As serpentes mais antigas do mundo

Ao analisar fósseis de quatro cobras pré-históricas, cientistas descobriram que elas tinham entre 140 e 167 milhões de anos. Isso mostra que o surgimento desses répteis aconteceu pelo menos 70 milhões de anos antes do que os registros anteriores indicavam.

https://www.bioorbis.org/2015/02/cobras-surgiram-ha-170-milhoes-de-anos.html
Diablophis gilmorei escondido em um crânio de ceratossauro (reconstrução artística). Crédito da imagem: Julius Csotonyi. Fonte da imagem: sci-news.

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A pesquisa, publicada na Nature Communications, muda a perspectiva dos estudos sobre a origem e a evolução das cobras, segundo os autores. Até agora, só existiam provas de que elas haviam aparecido na Terra há cerca de 100 milhões de anos.

Veja aqui sobre a evolução das serpentes:



AS ESPÉCIES PRÉ-HISTÓRICAS DE SERPENTES DESCOBERTAS


Uma das quatro espécies descobertas, a Eophis underwoodi (Figura 4), é a mais antiga serpente conhecida do mundo. Vivia durante o Jurássico, cerca de 167 milhões de anos atrás. Seus restos fragmentários foram recuperados da Kirtlington Cement Works Quarry em Oxfordshire, Inglaterra.

Figura 2. Portugalophis lignites em uma árvore de gengibre (reconstrução artística). Crédito da imagem: Julius Csotonyi. Fonte da imagem:  sci-news.

Já a outra espécie, nomeada de Portugalophis lignites (Figura 2), viveu durante Jurássico Superior, entre 157 e 152 milhões de anos atrás. Seus fósseis foram descobertos em depósitos de carvão perto de Guimarota, Portugal.

A outra espécie é norte-americana, nomeada de Diablophis gilmorei (Figura 1), foi encontrada em depósitos de rios a uma certa distância do interior do oeste do Colorado. Viveu durante o Jurássico.


Figura 3. Parviraptor estesi nadando em lago de água doce com caracóis e algas (reconstrução artística). Crédito da imagem: Julius Csotonyi. Fonte da imagem: sci-news.

Os fósseis da espécie Parviraptor estesi (Figura 3) foram encontrados em Durlston Bay, Dorset, Inglaterra. As espécies viveram durante o Cretáceo, entre 145 e 140 milhões de anos atrás.


UMA EVOLUÇÃO BASTANTE COMPLEXA


Segundo o principal autor do estudo, Michael Caldwell, da Universidade de Alberta, no Canadá, a pesquisa indica que a evolução das cobras é mais complexa do que se pensava. 

Figura 4. Fóssil de Eophis underwoodi. Fonte da imagem: freemalaysiatoday.

Apesar da descoberta, ainda há uma lacuna no conhecimento a ser preenchida, pois não foram encontrados fósseis no período de 100 milhões a 140 milhões de anos atrás.

De acordo com Caldwell, os cientistas já imaginavam que existiam cobras há mais de 100 milhões de anos, mas a ausência de fósseis deixava a impressão de que elas surgiram repentinamente naquele período.​

Segundo os autores, o estudo mostra que, no período de 167 milhões e 100 milhões de anos atrás, cobras ancestrais já estavam se diferenciando em espécies distintas e evoluindo para adquirir formas semelhantes às das cobras marinhas que viveram de 90 milhões a 100 milhões de anos atrás.

Referências
KARDONG, Kenneth V. Vertebrados, Anatomia Comparada, Função e Evolução. Editora Roca LTDA, 2011. 10-3668. CDD: 596. CDU: 597/599.
Sites: Planeta Sustentável; sci-news.

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