Entre rios e mares: a luta pela sobrevivência dos peixes

Vida nos rios e lagos para a vida no mar e também em vise e versa. Os peixes em sua luta pela sobrevivência.

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Um peixe em sua luta pela sobrevivência. Fonte da imagem: No mar profundo.

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Peixes eurialinos, anádromos, catádromos, qual a diferença?


A maioria dos peixes é estenoalina; podem tolerar apenas uma pequena faixa de variação de salinidades. Alguns poucos peixes são eurialinos; toleram grandes mudanças de salinidade e podem, de fato, migrar entre a água doce e a marinha.

Figura 2. Salmões em sua jornada para a desova. Fonte da imagem: No mar profundo.

Peixes anádromos eclodem na água doce, migram para a água salgada onde amadurecem e, depois, retornam para água doce para se reproduzir. O salmão (Figura 2) é um exemplo. Dependendo da espécie, os peixes anádromos passam um ou vários anos no mar, se alimentando e crescendo, depois, voltam par seu rio natal onde se reproduzem.

Peixes catádromos migram na direção oposta, da água salgada para a doce. As enguias europeias e americanas, Anguilla (Figura 3), são exemplos. Amadurecem em rios e migram para o oceano para se reproduzirem.

Figura 3. Enguia europeia (Anguilla). Fonte da imagem: Docplayer.

Embora os peixes eurialinos passem parte de suas vidas na água doce e parte na água salgada, a transição de um ambiente para outro não pode ser abrupta. Um período de ajuste, normalmente envolvendo várias semanas na água salobra, frequentemente é necessário para permitir a aclimatação.

Quando esses peixes nadam para a água doce, o maior desafio fisiológico é lidar com a perda de sais através das brânquias. Peixes marinhos estenoalinos colocados em água doce não conseguem compensar a alta permeabilidade de suas brânquias ao sal. O sal escapa continuamente e os peixes morrem. Peixes eurialinos desenvolvem uma permeabilidade reduzida ao sal e sobrevivem.



Outros desafios para os peixes na luta pela sobrevivência


Além desses peixes enfrentarem as próprias dificuldades para se aclimatarem pela mudança abruta de ambiente, eles tem que enfrentar a competição por território e também a luta contra predadores eminentes (Figura 4).

Figura 4. Urso marrom (Ursus arctos). Fonte da imagem: Hibernação.

Mas isso tudo é por uma boa causa e vital para a sobrevivência das futuras gerações que eles carregam dentro de seus corpos. Muitos morrem, mas os que tem sucesso serão os darão vida para futuras gerações que um dia enfrentaram o mesmo caminho e as mesmas dificuldades dos desafios da sobrevivência na natureza. 

Referência
Kardong. Vertebrados, Anatomia Comparada, Função e Evolução. 2011

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