Extinção: O Mundo em Perigo [ZONA #6]

Vamos a nossa última postagem da série ‘Extinção: O Mundo em Perigo’. Agora com vocês a Região Australásia.

 https://www.bioorbis.org/2019/03/extincao-zona-6-australasia.html

VAMOS DESCOBRIR...

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O QUE É A EXTINÇÃO DAS ESPÉCIES?


Extinção, uma palavra que para nós humanos é uma coisa temida desde a alvorada das descobertas da ciência. Ela é um processo natural, e a maioria dos animais e plantas que evolui durante milhões de anos desde o início da vida está agora extinta. No entanto, ao longo dos últimos 400 anos, a taxa de extinção está sendo acelerada em velocidade desastrosa.

A cada dia, a cada hora e a cada minuto espécies no mundo inteiro são extintas. Mais de 5.000 espécies animais estão atualmente ameaçadas, e os cientistas predizem que, se a atual tendência no meio ambiente continuar, uma em cada quatro espécies vegetais poderá estar extinta em torno do ano 2050. E este problema não se restringe somente às florestas tropicais, também em outras localidades, como na Europa, 380 espécies de borboletas estão ameaçadas, 15 estão praticamente extintas.

CAUSAS DA EXTINÇÃO DAS ESPÉCIES


Destruição do ambiente natural


Um número cada vez maio de plantas e animais está sendo ameaçado ou até mesmo extinto, e a causa principal é a perda do seu ambiente ou habitat.



Um outro fator que pode também ser uma causa para a extinção de animais e plantas é a desigualdade econômica entre os países. Esse fato contribuiu, por exemplo, para o trágico desaparecimento das florestas nas regiões tropicais do mundo, causado pela exploração de madeiras de lei, como o mogno. Muitos grupos de preservação ambiental nas nações ricas, proibiram a importação de madeira tropical, mas para muitos países pobres a floresta tropical figura entre os poucos recursos que geram a entrada de capital estrangeiro necessário para a importação de produtos essenciais.

Caça


A caça sempre causaram a extinção das espécies. Leões foram totalmente dizimados da Grécia na Idade do Bronze, e os ursos e castores desapareceram da Grã-Bretanha em torno do século XII. A caça por marfim, peles e outros produtos raramente foi bem controlada e até hoje causa extinção de espécies.

Poluição


Nosso alimento está contaminado por pesticidas e produtos químicos jogados pelas indústrias nos rios e no solo. Os vazamentos de óleo no mar causam mortalidade de pássaros e mamíferos.




A poluição do ar é ainda mais grave, pois os gases expelidos pelas indústrias sobem para a atmosfera e retêm o calor do sol, criando o efeito estufa. O fato de que esses gases resultarão no aquecimento do globo é uma preocupação mundial, mas é desacreditada de alguns cientistas.

Introdução de espécies


A natureza quando em equilíbrio, impõe resistência às populações, de forma que há um controle das densidades populacionais. Dentre os fatores de controle pode-se mencionar competição, predação, parasitismo, restrição de alimento e diminuição de território para reprodução.



Quando introduzimos em um ambiente uma espécie de outro ecossistema ou bioma, essa resistência da natureza pode acabar não ocorrendo, seja por não haver predadores dessa espécie no novo ambiente ou por haver grande oferta de território para reprodução, de alimento farto ou de outros fatores. Isso faz com que a espécie introduzida aumente sua população e provoque desequilíbrios ecológicos.



CONSERVAÇÃO DAS ESPÉCIES


Qualquer que seja a justificativa para a conservação da vida selvagem e do meio ambiental, uma coisa é certa: a destruição não pode continuar, nem mesmo algumas décadas mais, sem que haja o colapso de ecossistemas completos e de populações humanas inteiras.



A biodiversidade é um fator fundamental para a vida no planeta, tanto em vista do ponto Biológico quanto do ponto vista Natural, Genético, Físico e Químico, para a vida sustentável no planeta Terra.

ZONA 6: REGIÃO AUSTRALÁSIA


região-Australásia
Região Australásia. Fonte da imagem: Wikipédia.

