Os polvos mordem?

Será mesmo possível que os polvos mordem?

 https://www.bioorbis.org/2018/09/polvos-veneno.html
Pixabay/Domínio Público.

VAMOS DESCOBRIR...

No dia 12 de maio de 1998, um funcionário do Aquário de Seattle estava andando por uma praia em Saltwater State Park, quando alguns mergulhadores que estava por perto trouxeram um polvo vermelho do gênero Octopus rubescens.

O polvo foi colocado em balde para ser visto. O funcionário do Aquário calçou uma luva em uma das mãos e foi examinar o polvo que, de repente, alcançou a outra mão desprotegida do empregado e a mordeu. A mordida foi no dorso da mão, perto do pulso. Inicialmente, a mordida não foi percebida e não houve dor.


Depois de minutos, o empregado notou sangue e confirmou a presença de uma pequena ferida no local. A ferida tinha menos de 5 mm e parecia ter sido causada pelo animal. Ao perceber do que se tratava, ele tentou sugar a ferida para extrair o veneno, mas a manobra parece não ter dado resultado, já que os sintomas continuaram. Depois de aproximadamente dez minutos, houve dor localizada. Seguiram-se inchaço e dor latejante que iam da mão até o antebraço.

polvo
Figura 2. Polvo. Pixabay/Domínio Público.

Então, ele decidiu ligar para o Aquário, para saber como proceder. Foi sugerido imersão em água quente, tão quente quanto ele pudesse suportar. O tempo transcorrido desde a mordida era já de vinte minutos. Depois de colocar a mão em água quente, a dor e o inchaço desapareceram em minutos. Ao ser levado para o hospital, o único tratamento foi das queimaduras provocadas pela água quente.


No dia seguinte, quase não se via nem se sentia a ferida, mas as queimaduras continuaram por uma semana. Apesar de não haver mais sinais da mordida, a vítima disse ter sentido dores de cabeça e fraqueza por uma semana. Em um outro caso reportado de mordida pelo O. rubescens vinte anos atrás, foi constada necrose do local e o fenômeno persistiu por quase um mês.

A POTENTE MORDIDA DO POLVO VERMELHO


O. rubescens é conhecido pela sua potente mordida, produzida por estruturas em forma de pontas na boca, localizada no centro dos braços. Na hora da mordida, os animais injetam uma enzima proteolítica ou veneno via saliva. 


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Figura 3. O polvo-de-anéis-azuis (Hapalochlaena). Pixabay/Domínio Público.

Embora a mordida de outros cefalópodes, como os polvos do gênero Hapalochlaena (ou polvo-de-anéis-azuis, Figura 3), seja fatal, pouco se pode fazer para tratar essas ocorrências.

Água quente é sugerida como primeiro passo para estes casos. Ela também pode ser usada para ferimentos de peixe-leão e peixe-pedra. No caso descrito acima, a água quente foi bem efetiva para neutralizar os efeitos locais da mordida do polvo, mas não serve para os efeitos sistêmicos. Não se sabe se esse tipo de tratamento pode funcionar para mordidas de outras espécies de polvos, mas já é um bom começo.

Referências
UZUNIAN, Armênio; BIRNER, Ernesto. Biologia 2. Editora Harbra. Prêmio Jabuti, 2002.
The Festivus, 30(4):45-46,1999.

Para finalizar veja um vídeo do canal vichigh marine, sobre Ruby Octopus (Octopus rubescens):



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