A evolução da orelha dos mamíferos

Como será que ocorreu a evolução das orelhas nos mamíferos através das eras do nosso planeta?


Imagem de daynaw3990 por Pixabay

VAMOS DESCOBRIR...


https://www.youtube.com/channel/UCdjF1j_jYXGznBq955YWDoQ?sub_confirmation=1


Há mais de um século, estudos embriológicos demonstraram que o martelo e a bigorna da orelha média, eram homólogos aos ossos angular e quadrado que formavam a articulação mandibular ancestral dos Gnathostoma (é um gênero de nematóides parasitas). Mais recentemente, a transição foi traçada nos fósseis, desde o seu início, nos sinapsídeos basais, passando pelos terapsídeos e chegando até os primeiros mamíferos. Sinapsídeos não-mamíferos possuem uma articulação mandibular formada pelo quadrado (no crânio) e pelo articular (na mandíbula inferior), como em outros vertebrados mandibulados.


Leia também:

 

Os mamíferos antigos


A primeira indicação de um tipo mamaliano de orelha média é vista nos pelicossauros esfenacodontídeos. Estes animais apresentam uma estrutura chamada de "lâmina inflectada", sobre o osso angular da maxila inferior, a qual, acredita-se abrigava o tímpano, ao menos nos sinapsídeos posteriores. Nos tetrápodes e em muitos amniotas basais, oestribo (o antigo hiomandibular), teve uma importância em fixar o teto do crânio dérmico à caixa craniana, e ainda reter seu contato original com o osso quadrado, como na condição Gnatostoma primitiva.

 

Nos terapsídeos esta função de fixação foi perdida e os estribo está reduzido em tamanho: o contato quadrado-estribo nos terapsídeos, se parece com a articulação bigorna-estribo dos mamíferos, sugerindo que eles estavam utilizando sua articulação mandibular para ouvir, bem como para formar a articulação mandibular. A transição da condição não-mamaliana para a mama-liana pode ser visualizada por meio da comparação da metade caudal do crânio de Thrinaxodon, um cinodonte bem primitivo, com a de Didelphis, o gambá.

 

Leia também:


O osso do crânio


A lâmina inflectada era, provavelmente, o principal suporte da membrana timpânica e as vibrações eram transmitidas, ao estribo, através do articular e do quadrado. A articulação mandibular mamaliana é uma nova estrutura, formada pelo dentário, da maxila inferior, e pelo osso esquamosal do crânio. O tímpano e os ossículos da orelha média se posicionam atrás da articulação mandibular e são bem reduzi dos em tamanho, mas retêm a mesma relação, uns com os outros, que tinham nos cinodontes.

 

A maxila inferior de um feto mamífero, observada medialmente, mostra que o angu lar (timpânico), o articular (martelo) e o quadrado (bigorna desenvolvem-se nas mesmas posições encontradas no crânio cinodonte. O homólogo do angular, o osso timpânico, sustenta o tímpano dos mamíferos. O processo retroarticular do osso articular é o manúbrio (apófise inferior) do martelo e a articulação mandibular ancestral persiste como a articulação entre o martelo e a bigorna.


Leia também:

 

Referências

POUGH, F. Harvery; JANIS, Christine M; HEISER, John B. A vida dos vertebrados. Atheneu Editora São Paulo, 2006.

Nenhum comentário:

Imagens de tema por AndrzejStajer. Tecnologia do Blogger.