 
Abrange a Nova Guiné, a Austrália e a Nova Zelândia. O meio ambiente varia de floresta tropical a áreas desérticas da Austrália.

Agora abaixo algumas espécies que correm o risco de extinção que talvez vocês não conheciam da região biogeográfica Australásia - [ZONA 6]

Escala de cores do status de conservação de cada espécie:

- pouco preocupante
- quase ameaçado
- vulnerável
- em perigo
- criticamente em perigo
- extinto na natureza
- extinto

CANGURU-DAS-ÁRVORES (Dendrolagus goodfellowi)


CANGURU-DAS-ÁRVORES-Dendrolagus-goodfellowi
Canguru-das-árvores. Fonte da imagem: shutterstock.

Nome científico: Dendrolagus goodfellowi
Tamanho: 1 m
Cor: Marrom-avermelhado com manchas mais claras na perna e na face.
Ocorrência: Papua, Nova Guiné.
Estado de conservação pela IUCN: em perigo

canguru ornado ou canguru-das-árvores está sendo caçado em sua floresta natal nos altiplanos centrais da Papua, Nova Guiné.




Embora se acredite que o número de animais tenha diminuído, não se conhecem exatamente os números.



EQUIDNA-DE-BICO-LONGO (Zaglossus bruijni)


EQUIDNA-DE-BICO-LONGO-Zaglossus-bruijni
Equidna-de-bico-longo. Fonte da imagem: shutterstock.

Nome científico: Zaglossus bruijni
Tamanho: 40 cm
Cor: Preto com bico e pés rosa-pálido.
Ocorrência: Nova Guiné.
Estado de conservação pela IUCN: criticamente em perigo

Esta espécie é encontrada apenas em altitudes elevadas na Nova Guiné e é um dos animas mais ameaçados e biologicamente mais importantes. Foi recentemente extinta em grandes áreas dos altiplanos centrais.

AVE-AZUL-DO-PARAÍSO (Paradisaea rudolphi)


AVE-AZUL-DO-PARAÍSO-Paradisaea-rudolphi
Ave-do-paraíso-azul. Fonte da imagem: shutterstock.

Nome científico: Paradisaea rudolphi
Tamanho: 30 cm, não incluindo a cauda.
Cor: Plumagem viva azul e preta com penas da cauda no comprimento do corpo.
Ocorrência: Papua Nova Guiné.
Estado de conservação pela IUCN: vulnerável

Apresenta bico longo, plumas púrpura e canela e dois longos penachos pretos na cauda. A fêmea, não apresenta plumas longas.




Considerada por alguns ornitólogos como a mais bela de todas as aves, a ave-do-paraíso azul foi descoberta por Carl Hunstein em 1884. O nome científico comemora o malfadado príncipe herdeiro Rodolfo da Áustria.

AVE-DO-PARAÍSO-MINOR (Paradisaea minor)


AVE-DO-PARAÍSO-MINOR-Paradisaea-minor
Ave-do-paraíso-minor. Fonte da imagem: shutterstock.

Nome científico: Paradisaea minor
Tamanho: 30 cm, não incluindo a cauda.
Cor: Plumagem viva castanho-avermelhada com uma coroa amarela e parte superior amarela acastanhada, com penas da cauda brancas.
Ocorrência: Indonésia e Papua Nova Guiné.
Estado de conservação pela IUCN: pouco preocupante

A ave-do-paraíso-minor, foi sistematicamente caçada por suas plumas até o comércio mundial ser proibido na década de 1920. A fêmea é um pássaro marrom com uma cabeça marrom-escura e partes inferiores esbranquiçadas. Mais estudos são necessários, mas parece provável que as aves-do-paraíso também possuam toxinas em suas peles, derivadas de suas presas de insetos.

CROCODILO DA NOVA GUINÉ (Crocodylus novaeguineae)


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Crocodilo-da-Nova-Guiné. Fonte da imagem: shutterstock.

