Descubra a abelha sem ferrão uruçu-amarela

Para o animal do mês de setembro, viemos trazer pra vocês a abelha uruçu-amarela, uma abelha social e sem ferrão nativa brasileira.

 https://www.bioorbis.org/2019/09/conheca-abelha-sem-ferrao-urucu-amarela.html
A abelha uruçu-amarela (Melipona rufiventris). Fonte da imagem: paineira.usp.br.

VAMOS DESCOBRIR...

A ABELHA URUÇU-AMARELA, MORFOLOGIA E HABITAT


A tujuba ou uruçu-amarela (Melipona rufiventris) é uma abelha social sem ferrão (Figura 2), com aproximadamente 1 cm de comprimento, de tórax fulvo e abdômen cor de tijolo. Essa espécie também apresenta o tegumento com a coloração variando do negro ao ferrugíneo com abundante desenho arruivado e corpo coberto de pelos ferrugíneos/amarelados. O ninho é feito em ocos de árvores vivas (Figura 3), e a entrada do mesmo é rodeada por estrias de barro.


A IMPORTÂNCIA DAS ABELHAS


Segundo um artigo de Kerr et al. (1996) essas abelhas sem ferrão são responsáveis por 40 a 90% da polinização das árvores nativas. Assim, a extinção dessas espécies de abelha pode causar considerável impacto sobre a biodiversidade, levando a um processo de extinção em cadeia, envolvendo não só as plantas por elas polinizadas mas também os animais que se alimentam dessas plantas, bem como seus predadores mas também os animais que se alimentam dessas plantas, bem como seus predadores e parasitas.

Figura 2. Abelha uruçu-amarela (Melipona rufiventris). Fonte da imagem: Flickr. Foto de: Fabio Rage.

É, pois preocupante haver no Brasil esta espécie de abelha em risco de extinção, e duas outras, a Melipona biocolor e a Melipona marginata, também em risco.



PRINCIPAIS AMEAÇAS A URUÇU-AMARELA (Melipona rufiventris)


A principal ameaça a abelha uruçu-amarela (Melipona rufiventris), bem como a outras espécies de abelhas, é a destruição de seus habitats, principalmente florestas com árvores capazes de abrigar seus ninhos e plantas que forneçam pólen e néctar para sua alimentação.


A diminuição do número de colônias de abelhas em uma determinada área leva ao aumento da endogamia, fator que com a redução da população de espécimes eles começam a ter intercruzamentos entre parentes. Esse fato tem efeito devastador para muitas abelhas sociais, pois ocorre em consequência do aparecimento de machos diploides, o que leva as operárias a eliminar a rainha.

Figura 3. Colmeia das abelhas uruçu-amarela (Melipona rufiventris). Fonte da imagem: Embrapa.

Segundo um artigo de Kerr & Vencovsky (1982), isso pode causar a eliminação da espécie na área em 15 gerações, se o número de colmeias for menor que 44.


A procura do mel por meleiros é outra ameaça, pois muitos deles matam as colônias para retirada do mel armazenado dentro delas.

ESTRATÉGIAS DE CONSERVAÇÃO DA URUÇU-AMARELA (Melipona rufiventris)


Uma medida preventiva para sua proteção é das áreas de ocorrência da espécie, controle do desmatamento, reprodução de colônias, reflorestamento de áreas devastadas de onde a espécie possa ser reintroduzida nelas, com a finalidade de aumentar a população. É preciso evitar a endogamia e utilizar, para a criação, colônias que já estejam ameaçadas, obtidas, por exemplo, em serrarias, carvoarias ou em áreas de desmatamento autorizado.


Referências
Angelo, B.M.M; Gustavo A.B.F; Ricardo, B.M; Ludmilla, M.S.A; Livia, V.L. Livro vermelho das espécies ameaçadas de extinção da fauna de Minas Gerais. Belo Horizonte. 1998.
Kerr, W.E; G.A. Carvalho & V.A. Nascimento. 1996. Abelha Uruçu: biologia, manejo e conservação. Belo Horizonte, Fundação Acanguá.
Kerr. E.E & Vencovsky. 1982. Melhoramento genético em abelhas I. Efeito do número de colônias sobre melhoramento. Braz. J. Genetics.

Para finalizar veja um vídeo do canal Criando Abelhas, sobre Abelha: Uruçu-Amarela (Melipona Rufiventris). Aprendendo sobre abelhas nativas 16:

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