicar por que nenhum órgão foi preservado em um parente de dinossauro ou crocodilo pré-históricos", disse a autora Julia Clarke, da Jackson School of Geosciences da Universidade do Texas, em Austin.



"Este é outro passo importante para descobrir como os dinossauros produziam sons, bem como nos dá uma visão sobre a evolução das aves."

UMA AVE NA ANTÁRTIDA


A siringe fossilizada (Figura 4) foi encontrada em um espécime de Vegavis iaai (Figura 3), uma espécie extinta de ave que viveu entre 68 e 66 milhões de anos atrás. Foi desenterrado há mais de duas décadas na Ilha Vega, na Antártida. No entanto, só em 2013 a Dra. Clarke percebeu que o fóssil incluía uma siringe.

Figura 3. Dois espécimes de Vegavis iaai caçando nas águas da Antártida pré-histórica. Fonte da imagem: paleonerdish.

A forma assimétrica da siringe (Figura 5) indica que Vegavis iaai poderia ter feito sons através de duas fontes sonoras nas partes direita e esquerda do órgão. Dr. Clarke e co-autores também escancearam a siringe de outras aves para comparar com o Vegavis syrinx.



COMPARANDO COM OS DESCENDENTES


Isso incluiu 12 siringes de aves vivas e a próxima siringe fossilizada mais antiga, que ainda não havia sido estudada. “Aqui, começamos a descrever como as características fossilizáveis ​​da siringe podem nos informar sobre as características sonoras, mas precisamos de muito mais dados sobre as aves vivas”, disse o co-autor Dr. Franz Goller, da Universidade de Utah.

Figura 4. Fóssil de Vegavis iaai. Nas setas vermelhas mostra a siringe. Fonte da imagem: paleonerdish.

"Notavelmente, antes deste trabalho, quase não havia discussão sobre estas questões importantes." "A evolução do comportamento vocal pode fornecer insights sobre outras características anatômicas, como a aparência de cérebros maiores", acrescentou Clarke.



Este estudo segue pesquisas que a Dra. Clarke e seus colegas publicaram no início deste ano e descobriram que alguns dinossauros provavelmente teriam feito vocalizações de boca fechada (Figura 5), semelhantes a "booms de avestruz" que não requerem uma siringe para produzir o som.

Vegavis iaai
Figura 5. Em uma floresta Nothofagus no litoral da Ilha Vega, na Antártida, um dinossauro raptor de porte médio é mostrado usando um comportamento vocal de boca fechada e Vegavis iaai está sobrevoando a região. Crédito da imagem: Nicole Fuller / Sayo Art / Universidade do Texas em Austin.

"Juntos, os dois estudos têm implicações importantes para a produção de sons de dinossauros ao longo do tempo", disse Clarke.



“A origem das aves é muito mais do que a evolução do voo e das penas”, acrescentou ela. A descoberta é relatada 12 de outubro na edição online da revista Nature.



Referência
Julia A. Clarke et al. Fossil evidence of the avian vocal organ from the Mesozoic. Nature, published online October 12, 2016; doi: 10.1038/nature19852
Sites: sci-news.com.

Para finalizar veja um vídeo do Caderno de Educação, sobre Por que os pássaros cantam? O canto dos pássaros. Curiosidades científicas:


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