Os tatus gigantes pré-históricos

Conheçam agora alguns tatus pré-históricos da nossa incrível megafauna brasileira.

 http://www.bioorbis.org/2015/08/tatu-gigante.html
Um Gliptodonte, vaguei pelos antigos cerrados do Brasil. Fonte da imagem: olivrodanatureza.

VAMOS DESCOBRIR...

✅ Canal no Youtube | Inscreva-se AGORA ✅
 https://www.youtube.com/channel/UCdjF1j_jYXGznBq955YWDoQ?sub_confirmation=1

A megafauna pré-histórica brasileira (veja na Figura 2) era formada por aproximadamente 150 tipos de animais, entre eles: os tigres-de-dente-de-sabre, mastodontes, as preguiças-gigante, as antas, tatus-gigantes e outros.

Os animais de grande porte do passado sempre fascinaram os seres humanos através dos tempos, seja pela sua importância na caça e alimentação, a exuberância, imponência e até pelo medo que impõem. Isso é notado na cultura humana através das pinturas que encontramos nas cavernas retratando esses animais, nas representações artísticas, simbólicas e nos sucessos que eles garantem nos cinemas, vídeo-games e parques temáticos.

Veja também:



O TATU GIGANTE PAMPATHERIUM


Vamos começar o uma tatu que foi descoberto por um grupo da UFSCar, um fóssil de tatu gigante com mais de 2 m e 200 kg. O animal pré-histórico viveu na América do Sul há cerca de 10 mil anos atrás. Pampatherium (veja na Figura 3), que significa animal dos pampas, foi encontrado na Bahia.

Figura 2. Paisagem da pré-história brasileira. Reconstituição mostra o tatu-gigante, o gliptodonte (com filhotes), a macrauquênia, o urso das cavernas brasileiro e a onça. Fonte da imagem: ConheciementoHoje.

Um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) participou da descoberta do fóssil de um tatu pré-histórico gigante na Bahia. O Pampatherium (que significa animal dos pampas) era uma espécie encontrada na América do Sul e foi localizado na Chapada Diamantina (BA). O achado é a estrutura mais completa já encontrada do animal de dois metros e mais de 200 quilos que viveu há cerca de 10 mil anos atrás na América do Sul.

Os esqueletos de três animais da mesma espécie foram achados por um grupo de pesquisadores de São Paulo durante a exploração de uma caverna em fevereiro de 2014. Eles chamaram os especialistas da UFSCar para resgatar os fósseis, mas o trabalho não foi simples. Em alguns pontos da caverna, a equipe precisou trabalhar deitada.

Figura 3. O fóssil do Pampatherium foi encontrado em caverna na Bahia. Fonte da imagem: Redorbit.

“Fomos até o fundo da caverna trazendo esse material através de cordas e escadas que foram montadas no interior da caverna, pois estava em um local de difícil acesso. Ele provavelmente morreu e tombou lateralmente. Uma parte dele ficou soterrada no sedimento da caverna. Ao todo umas mil placas se desfragmentaram, elas acabaram se soltando do corpo do animal e também acabaram ficando no pavimento da caverna, soltas”, falou o paleontólogo da UFSCar, Marcelo Fernandes.




CARACTERÍSTICAS DO TATU GIGANTE PRÉ-HISTÓRICO


De volta a São Carlos (SP), os pesquisadores montaram o esqueleto do animal, com exceção do casco que ainda será encaixado. As placas ainda estão guardadas em caixas e impressionam pela grandeza. Para se ter uma ideia, a maior espécie de tatu existente é a Canastra, que chega a medir um metro e pesar, no máximo, 90 quilos (veja na Figura 4). Essa espécie ainda pode ser encontrada na América do Sul.


Além do tamanho, a alimentação do Pampatherium não era como a dos outros tatus. “Através da análise dos dentes desses animais nós chegamos à conclusão de que eles se alimentavam principalmente de plantas. Diferentemente dos tatus atuais que são principalmente onívoros e se alimentam de tudo: de insetos, carniça e algumas plantas”, explicou o doutorando da UFSCar, Jorge Felipe Moura de Jesus.

Figura 4. Tatu possuía mais de 2 metros e passava acima de 200 quilos. Fonte da imagem avph.

Antes dessa descoberta, o maior exemplar da espécie estava em uma universidade em Belo Horizonte (MG) e possui aproximadamente 60% da estrutura. O que foi encontrado na Bahia está bem mais completos: faltam menos de 10 ossos. “Ele vem a acrescentar muito à descrição morfológica da espécie. Então ele praticamente permaneceu em um estado de dormência por quase 10 mil anos, então isso vem acrescentar muito para a gente poder descrever uma nova espécie e talvez novas espécies, inclusive”, comentou Fernandes.


OUTROS TATUS PRÉ-HISTÓRICOS


Tatu gigante Doedicurus clavicaudatus



Fonte da imagem: olivrodanatureza.

Tatu-gigante Pachyarmatherium



Fonte da imagem: museugeologicodabahia.

Gliptodonte



Fonte da imagem: olivrodanatureza

Referências
KARDONG, Kenneth V. Vertebrados, Anatomia Comparada, Função e Evolução. Editora Roca LTDA, 2011. 10-3668. CDD: 596. CDU: 597/599.
POUGH, F. Harvery; JANIS, Christine M; HEISER, John B. A vida dos vertebrados. Atheneu Editora São Paulo, 2006.
Sites: G1. O Livro da Natureza. Museu Geológico da Bahia. EureKa Brasil.

Nenhum comentário:

Imagens de tema por konradlew. Tecnologia do Blogger.