Descubra os segredos do panda-gigante

Quem não gosta do urso preto e branco da China? Desajeitado, fofinho e com toda beleza e força que um urso pode ter. Mas tem algo sobre ele que talvez você não sabia.

https://www.bioorbis.org/2017/07/o-que-voce-nao-sabia-sobre-os-pandas.html
O panda-gigante. Fonte da imagem: O Globo.
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Um dedo a mais


Um dos segredos deles é que eles possuem um dedinho a mais, conhecido como o sexto dedo, ou “polegar”.

O panda-gigante ou urso-panda (nome científico: Ailuropoda melanoleuca, do grego: ailuros, gato + poda, pés; e melano, preto + leukos, branco) é um mamífero onívoro da ordem dos Carnivora (Carnívoros) e da família Ursidae (Ursos). Eles habitam as florestas da China é parente dos ursos (ursos negros, pardos, etc.).

Diferentemente dos ursos, os quais são onívoros e comem quase qualquer coisa, o panda gigante se alimenta quase exclusivamente de brotos de bambu  por cerca de 15 h por dia. Leia até o final que terá somente sobre como ele come esses bambus.

Eles amam bambus, principalmente do gênero Sinarundinaria. No qual oferecem-lhe alimento e proteção. Um inimigo natural do panda-gigante é o cão vermelho (Figura 2), um cão selvagem. Diz uma lenda que, quando perseguido, o panda-gigante cobre os olhos com as patas anteriores, enrola-se como uma bola e, como uma bola, rola por declives.

Figura 2. Cão selvagem asiático (Cuon alpinus). Fonte da imagem: Mundo Animal.

Nomenclatura e taxonomia dos ursos panda-gigante


O urso panda foi descrito pelo missionário francês Armand David em 1869 como Ursus melanoleucus. No ano seguinte, Alphonse Milne-Edwards ao examinar o material enviado por David, notou que os caracteres osteológicos e dentários o distinguia dos ursos e o aproximava ao panda-vermelho e aos procionídeos, descrevendo então um novo gênero para a espécie, e recombinando-a para Ailuropoda melanoleuca.

No mesmo ano, Paul Gervais concluiu com base num estudo das estruturas intracranianas que o panda era relacionado com os ursos, criando um novo gênero, o Pandarctos. Em 1871, Milne-Edwards acreditando que o gênero Ailuropoda estava pré-ocupado pelo Aeluropoda de Gray, publicado em 1869, propõe o nome Ailuropus. William Henry Flower e Richard Lydekker em 1891 emendam o novo nome de Milne-Edwards para Aeluropus, resultando em uma considerável confusão na literatura subsequente.

O “polegar” extra do panda-gigante


Os pandas tiram as folhas passando os talos entre o seu polegar e os dedos adjacentes (veja na Figura 3). Além da dieta, os pandas são únicos entre os ursos por aparentemente possuírem seis dígitos no membro anterior ao invés dos costumeiros cinco dígitos.

Figura 3. O panda tem cinco dígitos, como a maioria dos mamíferos; no entanto, existe um outro dígito oponente, um “polegar”, o qual não é, na verdade, um polegar, mas um osso elaborado do pulso. Fonte da imagem: Evolução determinística.

O famoso dígito extra é o “polegar” (Figura 4), o qual não é de fato um polegar, mas um osso alongado do pulso controlado por músculos que o fazem se mover contra os outros cinco dígitos para tirar as folhas dos talos de bambu.

O verdadeiro polegar está comprometido com outra função, portanto, não está disponível para atuar em oposição aos outros dedos. O osso sesamoide radial do pulso tornou-se remodelado e empregado como um “polegar” efetivo.

Figura 4. O “polegar” do panda. Fonte da imagem: RaciocínioCristão.

A disponibilidade de partes diminui ou aumenta as oportunidades evolutivas. Se o osso do pulso estivesse irremediavelmente preso a outra função, assim como o polegar original estava, as portas para se alimentar de bambu poderiam estar fechadas e esse amável urso poderia nunca ter evoluído.

OS PANDAS GIGANTES REALMENTE PRECISAM COMER BAMBU?


Bom, agora vai o segundo segredo sobre o urso preto e branco. Todo mundo sabe os pandas adoram comer bambu, mas será mesmo que sua grande barriga foi feita mesmo para comer plantas?

Figura 5. Panda comendo seu bambu. Fonte da imagem: Techitt.

Os pandas gigantes (Ailuropoda melanoleuca), na verdade, abrigam uma microbiota predominante por bactérias como Escherichia/Shigella e Streptococcus, diz uma equipe de biólogos liderados pelo Dr. Zhang Zhihe da Base de Pesquisa Chengdu Giant Panda Breeding de, China. Os pandas gigantes evoluíram a partir de ursos que comiam plantas e carne, e começaram a comer bambu exclusivamente apenas a cerca de 2 milhões de anos atrás.

Os pandas comedores de bambu


Esses animais passam até 14 horas por dia consumindo até 12,5 kg de folhas de bambu e galhos, mas podem digerir apenas cerca de 17% do mesmo; suas fezes são compostas principalmente por fragmentos de bambu não digeridos.

"Ao contrário de outros animais que comem plantas, que evoluíram com sucesso, os sistemas digestivos anatomicamente especializados para desconstruir eficientemente matéria vegetal fibroso, o panda gigante ainda mantém um trato gastrointestinal típico de carnívoros. Os pandas também não possuem os genes para as enzimas de digestão de plantas no seu próprio genoma. Este cenário combinado pode ter aumentado o risco de extinção ", disse o Dr. Zhang, autor sênior do estudo publicado na revista mBio.

Avaliar a microbiota intestinal do panda, o Dr. Zhang e co-autores usaram uma técnica de laboratório chamada 16S rRNA sequenciamento.

Os testes da microbiota intestinal dos pandas


Eles analisaram 121 amostras fecais de 45 pandas gigantes (24 adultos, 16 jovens e cinco filhotes, veja na Figura 2) que vivem na Base de Pesquisa Chengdu.

As amostras foram obtidas durante a primavera, verão e outono de um ano. Juvenis e adultos pandas comeram pelo menos 10 kg de bambu e brotos de bambu cada dia, e 0,5-0,8 kg de pão cozido no vapor. Peso total de fezes foi de 10-15 kg por dia. Os filhotes tinham leite fresco apenas de suas mães.

Os cientistas descobriram que, apesar de sua dieta de bambu, eles mostraram extremamente baixa diversidade da microbiota intestinal e uma estrutura global que divergiram de pandas não herbívoros, mas foi semelhante aos ursos carnívoros e onívoros.


O intestino do panda gigante não abriga bactérias degradadoras de plantas, tais como Ruminococcaceae e Bacteroides que normalmente são enriquecidas em outros herbívoros, mas em vez disso predominaram neles as espécies de Escherichia Shigella Streptococcus, bactérias típicas de intestinos de carnívoros.

A microbiota intestinal do panda também varia por temporada, com o final do Outono de ser bastante diferente de primavera e verão.

Os pesquisadores estão planejando um estudo complementar da combinação de diferentes técnicas científicas para entender melhor a função do intestino e a microbiota do panda em nutrição e saúde dos animais.


Referência
Kardong. Vertebrados, Anatomia Comparada, Função e Evolução. 2011.
POUGH, F. Harvery; JANIS, Christine M; HEISER, John B. A vida dos vertebrados. Atheneu Editora São Paulo, 2006. Sites: Sri-News.com

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