Como saber a diferença entre a transição dos biomas?

Todo mundo já viu um mapa dos biomas brasileiros e sabe que a divisão ali parece perfeita. Mas na realidade não é assim que ocorre.


VAMOS DESCOBRIR...

O que são os biomas brasileiros?


Biomas são grandes ecossistemas terrestres com uma fisionomia vegetal característica determinada principalmente pela influência de fatores macroclimáticos. Possuem padrão homogêneo de estrutura e função, em escala continental ou regional.

Os biomas são geralmente caracterizados e identificados por suas plantas mais abundantes, razão pela qual falamos em formação fitogeográficas (fito = planta).

Os principais biomas terrestres são: tundra, floresta boreal, floresta temperada, floresta tropical, campos e desertos. Veja na imagem abaixo como é mostrado em livros didáticos e na web:

Figura 1. Biomas do Brasil. Fonte da imagem: geografia.seed.

O Brasil é o segundo país do mundo com mais áreas florestais. Com 463 milhões de hectares, o país perde somente para a Rússia segundo o levantamento do Serviço Florestal Brasileiro de 2012.

Florestas são áreas que medem mais de 0,5 hectares, com árvores maiores que 5 metros de altura e cobertura de copa superior a 10%, ou árvores capazes de alcançar estes parâmetros in situ (no lugar). Esse conceito foi determinado pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).

Não deixe de ver em uma nossa outra postagem tudo sobre os biomas brasileiros neste link:



COMO SABER COMO E QUANDO OCORRE A TRANSIÇÃO DOS BIOMAS


Bom agora que você já sabe o que é um bioma e que sua divisão ali naquele mapa mostrado acima é somente uma ilustração demonstrativa, vamos agora saber como ocorre essa transição. E se quiser não deixe de ver um vídeo do nosso canal falando como ocorre essa transição de uma maneira mais simples:

https://www.youtube.com/channel/UCdjF1j_jYXGznBq955YWDoQ?sub_confirmation=1

O termo técnico utilizado para se definir a transição entre os biomas é chamado de ecótono. Um ecótono é uma região resultante do contato entre dois ou mais biomas fronteiriços. São áreas de transição ambiental, onde entram em contato diferentes comunidades ecológicas — isto é, a totalidade da flora e fauna que faz parte de um mesmo ecossistema e suas interações. Por isso, os ecótonos são ricos em espécies, sejam elas provenientes dos biomas que o formam ou espécies únicas (endêmicas) surgidas nele mesmo.

As características singulares dos ecótonos fazem com que mereçam atenção especial de conservação: o traço principal é o fato de ser um ecossistema formado entre outros ecossistemas. Tamanho, microclima, recursos de que dispõe e as combinações de espécies são diferentes em cada ecótono, que, por sua vez, são fatores influenciados por clima, altitude, latitude, longitude e tipo de solo.

Ecótonos são áreas dinâmicas que, com o tempo, podem mudar de largura e até de posição, em razão de mudanças ambientais, como o fenômeno da sucessão ecológica. Dado a este dinamismo, são regiões sensíveis a mudanças climáticas globais e, portanto, considerados por cientistas como seus potenciais indicadores.

Ecótonos no Brasil


Um estudo de 2003 realizado pelo IBAMA determinou os três principais ecótonos no Brasil: o Cerrado-Amazônia, que representa 4,85 % do território brasileiro (maior que os biomas Campos Sulinos e Costeiro juntos); o Caatinga-Amazônia, que corresponde a 1,7%; e o Cerrado-Caatinga, com 1,3%. O mapeamento também mostrou que há desequilíbrio entre o tamanho relativo dos ecótonos (e biomas) no território nacional e o percentual deles que é coberto por unidades de conservação de proteção integral: no Cerrado-Caatinga apenas 3.33% são protegidos; na Caatinga-Amazônia, 0,05%; e, no Cerrado-Amazônia 0,01%.

O ecótono Cerrado-Amazônia está localizado dentro do arco do desmatamento da Amazônia e já perdeu cerca de 60% de sua cobertura florestal. Lá se encontra a maior concentração de matas secas do país. É também habitat de espécies endêmicas, como os saguis, o peixe-boi e o boto-cinza.

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Referências
LOPES, Sônia; ROSSO, Sérgio. Biologia. Volume único. Editora Saraiva, 2006.
Sites: www.oeco.org.br

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