Os Grandes Animais marinhos da Era Mesozóica

Nosso planeta já passou por várias eras, com animais incríveis e surpreendentes. Aqui vamos mostrar alguns animais marinhos da Era Mesozóica.

 https://www.bioorbis.org/2018/12/grandes-animais-marinhos-era-mesozoica.html
Um gigante predador se alimentando de um ictiossauro. Fonte da imagem: hypescience.

VAMOS DESCOBRIR...


Os Archosauria dominaram a terra e os céus da Era Mesozóica, mas os lepidosauromorfos foram os Diapsida que se tomaram secundariamente aquáticos e exploraram os recursos dos oceanos, especialmente nas regiões costeiras e nos rasos mares epicontinentais que se estendiam tanto pelo continente da América do Norte o da Eurásia na Era Mesozóica. Embora todas as formas marinhas fossem carnívoras, elas se especializaram em presas variadas de moluscos sésseis à peixes e moluscos cefalópodes livre-natantes.


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Figura 2. Répteis aquáticos da Era Mesozóica, (a) Placodontia Placodus, do Triássico Médio (aproximadamente 1 metro de comprimento), (b) Um Plesiosauria do Jurássico Superior, Cryptoclidu, (aproximadamente 3 metros de comprimento). (c) Um Ichthyosauria do Jurássico Superior, Opthalamosaurus (aproximadamente 2,5 metros de comprimento).

Placodontia


Os Placodontia do Triássico (Figura 3) alimentavam-se de moluscos e eram mais especializados na trituração de alimentos com conchas duras do que na perseguição veloz das presas Figura 2). Placodus tinha dentes maxilares grandes e achatados e um palato pesado, dotado de enormes dentes nos ossos palatinos. 


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Figura 3. Placodontia – Fonte da imagem: oceansofkansas.

Os dentes rostrais projetavam-se para frente e devem ter sido utilizados para arrancar mexilhões e ostras das rochas. Alguns Placodontia, - como Henodus e Placochelys -  possuíam uma forma corpórea convergente a das tartarugas, com um bico córneo e um corpo recoberto com osso.



Plesiosauria


Os Plesiosauria (Figura 4) surgiram no Triássico Superior e persistiram até o Cretáceo. Formas primitivas tinham pescoço longo e cabeça proporcional em relação ao comprimento do corpo (Figura 2). Duas especializações ecológicas estão representadas entre os plesiosauros derivados; Pliosauroideos que tinham crânio longo (mais de 3 metros em algumas formas) e pescoço curto (com 13 vértebras cervicais), enquanto os plesiosauros tinham crânio pequeno e pescoço extraordinariamente longo (com 32 a 76 vértebras). 




Esses dois grupos possuíam o tronco rígido e pesado e parecem ter se deslocado pela água com membros que funcionavam como remos e que também podem ter atuado como hidrofólios, aumentando a eficiência da natação. A hiperfalangia, a adição de ossos aos dedos, aumentava o tamanho dos remos e alguns Plesiosauria apresentavam até 17 falanges por dígito. Em ambos os tipos de plesiosauros, as narinas estavam localizadas no alto da cabeça, imediatamente em frente aos olhos.


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Figura 4. Plesiosauria – Fonte da imagem: palaeos.

Os Pliosauria desenvolveram cada vez mais um corpo hidrodinâmico ao longo de sua evolução, deste modo o pescoço tomou-se curto e os membros mais alargados, enquanto os plesiosauros tomaram-se menos hidrodinâmicos com pescoços longos e membros menores em relação ao comprimento do corpo. Pliosaorideos eram provavelmente nadadores rápidos que podem ter capturado moluscos cefalópodes nadadores e peixes perseguindo-os, à maneira das focas e leões marinhos. Os plesiosauros podem ter sido caçadores de tocaia, embora não está claro como deveriam capturar a presa porque seus pescoços parecem ter sido muito rígidos.

Ichthyosauria


Os Ichthyosauria (Figura 5) foram os tetrápodes aquáticos mais especializados da Era Mesozóica. Em muitos aspectos a sua forma corpórea lembra a dos atuns, tubarões e golfinhos (Figura  2). Os Ichthyosauria possuíam uma nadadeira dorsal sustentada apenas por tecido rijo, e não por osso, e o lobo superior da nadadeira caudal, da mesma forma, não apresentava suporte esquelético (a coluna vertebral dos Ichthyosauria derivados curvava-se acentuadamente para baixo, dentro do lobo ventral da nadadeira caudal). 




