O gigante peixe Jaú

Um dos maiores peixes brasileiros, venha e descubra mais um pouco sobre o peixe Jaú.

 https://www.bioorbis.org/2019/05/gigante-peixe-jau.html
O peixe Jaú. Fonte da imagem: Guia dos Peixes.

VAMOS DESCOBRIR...

HABITAT E CARACTERÍSTICAS



O jaú, também conhecido como jundiá-da-lagoa, esse grande peixe é encontrado do rio Prata ao Amazonas, podendo alcançar 1,5 m e 150 kg, sendo assim um dos maiores peixes brasileiros. Seu nome científico é Paulicea luetkeni.



Seu corpo é curto e compacto. Os indivíduos pequenos têm manchas claras espalhadas no dorso ao longo do corpo; quando adultos, são verde-oliva, pardacentos.

DO QUE O PEIXE JAÚ SE ALIMENTA?


Alimentação de outros peixes e vivem comumente no fundo dos rios em regiões de cachoeiras. Ficando escondido nos poços criados pelas cascatas, à espreita dos outros peixes que sobem os rios para a desova, atacando-os.



COMO É A REPRODUÇÃO DO PEIXE JAÚ?


Segundo Zaniboni Filho & Barbosa (1992), o jaú apresenta desova total e ovos não-adesivos. O primeiro alimento das larvas consiste em larvas de outros peixes. As larvas alimentam-se apenas na penumbra; em ambientes com excesso de claridade, morrem de inanição.



ONDE OCORRE ESSE GIGANTE PEIXE?


Sua espécie é distribuída nas Bacias Amazônica, do Paraná e do Prata (regiões Norte e Centro-Oeste, além dos Estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná).


Uma imagem ilustrativa do peixe Jaú. Fonte da imagem: clubedapescaria.

Em Minas Gerais, ocorria possivelmente ao longo de quase toda a extensão dos rios Grande e Paranaíba. Registros atuais de sua ocorrência na bacia do Grande incluem as represas de Ilha Solteira e José Ermírio de Moraes e no rio das Mortes. Na do Parnaíba, por sua vez, foi capturado na represa de Itumbira e no rio Araguari (Cetec 1988).



No rio Grande, era espécie abundante, e seu peso médio girava em torno de 50 kg. Foi a espécie de peixe com maior biomassa capturado no rio Araguari durante os estudos ambientais relativos à construção da represa de Nova Ponte. Nas represas em que ocorre, tem participação discreta na pesca.



PRINCIPAIS AMEAÇAS AO PEIXE JAÚ


Os rios Grande e Paranaíba caracterizam-se atualmente pela presença de sucessivas barragens de grande porte. A destruição e fragmentação do habitat natural causadas por essas obras são, possivelmente as principais ameaças ao jaú.



A alteração da qualidade física, química e biológica do habitat provocada por esses barramentos, associada às atividades agroindustriais deve ter participação relevante na diminuição de suas populações. Não se deve descartar que a pesca, normalizada empiricamente, possa também construir uma ameaça ao peixe jaú.

ESTRATÉGIAS DE CONSERVAÇÃO DO PEIXE JAÚ


O pequeno volume de informações sobre a espécie do peixe jaú impõe a necessidade de pesquisas sobre diferentes aspectos de sua biologia. É necessário estabelecer locais históricos e atuais de ocorrência da espécie, estimar a abundância atual; estabelecer padrões migratórios, incluindo rotas e sítios de reprodução e alimentação.



Para a recuperação das populações deve considerar:

- a possibilidade da reconexão de sítios por mecanismos de transposição;
- a influência das vazões efluentes das represas sobre o recrutamento;
- a criação de unidades de conservação;
- e o repovoamento.

A criação em cativeiro deve priorizar tecnologias pra a propagação em massa. Programas de repovoamento precisam preocupar-se com a qualidade genética dos reprodutores, dos indivíduos gerados e do estoque receptor.

A pesca precisa ser monitorada, adequadamente normalizada e fiscalizada. A conscientização da população, em geral, e dos pescadores, em particular, é necessária.

Referências
Azevedo, P. de. 1965. Do rio Grande e sua fauna à barragem de Furnas e suas consequências. Anais do II Congresso Latino-Americano de Zoologia.
Cetece – Centro Tecnológico de Minas Gerais. 1998. Usina hidrelétrica de Nova Ponte: estudos ambientais, ictiofauna. Relatório fina. Belo Horizonte, Cetec.
Zaniboni Filho, I. & N.D.C. Barbosa. 1992. Larvicultura na Cemig. Belo Horizonte, Anais do X Encontro Anual de Aquicultura de Minas Gerais.

Para finalizar veja um vídeo do canal Agência FAPESP, sobre Catálogo on-line reunirá informações de 2,3 mil espécies de peixes de água doce:


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