Ararinha-azul de volta a natureza! Um exemplo de conservação da vida silvestre

A quase 20 anos atrás o último indivíduo de uma ararinha-azul foi visto na natureza. Mas agora com um grande plano que já está em andamento, elas podem voltar o quanto antes ao seu habitat natural.


Crédito da imagem: Alessandro Feitosa Jr.

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QUEM SÃO AS ARARINHAS-AZUIS?

 

A ararinha-azul é considerada uma das espécies de aves mais ameaçadas do mundo. É uma espécie de ave da família Psittacidae endêmica do Brasil. É a única espécie descrita para o gênero Cyanopsitta. Elas habitavam as matas de galeria dominadas por caraibeiras associadas a riachos sazonais no extremo norte do estado da Bahia, ao sul do rio São Francisco. Todos os registros históricos para a espécie estão localizados nos municípios de Juazeiro e Curaçá na Bahia. Há relatos não confirmados da presença da ave nos estados de Pernambuco e Piauí.


Medindo cerca de 57 centímetros de comprimento e possui uma plumagem azul, variando de tons pálidos a vividos ao longo do corpo. Pouco se conhece sobre sua ecologia e comportamento na natureza, o que se sabe são relatos de pessoas locais onde ela ocorria e estudos de pesquisadores. Sua dieta consistia principalmente de sementes de pinhão-bravo e faveleira. A nidificação era feita em caraibeiras, em ocos naturais ou feitos por pica-paus. O período de reprodução estava associado a época das chuvas.

 

Por que a ararinha-azul está extinta na natureza?

 

Em decorrência do corte indiscriminado de árvores da caatinga e do tráfico ilegal, a população se reduziu até restar um único indivíduo, que desapareceu em 2000-2001. Está seriamente ameaçada de extinção, restando indivíduos somente em cativeiro, e é declarada extinta na natureza pelo governo brasileiro. Entretanto, embora reconheça que possivelmente a ararinha-azul possa estar "extinta na natureza", a União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN) ainda a classifica como "em perigo crítico". Em junho de 2016 foi registrado um indivíduo em matas ciliares de Curaçá, possivelmente libertado do cativeiro por algum morador local. Mas até que se passe um longo período de tempo, como exemplo 10 anos, sem registro algum na natureza, e não sobrar nenhum espécime em cativeiro ai ela se enquadra como extinta na natureza e extinta por completo.


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Neste ano tivemos a excelente notícia do governo federal, que publicou uma portaria que contém as diretrizes do segundociclo do Plano de Ação para conservar a espécie. Entre elas, está a soltura de exemplares de ararinha-azul, que deverá acontecer até 2021. Ao todo são 167 ararinhas-azuis catalogadas e registradas em todo o mundo, de acordo com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), vinculado ao Ministério do Meio Ambiente. Destas, 147 estão na Alemanha, 2 na Bélgica, 4 em Singapura e 14 no Brasil.

 

Viveiro para ararinhas-azuis

 

O ICMBio construiu em Curaçá, na Bahia, um viveiro para receber as aves repatriadas e prepará-las para a soltura na natureza. O espaço terá mais de 3 mil metros quadrados de estrutura, com centro administrativo, alojamento para funcionários e voluntários, recintos de reprodução, cozinha, veterinária e recintos de reintrodução. Quando elas chegaram aqui no Brasil foram direto para lá e ficaram em quarentena e observação para a futura soltura.

 

Soltura da ararinha-azul

 

Preparar a ave para soltar na natureza requer treino para que o animal, criado em cativeiro, saiba sobreviver sozinho em seu habitat natural novamente. Pois elas já perderam o contato com natureza ou mesmo nasceram em cativeiro

 

Pesquisadores afirmam que todas as experiências de reintrodução de psitacídeos estão sendo usadas para embasar as ações. Entre elas estão a reintrodução do papagaio-de-porto-rico, em Porto Rico; dos papagaios-do-peito-roxo, no Parque Nacional das Araucárias, no Paraná; do manejo populacional de araras-azuis-grandes no Pantanal, realizado pelo Instituto Arara-Azul.


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Exemplo para a conservação da vida silvestre

 

Com esse grande projeto da reintrodução da ararinha-azul para a natureza dando sucesso pode-se futuramente dar continuidade a outros projetos para outras espécies que podem estar na mesma situação ou similares. Pois como ela já é vista na natureza a muito tempo, e se elas voltarem com estabilidade, isso nos mostra que é possível fazer com as outras espécies.

 

Referências

MATTER, Sandro Von; STRAUBE, Fernando C.; ACCORDI, Iury; PIACENTINI, Vitor; CÂNDIDO, José Flávio. Ornitologia e Conservação – Ciência Aplicada, Técnicas de Pesquisa e Levantamento. Technical Books Editora. Rio de Janeiro, 2010.

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