Cupins pré-históricos

Paleontólogos descobriram a mais antiga evidência de uma colônia de cupins, os cupins pré-históricos.

 https://www.bioorbis.org/2019/04/cupins-pre-historicos.html
Os cupins são um dos insetos mais importantes vivos hoje, reciclando nutrientes para o meio ambiente. Pixabay/Domínio Público.

VAMOS DESCOBRIR...

Uma equipe internacional de paleontólogos descobriu os mais antigos exemplos conhecidos de "jardins de fungo" dentro de ninhos de cupins fossilizados de 25 milhões de anos do sudoeste da Tanzânia. Os resultados foram publicados na revista PLoS ONE.

CUPINS, OS INSETOS COMEDORES DE MADEIRA


Os cupins estão entre os mais diversos e ecologicamente importantes grupos de insetos nos ecossistemas modernos, desempenhando um papel crítico como decompositores naturais de tecidos vegetais.



Eles são membros da subfamília Macrotermitinae (Figura 1), que no qual cultivam fungos do gênero Termitomyces (Figura 2), chamados de jardins, ninhos subterrâneos ou câmaras, que no qual ajudam a converter o material vegetal em uma fonte de alimento de cupins mais facilmente digerível para eles se alimentarem.


Figura 2. Corpos frutíferos dos fungos do gênero Termitomyces. Fonte da imagem: Wikipedia.

Os cientistas já haviam usado o DNA de cupins modernos para estimar a origem do comportamento dos fungos em pelo menos 25 a 30 milhões de anos atrás (época do Oligoceno), quando a domesticação do ancestral dos fungos Termitomyces pelo ancestral dos cupins da subfamília Macrotermitinae ocorreu.



A DESCOBERTA DOS CUPINS PRÉ-HISTÓRICOS


A evidência fóssil do Grande Vale do Rift da Tanzânia confirmou essa data, permitindo aos paleontólogos caracterizar mais precisamente o tempo e a evolução da relação simbiótica entre cupins e fungos (veja na Figura 3). O relacionamento provavelmente modificou significativamente o ambiente e a paisagem do local.



"A origem desse comportamento provavelmente teve um profundo efeito sobre como os nutrientes estavam concentrados em toda a paisagem, influenciando a evolução da biota da África", disse a coautora, Dra. Nancy Stevens, da Universidade de Ohio.


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Figura 3. Uma colônia de cupins fossilizado de 25 milhões de anos de idade com os restos de um "jardim de fungos" preservado no interior. Crédito da imagem: H. Hilbert-Worf / James Cook University.

“A transição para a agricultura aumentou dramaticamente a gama de habitats possíveis para os cupins que crescem em fungos e seus fungos domesticados, muito parecido com os humanos e seus cultivos domesticados, dezenas de milhões de anos depois”, acrescentou o co-autor Dr. Duur Aanen, da Universidade de Wageningen, na Holanda.



Embora o berço da agricultura de cupins fosse presumivelmente em uma floresta tropical africana, a transição para a fungicultura ajudou os cupins a se dispersarem para savanas secas menos favoráveis ​​e também para as migrações de fora da África para a Ásia.

"O fenômeno pode ter sido desencadeado pelo desenvolvimento inicial do Great Rift Valley nesta parte da África oriental e pela dramática transformação da paisagem nessa época", disse o principal autor Dr. Eric Roberts, da James Cook University em Townsville, Queensland, Austrália.

Referências
Roberts E.M. et al. 2016. Oligocene Termite Nests with In Situ Fungus Gardens from the Rukwa Rift Basin, Tanzania, Support a Paleogene African Origin for Insect Agriculture. PLoS ONE 11 (6): e0156847; doi: 10.1371/journal.pone.0156847
Sites: http://www.sci-news.com

Para finalizar veja um vídeo do canal comotudofunciona, sobre Como funcionam os cupins:



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