Sabe-se da presença desses tecidos moles porque muitos fósseis de ictiossauros, de sedimentos finos próximos a Holzmoden, o sul da Alemanha, contêm um contorno de todo o corpo, preservado com o um a película de carbono.


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Figura 5. Ichthyosauria – Fonte da imagem: palaeos.com

Os Ichthyosauria retiveram tanto os membros peitorais com o os pelvinos (ao contrário dos cetáceos, que retêm apenas os peitorais). Os membros dos Ichthyosauria eram modificados em remos por meio de hiperfalangia (com o nos Plesiosauria) e hiperdactilia (a adição de dígitos extras). 




Fósseis de Ichthyosauria (Figura 6) com embriões na cavidade corpórea indicam que esses animais eram vivíparos.  Um dos fósseis parece ser um indivíduo que morreu no processo de parto, com um jovem emergindo com a cauda e m primeiro lugar, como nos filhotes de golfinhos.


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Figura 6. Fóssil de um ictiossauro. Pixabay/Domínio Público.

O conteúdo estomacal de ictiossauros, preservados em alguns espécimes, inclui cefalópodes, peixes e um Pterosauria ocasional. Os Ichthyosauria possuía m cabeça grande com maxilas longas e afiladas, armadas com dentes agudos, na maioria das formas, embora alguns poucos não apresentassem dentes. Os grandes olhos eram sustentados por um anel de ossos escleróticos. Acredita-se que Ophthalmosaurus, que possuía os maiores olhos dentre os Vertebrata, tenha caçado a grandes profundidades - 500 metros ou mais - e detectado a luz emitida pelos fotóforos da sua presa. Os animais que mergulha m a grandes profundidades se arriscam a sofrer do mal-dos-mergulhadores se um a emergência, com o a necessidade de evitar um predador, os força a subir rapidamente para a superfície. Os dois Ichthyosauria que possuíam os maiores olhos (o que sugere que eram as formas que mergulhavam a maiores profundidades) também foram os dois que mostraram a maior incidência da doença-dos-mergulhadores (Montani et al. 1998).



Os ictiossauros do Triássico eram alongados e pouco hidrodinâmicos e pode m ter utilizado um a locomoção anguiliforme. A hidrodinâmica mais desenvolvida das formas posteriores pode estar associada ao desenvolvimento da locomoção carangiforme e da perseguição veloz da presa, com o nos atuns viventes (Motani 2000, 2002). O Jurássico foi o Período de maior diversidade dos Ichthyosauria. Eles foram menos abundantes no Cretáceo Inferior e apenas um único gênero persistiu durante o Cretáceo Superior. Os Ichthyosauria tomaram-se extintos antes do final do período.

Referências
POUGH, F. Harvery; JANIS, Christine M; HEISER, John B. A vida dos vertebrados. Atheneu Editora São Paulo, 2006.
Motani, R. et al.  1998.  Large eyeballs in diving ichthyosaurs. Nature 402:747.
Motani, R.  2000.  Rulers of the Jurassic seas. Scientific Ameri-can 283:52-59.
Motani, R.  2002.  Scaling effects in caudal fin propulsion and the speed of ichthyosaurs. Nature 415:309-312.

Para finalizar veja um vídeo do canal musiclopes, sobre Era Mesozóica:





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2 comentários:

  1. TUDO PORTUGUESITO QUER VIVER NO PRESENTE NAO NO PASADO!!
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    I enjoy telling the World the TRUTH about Portugal's state of reality: The Biggest Global Economic Collapse in History! Everybody is leaving Portugal to live in former Third World Colonies in order to eat. Our Racist/Xenophobic way of life we enjoyed for centuries has come back to bite us bitterly. It has been downhill since we separated from Spain in 1640 and BET our futures on the Pirate thieving British who only looked out for themselves and left us in the Cold. And, the proof is Britain just left Europe to look out for themselves yet AGAIN! We Portuguese are VERY Stupid people that NEVER learn from our Ignorant ways!!

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  2. Muito interessante o trabalho que vcs fazem nesse blog.. O mundo seria um lugar melhor se tivessem mais pessoas como vcs.. Obrigado e não desistam do blog, ele é otimo

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