A diversidade dos primatas símios fósseis

Descubra um pouco mais sobre os primeiros primatas símios descobertos.


Um primata pré-histórico Protopithecus brasiliensis. Fone da imagem: prehistoric-fauna.com


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Os primeiros hominoides verdadeiros foram os proconsulídeos do início do Mioceno, no leste africano. Aparentemente, ocorriam principalmente em habitats de floresta. Os proconsulídeos eram quadrúpedes arbóreos generalizados, com tamanhos que variavam desde o de um pequeno macaco até o tamanho de um gorila fêmea, com molares bunodontes, que sugerem uma dieta frutívora. O Mesopithecus, do início do Mioceno (há, aproximadamente, 20 milhões de anos), encontrado em Uganda, é o primeiro hominídeo que apresenta características da anatomia esquelética que são compartilhadas atualmente pelos humanos e pelos símios. Os Protopithecus tinham um ombro cinético com a capacidade para a locomoção por suspensão, e as costas curta e rígida, um tipo que está associado a esse tipo de locomoção.

 

Em meados do Mioceno, mais hominoides derivados se diversificaram em uma variedade de tipos ecológicos. Alguns permaneceram na África, tais como os gêneros Afropithecus, Kenyapithecus e Equatorius. Outros se dispersaram para a Eurásia, seguindo a tendência de aquecimento do Período; e ambos os macacos cercopitecídeos e colobinos também foram encontrados na Eurásia, no final do Mioceno e no início do Plioceno.  Os últimos hominídeos cenozoicos da Eurásia incluem os driopitecídeos (Grego dryo = árvore) e os sivapitecídeos (posteriores a deusa hindu Shivd), os quais são mais aparentados aos grandes símios atuais e aos humanos do que os gibões.  Evidências obtidas por meio de estudos paleoclimáticos e a natureza dos outros animais da fauna do Mioceno sugere que estes hominídeos ocuparam habitats de matas ou florestas.

 

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O gênero Lufengpithecus do Mioceno Médio da Tailândia parecer ser o ancestral dos orangotangos e formas aparentadas, incluindo Gigantopithecus, um gênero do final do Mioceno e início do Pleistoceno, na Ásia. As espécies de Gigantopithecus do Pleistoceno representaram o maior primata que já viveu; com uma massa corpórea estimada em 300 quilogramas, ela devia ter cerca de duas vezes o tamanho de um gorila. Algumas pessoas especularam que uma linhagem sobrevivente do Gigantopithecus está por trás das lendas do Yeti, no Tibet, e do Pé-grande, ou Sasquach (não deixe de ler uma postagem nossa somente sobre essas lendas neste link: https://www.bioorbis.org/2018/07/seria-abominavel-homem-das-neves-urso.html), na porção noroeste da América do Norte. Se o pé-grande existir, poderia ter chegado à América por meio de uma migração através da trans-Beringia durante o Pleistoceno, tal como o fizeram outros mamíferos.

 

Leia sobre o Gigantopithecus:

 

Alguns poucos símios fósseis, tais como o Graegopithecus, europeu (também conhecido como Ouranopithecus; (Grego ourano = paraíso), o qual viveu entre 10 e 8 milhões de anos atrás, parecem pertencer ao mesmo ciado que compreende os grandes símios atuais e os humanos. É notável que os humanos retiveram as características ancestrais de nosso ciado em diversos traços dentários e cranianos, enquanto as linhagens dos grandes símios diferenciaram especializações únicas. É claro, os humanos também desenvolveram suas próprias especializações, independentemente das várias linhagens de grandes símios. Entretanto, é importante notar que todos os hominídeos viventes são derivados quando comparados aos símios da radiação do Mio-Plioceno. O fato de que os gibões e os orangotangos estão em uma posição menos derivada do cladograma do que os humanos e os símios africanos não implica que os primeiros símios se pareciam com estas formas modernas.


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Referências

POUGH, F. Harvery; JANIS, Christine M; HEISER, John B. A vida dos vertebrados. Atheneu Editora São Paulo, 2006.

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