Conodontes: animais enigmáticos

Quem seriam esses tais animais chamados Conodontes? Dizem que são misteriosos e enigmáticos. Mas por que tanto mistério por trás deles?

 https://www.bioorbis.org/2019/10/conodontes-animais-enigmaticos.html
Uma réplica de como poderia ser um conodonte em vida. Fonte da imagem: webstagramsite.

VAMOS DESCOBRIR...


Microfósseis curiosos, conhecidos como elementos conodontes, são amplamente distribuídos e abundantes em depósitos marinhos do Cambriano Superior até o Triássico Superior.



OS CONODONTES FÓSSEIS


Elementos conodontes (veja na Figura 2) são pequenas estruturas (geralmente com menos de 1 milímetro de comprimento) semelhantes a espinhos ou pentes compostos de apatita (um composto de cálcio mineralizado particular que é característica de tecidos duros de vertebrados). Eles já foram descritos como partes esqueléticas de algas marinhas ou invertebrados marinhos.

Figura 2. Fósseis de conodontes provenientes da Pensilvânia e de Maryland, E.U.A.. Fonte da imagem: pt.wikipedia.org.

No entanto, estudos recentes de tecidos mineralizados de conodontes mostraram que sua microestrutura é similar à dentina que é um tecido peculiar dos vertebrados. Assim, os elementos conodontes são considerados estruturas semelhantes a dentes dos verdadeiros vertebrados.



Esta interpretação tem sido confirmada pela descoberta de impressões desses animais completos, com os elementos dos conodontes dispostos no interior da faringe num aparato complexo.



ANATOMIA DOS CONODONTES


Os conodontes parecem ter tido uma notocorda, um crânio, miômeros (veja na Figura 3), raios de nadadeira e grandes olhos, há evidências de músculos oculares extrínsecos para mover os olhos. Embora a faringe possa ter sido muscular para operar o aparelho conodonte, não existem vestígios de fendas branquiais.

Figura 3. Anatomia simples dos conodontes.
(a) Ilustração da anatomia externa de um conodonte. (b) Esquema da anatomia externa de um conodonte.
Fonte da imagem: paleoecologia.wixsite.com.

No entanto, com seu tamanho muito pequeno (40 milímetros de comprimento), a respiração pode ter sido realizada por difusão de gases pela superfície do corpo. Assim, assumindo que seus ancestrais (como vertebrados verdadeiros) possuíssem brânquias, estas estruturas podem ter sido desnecessárias para os diminutos conodontes e, portanto, foram perdidas.



A aceitação dos conodontes como vertebrados modificou nossas ideias sobre as relações entre os primeiros vertebrados, particularmente a importância - na hierarquia evolutiva - de possuir tecidos mineralizados. As estruturas semelhantes a dentes dos conodontes e esqueletos ósseos dérmicos de ostracodermes são os motivos para considerar estes animais como tipos mais derivados de vertebrados do que os peixes agnatos, de corpo mole, que vivem atualmente.

Referência
POUGH, F. Harvery; JANIS, Christine M; HEISER, John B. A vida dos vertebrados. Atheneu Editora São Paulo, 2006.

E para finalizar veja um vídeo do nosso canal BioOrbis, sobre Como os FÓSSEIS são formados?:

 https://www.youtube.com/channel/UCdjF1j_jYXGznBq955YWDoQ

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