Nome científico: Crocodylus novaeguineae
Tamanho: 4 m.
Cor: Verde-oliva com pintas pretas pelo corpo.
Ocorrência: Nova Guiné.
Estado de conservação pela IUCN: pouco preocupante

Extensivamente caçado no passado, o crocodilo da Nova Guiné está agora protegido e se reproduz em programas especiais de fazendas. Reduções de orçamento na Nova Guiné ameaçaram os trabalhos de proteção e a invasão ilícita dessas fazendas ainda é um sério problema em Irian Jaya.



CANGURU-CAUDA-DE-PREGO (Onychogalea fraenata)


CANGURU-CAUDA-DE-PREGO-Onychogalea-fraenata
Canguru-cauda-de-prego. Fonte da imagem: Wildscreen Arkive

Nome científico: Onychogalea fraenata
Tamanho: 60 cm.
Cor: cinza-prateado com face e peito brancos.
Ocorrência: Queensland Leste, Austrália.
Estado de conservação pela IUCN: vulnerável

Acreditava-se que este canguru estivesse extinto na década de 1930, mas ele foi descoberto em 1973 perto de Dingo, Queensland.




A área agora protegida, e foi também criada uma colônia em cativeiro para sua conservação.

CANGURU-DE-PÉS-AMARELOS (Petrogale xanthopus)


CANGURU-DE-PÉS-AMARELOS-Petrogale-xanthopus
Canguru-de-pés-amarelos. Pixabay/Domínio Público.

Nome científico: Petrogale xanthopus
Tamanho: 60 cm.
Cor: Marrom-avermelhado com pelos mais claros no peito e no ventre.
Ocorrência: Nova Gales do Sul, Austrália.
Estado de conservação pela IUCN: quase ameaçado

Este animal já foi extensivamente caçado por seu pelo e agora é atacado por raposas e forçado a competir com cobras por alimento e abrigo. Embora ainda seja numeroso, sua ocorrência foi reduzida de maneira considerável.

WOMBAT-DE-NARIZ-PELUDO-DO-SUL (Lasiorhinus latifrons)


WOMBAT-DE-NARIZ-PELUDO-DO-SUL-Lasiorhinus-latifrons
Wombat-de-nariz-peludo-do-sul. Fonte da imagem: shutterstock.

Nome científico: Lasiorhinus latifrons
Tamanho: 1 m.
Cor: Pelagem densa cinza-prateada a preta com parte inferiores mais claras.
Ocorrência: Sul da Austrália.
Estado de conservação pela IUCN: quase ameaçado

Este animal tem aparência semelhante ao wombat comum, mas apresenta pelo mais fino e mais macio e é dotado de um nariz peludo. Vive em seu habita no sul da Austrália, região onde é numeroso, mas as populações são fragmentadas e sofrem a concorrência dos coelhos.

NUMBAT (Myrmecobius fasciatus)


NUMBAT-Myrmecobius-fasciatus
Numbat. Pixabay/Domínio Público.

Nome científico: Myrmecobius fasciatus
Tamanho: 25 cm.
Cor: Marrom-avermelhado a preto, com listras claras nas costas.
Ocorrência: Austrália ocidental.
Estado de conservação pela IUCN: em perigo

Este marsupial é diurno e o número de animais decresceu tanto que ele está extinto na Nova Gales do Sul, território do norte e sul da Austrália. Existe um programa bem-sucedido de reprodução em cativeiro e de reintrodução nos locais de sua antiga distribuição. O numbat tornou-se símbolo da luta pela conservação na Austrália ocidental.

LEÃO-MARINHO-AUSTRALIANO (Neophoca cinerea)


LEÃO-MARINHO-AUSTRALIANO-Neophoca-cinerea
Leão-marinho-australiano. Fonte da imagem: shutterstock.

Nome científico: Neophoca cinerea
Tamanho: 1,5 m.
Cor: Cinza-prateado a preto com peito e ventre mais claros.
Ocorrência: Sul e oeste da Austrália.
Estado de conservação pela IUCN: em perigo

Este é o único exemplar da espécie, nativo da Austrália. Estima-se que a população total seja inferior a 5.000 animais que se reproduzem nas ilhas em alto mar. Embora não seja mais caçado, parece que o número de leões-marinhos não está aumentando.

