Como são classificadas as folhas das plantas?

Muitos não sabem, mas as folhas das plantas tem formas e funções diferentes.


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VAMOS DESCOBRIR...


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O que são as folhas?


As folhas são um dos órgãos mais importantes para a planta, pois é o maior responsável pela realização da fotossíntese. Por apresentar grande polimorfismo, podem ser classificadas de diversas formas: quanto à margem, posição do pecíolo, disposição das nervuras, disposição e número de folíolos, superfície, base, filotaxia, entre outras.


Estrutura das folhas


Agora vamos as suas características e funções:


1. Quanto aos tipos de limbo:

Simples: limbo não dividido;

Composta: o limbo é dividido em folíolos.


2. Quanto à posição do pecíolo:

Peciolada: presença de pecíolo;

Peltada: o pecíolo encontra-se preso ao meio da lâmina foliar;

Séssil: ausência de pecíolo e a lâmina prende-se diretamente ao caule.


3. Quanto ao aspecto das nervuras, há dois tipos principais:

Paralelinérveas: com nervuras paralelas;

Peninérveas: com uma nervura mediana da qual saem ramificações.


As folhas paralelinérveas ocorrem em monocotiledôneas, e as peninérveas, em eudicotiledôneas. Fonte da imagem: biologia.net.


4. Quanto à superfície:

Glabra: não há a presença de tricomas (células epidérmicas especializadas);

Pilosa: a superfície apresenta-se revestida de tricomas, semelhantes a pelos;

Lisa: apresenta o limbo liso;

Rugosa: o limbo apresenta-se enrugado.


5. Quanto à forma do limbo, há uma grande diversidade, por isso, serão apresentadas algumas das mais comuns:

Ovada ou oval: com a parte mais larga próximo à base;


Folha oval apresenta a base mais larga que o ápice. Fonte da imagem: biologia.net.


Cordiforme: apresenta a base mais larga, com reentrâncias, lembrando a forma de um coração;


Folha cordiforme lembra a forma de um coração. Imagem de cafepampas por Pixabay


Elíptica: apresenta o comprimento duas vezes maior que a sua largura, sendo a região central do limbo a mais larga.


Folha elíptica apresenta a região central mais larga. Fonte da imagem: biologia.net.


Função das folhas


Fotossíntese


Ao realizar a fotossíntese, o vegetal produz as substâncias orgânicas nutritivas de que necessita para se manter vivo, utilizando, para isso, a energia luminosa. Essas substâncias formam a seiva elaborada, composta, principalmente, de água e glicose, que é transportada através do caule para as demais partes do vegetal, onde será consumida ou armazenada.

Para que ocorra a produção de glicose durante a fotossíntese, a planta precisa retirar do ambiente as seguintes substâncias: água e gás carbônico. A água é retirada do ambiente através dos pelos absorventes presentes na raiz e transportada pelo caule até as folhas. Estas contêm grande quantidade de estômatos, por onde penetra o gás carbônico do ar. A clorofila, pigmento verde, absorve a energia luminosa necessária para que a água e o gás carbônico possam ser transformados em glicose. Por isso, as folhas da planta estão sempre dispostas da melhor forma possível para que recebam bastante luz do Sol. Durante a fotossíntese ocorre também a formação de oxigênio, que é liberado para o meio ambiente.

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Transpiração


A transpiração é um mecanismo através do qual a planta perde água na forma de vapor, permitindo um controle de temperatura, pois, ao evaporar, a água retira calor da superfície da folha, refrescando-a. Devido à transpiração surge na folha uma força de sucção, provocando a subida da seiva bruta. Sendo assim, à medida que a água é perdida por transpiração, a folha retira água do caule e este, por sua vez, a retira das raízes, forçando-as a absorverem seiva bruta do solo. Com isso, forma-se uma coluna contínua de água no interior do caule, desde as raízes até as folhas.


Estômatos


Os estômatos são formados por células especiais que controlam a transpiração e as trocas gasosas da planta com o ambiente. A abertura e o fechamento dos estômatos são controlados por diversos fatores do ambiente, sendo o principal deles a água. Se no ambiente houver quantidade de água suficiente, as células dos estômatos absorvem mais água das células vizinhas, aumentam de tamanho e forçam a abertura do orifício central. Dessa forma, os estômatos permanecem abertos e a planta perde vapor d’água. Quando o ambiente se torna seco, as células dos estômatos diminuem de tamanho e então o orifício central se fecha, impedindo a perda de água por transpiração.


Respiração


As plantas, como todos os outros seres vivos, necessitam de energia para crescer, repor as partes perdidas e realizar outras atividades. É através da respiração que essa energia é conseguida. Todas as células vivas de uma planta respiram. Para realizarem a respiração, as células precisam do oxigênio presente no ambiente em que as plantas se encontram e da glicose produzida no processo da fotossíntese. Com isso, elas produzem a energia necessária para a realização de todas as suas atividades. No final desse processo, forma-se gás carbônico, que é liberado para o ambiente. A folha é o principal órgão de respiração das plantas, devido à presença dos estômatos, mas outros órgãos também respiram, como as raízes, por exemplo.


Observação: Com relação aos gases consumidos e liberados, a respiração é um processo inverso ao da fotossíntese. No entanto, enquanto a respiração ocorre dia e noite sem parar, a fotossíntese só acontece em presença da luz. Portanto, durante a noite, quando a fotossíntese é interrompida, as plantas continuam respirando.

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