quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Por que não existem elefantes voadores?

Nem todos os projetos animais são igualmente parecidos. Algumas combinações animais imagináveis simplesmente não funcionam mecanicamente, portanto, nunca surgiram.

 http://www.bioorbis.org/2019/02/por-que-elefantes-voadores.html
Será mesmo que os elefantes podem voar? Pixabay/Domínio Público.

VAMOS DESCOBRIR...

No caso dos elefantes, o seu tamanho é muito grande ou a sua estrutura muito volumosa. Um elefante com asas literalmente nunca voaria; isso é óbvio.


Ainda assim, muitos biólogos evolucionistas modernos tendem a esquecer sobre as limitações físicas quando discutem o projeto animal. A maioria recorre unicamente a explicações evolutivas. É tentador ficar satisfeito com tais explicações confortáveis do projeto animal – os pescoços das girafas permite-lhes alcançar a vegetação do topo das árvores, o pelo dos mamíferos mantém o isolamento de seus corpos de sangue quente, as nadadeiras dos peixes controlam o seu nado, o veneno das víboras melhora o seu sucesso de caça.

PROJETO ANIMAL E A SELEÇÃO NATURAL


Esses e outros exemplos do projeto animal forma favorecidos pela seleção natural, presumivelmente pelas vantagens adaptativas que cada um oferecia. Isso é razoável, até certo ponto, mas é apenas metade da explicação. Figurativamente, a seleção natural é um arquiteto externo que escolhe projetos para servir a propósitos atuais. Mas os materiais brutos, ou morfologia de cada animal é, por si só, um fator no projeto.


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Um elefante. Pixabay/Domínio Público.

Para construir uma casa com portas, paredes e telhado, o arquiteto projeta um esquema, mas os materiais disponíveis influenciam a característica da casa. O uso de tijolos, madeira ou palha irá causar limites ou restrições ao projeto da casa. A palha não pode suportar muitos andares de peso como os tijolos, mas pode ser curvada em formatos arredondados. A madeira pode ser considerada para uma construção econômica, mas é suscetível ao apodrecimento. Cada material traz suas oportunidades e limitações.

FORMA E FUNÇÃO


Para explicar forma e função, devemos certamente considerar o ambiente no qual o animal vive. Entre os grupos de aves, não há nenhuma espécie verdadeiramente escavadora, a qual seria o correlativo das toupeiras. As assim chamadas corujas buraqueiras existem, mas estas são bastante diferentes das toupeiras no sentido de explorar uma existência subterrânea.


A maioria dos anfíbios vive perto da água, devido às suas necessidades de umidade. Existem peixes voadores, mas formas verdadeiramente voadoras com fortes asas, não. Os elefantes são grandes e pesados, o que impede a existência de uma forma voadora no plano dos elefantes, não importa o quão fortemente a seleção natural favoreça isso.


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Elefantes. Pixabay/Domínio Público.

Para compreender a forma e explicar o projeto, devemos avaliar tanto os fatores externos quanto os internos. O ambiente externo ataca o organismo com a fúria de predadores, os desafios do clima e a competição com outros. A seleção natural é a manifestação desses fatores. Os fatores internos também têm uma influência. As partes são integradas em um indivíduo funcional como um conjunto. Se o projeto muda, ele deve mudar sem uma séria quebra do organismo.



Em razão de as partes estarem interligadas formando um todo conexo, existem limites para que as mudanças ocorram antes que a maquinaria do organismo venha a falhar. A construção interna de um organismo impõe limites para mudanças permissíveis. Ela estabelece possibilidade produzidas pela seleção natural. À medida que uma nova espécie aparece, mais possibilidades se abrem. Mas a seleção natural não desencadeia as mudanças evolutivas no projeto.


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Elefantes africanos (Loxodonta). Pixabay/Domínio Público.

Como um júri, a seleção natural atua apenas nas possibilidades trazidas à sua presença. Se a seleção for forte e houver poucas possibilidades, então ocorre extinção ou a restrição da diversidade naquele curso evolutivo em particular. Como consequência, o delineamento das aves para delicadeza para o voo oferece poucas possibilidades para a evolução de um projeto robusto de membros anteriores poderosos para cavar.


Por outro lado, a estrutura das aves permite uma evolução posterior de espécie de vertebrados que se locomovem pelo ar. Nem todas as mudanças evolutivas são igualmente prováveis, em grande parte porque nem todas as morfologias (combinações entre as partes) estão igualmente disponíveis para a seleção natural.



Referência
Kardong. Vertebrados, Anatomia Comparada, Função e Evolução. 2011.

Para finalizar veja um vídeo do canal Natureza Brasil, sobre A Fúria dos Elefantes:



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