LEÃO-MARINHO-DA-NOVA-ZELÂNDIA (Neophoca hookeri)


Leão-marinho-da-Nova-Zelândia. Fonte da imagem: IUCN Red List

Nome científico: Neophoca hookeri
Tamanho: 1,8 m.
Cor: Macho marrom bastante escuro a preto, e fêmea cinza-prateado.
Ocorrência: Ilhas ao sul da Nova Zelândia.
Estado de conservação pela IUCN: em perigo

Considerado o leão-marinho mais raro do mundo, até 100 anos atrás ele se reproduzia na Ilha do Norte, Nova Zelândia. Atualmente está restrito às ilhas subantárticas, região na qual se alimenta de lulas e, por esta razão, está sendo capturado nas redes de pesca dos barcos pesqueiros japoneses, coreanos e russos que operam naquela área.

TUATARA (Sphenodon punctatus)


TUATARA-Sphenodon-punctatus
Tuatara. Fonte da imagem: shutterstock.

Nome científico: Sphenodon punctatus
Tamanho: 70 cm.
Cor: Verde-oliva a cinza.
Ocorrência: Ilhas ao largo da Nova Zelândia.
Estado de conservação pela IUCN: pouco preocupante

Este réptil deve ter sofrido poucas alterações a partir de seus ancestrais que viveram há 135 milhões de anos, no período Jurássico. Já foi muito difundido na Nova Zelândia, mas sua ocorrência diminuiu ao longo do tempo e agora está confinado às ilhas em alto mar.

KEA (Nestor notabilis)


KEA-Nestor-notabilis
Kea. Pixabay/Domínio Público.

Nome científico: Nestor notabilis
Tamanho: 25 cm.
Cor: Verde azulado com penas amarelas no peito.
Ocorrência: Ilhas do Sul da Nova Zelândia.
Estado de conservação pela IUCN: em perigo

O Kea, também conhecido como papagaio-da-Nova-Zelândia, é encontrado em altitudes elevadas na Ilha do Sul, na Nova Zelândia. Muito perseguido por acreditar-se que matava os carneiros, atualmente está protegido. Esta ave ainda está ameada pelo abate e pelo envenenamento ilegais.

TAKAHE (Porphyrio hochstetteri)

TAKAHE-Porphyrio-hochstetteri
Takahe. Pixabay/Domínio Público.

Nome científico: Porphyrio hochstetteri
Tamanho: 60 cm.
Cor: Preto-azulado escuro com penas das asas esverdeados e bico vermelho.
Ocorrência: Nova Zelândia.
Estado de conservação pela IUCN: em perigo

Confinado às montanhas Murchison em South Island na Nova Zelândia, o Takahe, ave que não voa, competia por alimento com os veados que lá foram introduzidos e sofria a ação de mamíferos predadores, reduzindo assim seu número. Uma população estabeleceu-se na Ilha Maud.

RÃ-HAMILTON (Leiopelma hamiltoni)


RÃ-HAMILTON-Leiopelma-hamiltoni
Rã-Hamilton. Fonte da imagem: IUCN Red List

Nome científico: Leiopelma hamiltoni
Tamanho: 15 cm.
Cor: Marrom-escuro com matiz esverdeado.
Ocorrência: Nova Zelândia.
Estado de conservação pela IUCN: vulnerável

Vive em locais úmidos e nebulosos, longe da água parada. Descoberta em 1915 na ilha Stephen no Estreito de Cook, acreditava-se que estivesse extinta em torno de 1942. Desde então foi novamente encontrada na região, mas ainda é muito rara. Em 1958, foi achada outra colônia na ilha Maud; desde 1921 esse e outros anfíbios da Nova Zelândia encontram-se sob proteção.

AGRADECIMENTOS

Chegamos ao fim de uma série bastante importante para a conservação das espécies. Claro que não englobamos todas as espécies ameaçadas de extinção, somente algumas para se ter uma noção do grau de responsabilidade que temos que ter em relação a conservação e preservação das espécies.

Esperamos que tenha gostado. Mais séries como esta será produzidas aqui no nosso site. Deixe nos comentários o que acharam, opiniões e sugestões.

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