Conheçam mais sobre os peixes Quimeras

As aproximadamente 34 espécies viventes de quimeras (nenhuma com muito mais do que um metro de comprimento) apresentam uma morfologia das estruturas moles, mais similar à dos tubarões e raias do que a de qualquer outro peixe vivente.

 http://www.bioorbis.org/2018/08/quimeras-peixes-bizarros.html
Uma quimera nada livremente pelo leito do mar. Fonte da imagem: oceanario.

VAMOS DESCOBRIR...

Por muito tempo, foram agrupadas com os elasmobrânquios, como Chondrichthyes, devido a estas especializações compartilhadas, mas apresentam um conjunto de características únicas e bizarras.


HABITAT E HISTÓRIA NATURAL


Geralmente encontrados abaixo dos 80 metros de profundidade e, portanto, pouco conhecidos em seu ambiente natural, os Holocephali se dirigem a águas rasas para depositar seus ovos, de 10 cm e com estruturas similares a "chifres". Diversos Holocephali apresentam extensões elaboradas do rostro, cuja função ainda não é definida.


O pouco que se conhece de sua história natural, indica que a maioria das espécies se alimenta de camarões, de gastrópodes e ouriços-do-mar.


MORFOLOGIA


Sua locomoção se realiza pela ondulação lateral do corpo, a qual consiste do movimento sinuoso da longa cauda em ondas, e por movimentos trêmulos das grandes e flexíveis nadadeiras peitorais.


Holocephali
Alguns espécimes de Quimeras. Fonte da imagem: slideplayer.

As placas dentígeras solidamente fundidas, para prender e quebrar as presas, duram por toda a vida, ajustando sua altura conforme ocorre o desgaste.


quimera-peixe-Holocephali
Uma Quimera em meio aos corais. Fonte da imagem: aquaflux.

De interesse especial são as estruturas de defesa - uma glândula de veneno, associada a um espinho dorsal robusto, em algumas espécies e um clásper cefálico, de forma similar a um bastão, nos machos.


Os machos têm sido observados usando o clásper cefálico para segurar a nadadeira peitoral da fêmea contra sua região frontal da cabeça enquanto tenta copular.


OS PEIXES CARTILAGINOSOS BIZARROS


Desde a década de 1950, Rainer Zangerl e seus associados descreveram um grupo de formas bizarras e, obviamente, especializadas de condrictianos da Era Paleozóica. Estes iniopterígios (Grego into = atrás do pescoço e ptero = asa) têm características que o autor considerou como evidências de um elo entre os primeiros tubarões e os Holocephali.


Holocephali
As Quimeras são os Holocephali viventes. Fonte da imagem: seawater.

Como nos Holocephali viventes, a cartilagem palatoquadrado é fundida ao crânio (conhecida como suspensão autostílica), mas os dentes, diferentemente dos das quimeras viventes, são repostos em grupos, como ocorre entre os elasmobrânquios.


Os parentes mais próximos e antigos dos Holocephali modernos são reconhecidos atualmente como sendo do Carbonífero Superior, muito velho para ser um descendente dos iniopterígios. A ideia atual é a de que tanto os iniopterígios quanto os Holocephali modernos descendem de um tubarão ancestral, seguindo uma linha, de certa forma, paralela na evolução.



Referência
POUGH, F. Harvery; JANIS, Christine M; HEISER, John B. A vida dos vertebrados. Atheneu Editora São Paulo, 2006.

Para finalizar veja um vídeo do canal Canal Azul Filmes, sobre Série Tubarões e Raias: As Quimeras:



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