O que é e quando começa a Piracema?

O período da Piracema é de extrema importância para a manutenção das espécies aquáticas e dos estoques pesqueiros e seu desrespeito configura crime ambiental.

 http://www.bioorbis.org/2015/03/o-que-e-e-quando-comeca-piracema.html
Fonte da imagem: pixabay.

VAMOS DESCOBRIR...

Piracema é o nome que se dá ao fenômeno de subida dos peixes contra a correnteza dos rios de água doce para efetuar a desova. No Brasil, a Piracema ocorre no verão, quando, geralmente, chove mais e os rios ficam cheios; ela se estende do início de novembro até começo de março (com algumas espécies podendo avançar até maio).

As temperaturas do ar e da água, mais quentes, contribuem para o processo já que criam um “ambiente” propício para o desenvolvimento dos ovos. A subida do rio é fundamental para desencadear uma produção maior de hormônios e um gasto calórico que irá possibilitar a desova. Após a “corrida” contra a correnteza, as fêmeas despejam seus óvulos nas águas no mesmo momento em que os machos soltam o sêmen.

Fonte da imagem: Brasil Escola.

Esse período é conhecido como fase de “defeso”, termo utilizado para explicar a medida que defende os seres aquáticos nos momentos de maior vulnerabilidade das espécies, quando estão em fases de fecundação e desenvolvimento.


Nesse período é proibida a pesca, já que essa fase de fecundação é crucial para manter as espécies e, por conseqüência, os estoques pesqueiros.

Comerciantes e pescadores profissionais precisam declarar à Secretaria do Meio Ambiente de seus estados os estoques de pescados in natura, resfriados ou congelados sob suas responsabilidades durante esse período. Caso não cumpram a lei, a multa pode variar de R$ 1 mil a R$ 100 mil, ou pode haver a penalização com detenção prevista pela Lei Estadual nº 9.096, de 16 de janeiro de 2009 e pela Lei Federal nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998. É possível consultar a data de início e fim do “defeso” em cada bacia hidrográfica brasileira no site do Ibama.


Fonte da imagem: Imirante.

Infelizmente, todos os anos, quantidades enormes de pescados são apreendidas, já que a atividade muitas vezes é feita sem seguir as normas ambientais. Como comerciante ou consumidor final, uma das formas de garantir que não se está sendo cúmplice e contribuindo com um crime ambiental é exigir notas fiscais e declarações de estoque com carimbos do Ibama no momento da compra. Isso garante que a pesca do animal foi feita segundo as leis ambientais.


CONSERVAÇÃO DE PEIXES

Os peixes enfrentam um conjunto de problemas. Como todos os organismos viventes, os peixes sofrem mudanças em seus habitats causadas diretamente ou indiretamente pelas atividades dos seres humanos. Além disso, espécies que tem fase larval ocupam habitats distintos durante a vida e são vulneráveis às mudanças em seus habitats específicos. Diferente da maioria dos vertebrados, muitos peixes têm extrema importância comercial como alimento e grandes industrias são estruturadas na captura dos peixes. Outras espécies de peixes são capturadas para o comércio de animais de aquário, algumas vezes, por métodos de coleta que destroem seus habitats. Como resultado esses fatores, muitas espécies de peixes que eram até comuns tem sido levadas à beira da extinção, assim que os seres humanos descobrem novos usos importantes para algumas espécies.
Fonte da imagem: pixabay.

Peixes de água doce

Cerca de 40 por cento das espécies de peixes vive nas águas doces do mundo, e todas elas estão ameaçadas pela alteração e pela poluição de lagos, rios e das corredeiras. As drenagens, as represas, a canalização e a mudança dos cursos dos rios criam habitats que não são capazes de sustentar os peixes nativos. Talvez, a mais ameaçada das espécies de peixe seja uma com a menor distribuição dentre os vertebrados. O pequeno Cyprinodon diabolis que vive em um único lago, em uma porção especial do Monumento Nacional do Vale da Morte, ao sul de Nevada. Enquanto seu habitat possui 17 metros por 3 metros de área, esta espécie passa toda sua vida na superfície, coberta de algas, com somente 18 m 2 de área. Embora nenhuma outra espécie seja tão limitada em sua distribuição, muitos outros peixes da região estão limitados a u m único lago ou nascente. A atividade humana na região está ameaçando esta pequena espécie e outros peixes isolados. Fazendeiros locais e cidades, tão distantes quanto Las Vegas, estão bombeando água do aquífero que abastece os lagos. A água nos aquíferos é fóssil - ela estava lá desde o final das glaciações do Pleistoceno - e não é reposta pelas chuvas ou pelo derretimento da neve. A retirada de água fóssil é como a do petróleo; o nível cai até que toda a reserva acabe. Os níveis dos lagos estão caindo; e, ao menos que os aquíferos sejam protegidos, o habitat deste pequeno ciprinídeo irá secar e a espécie será extinta.

Cyprinodon diabolis. Fonte da imagem: aquaa3.

Peixes marinhos

O modo reprodutivo da vasta maioria dos teleósteos marinhos - ovos que são deixados no ambiente sem investimento parental posterior - faz o manejo da pescaria comercial extremamente complexo. Os ovos tendem a ser pequenos, em relação ao tamanho dos peixes adultos, e são produzidos em números prodigiosos. Uma vez que os ovos pelágicos são liberados, muitos eventos determinam quantos deles sobreviverão. Alguns deles sempre são perdidos pela predação de peixes filtradores, mas eventos relacionados ao clima são menos previsíveis. A água muito quente, ou muito fria, pode matar ou interromper o desenvolvimento dos ovos e das larvas. Alterações nas correntes oceânicas, produzidas pela ação do vento e de fenômenos globais, tais como o El Niño e La Niña (aquecimento ou resfriamento das águas do Pacífico central) afetam a abundância de nutrientes e a quantidade de microplâncton.  Já que tantas variáveis estão envolvidas, o número de indivíduos que se reproduzem em um dado ano (tamanho da reserva reprodutiva) não tem qualquer relação com o número de indivíduos na geração seguinte. Assim, u m período de reprodução, rico em adultos reprodutores, pode produzir poucos descendentes que irão sobreviver até o próximo período, se os fatores ambientais impedirem a sobrevivência dos ovos, das larvas ou dos juvenis. Inversamente, sob condições excepcionalmente favoráveis, alguns poucos adultos reprodutores podem produzir um grande número de descendentes que sobrevivem até a maturidade.

Referência
POUGH, F. Harvery; JANIS, Christine M; HEISER, John B. A vida dos vertebrados. Atheneu Editora São Paulo, 2006. 

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