O que é o método científico?

Pra você que já faz pesquisas ou ainda está estudando para ser um pesquisador, está é uma boa curiosidade pra você e pra quem gosta de descobrir as cosias.

 https://www.bioorbis.org/2019/03/metodo-cientifico.html


VAMOS DESCOBRIR...


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HIPÓTESES, TESE, ANÁLISES E RESULTADOS



Formalmente, o método científico inclui a formulação de hipóteses, o delineamento de uma tese, a execução de um experimento, a análise dos resultados, a corroboração ou a falsificação da hipótese e a formulação de uma nova hipótese. Na prática, a ciência não segue tal sequência linear.

Equipamentos quebrados, animais que não cooperam, papeladas e reuniões conspiram contra os esquemas bem planejados de camundongos, homens e mulheres. É mais do que os “esperados eventos não esperados” que interferem nos experimentos e testam a pressão sanguínea do pesquisador. As questões intelectuais propostas nem sempre encontram respostas satisfatórias. Acidentes, sorte e até mesmo sonhos fazem parte do processo criativo.



UMA DESCOBERTA PELO SONHO


Otto Loewi dividiu, em 1936, o Prêmio Nobel de medicina com Henry Dale (Figura 2) por demonstrar que os impulsos nervosos pensam de uma célula nervosa para a próxima na série através do espaço entre elas, a sinapse, através de um transmissor químico. No início do século XX, a opinião ficava divindade entre aqueles fisiólogos que achavam que essa transmissão entre os neurônios era química e aqueles que achavam que a transmissão era elétrica. Era preciso um experimento definitivo que resolvesse a questão.

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Figura 2. Otto Loewi (a esquerda) e Henry Dale (a direita). Fonte da imagem: Wikipédia.

Uma noite, quando ele estava dormindo profundamente, o experimento definitivo veio à mente de Loewi e o acordou. Aliviado e satisfeito, ele dormiu novamente, esperando o dia seguinte. Quando acordou na manhã seguinte, ele lembrava de ter sonhado com o experimento, mas tinha esquecido como ele era. Várias semanas frustrantes se passaram, até que, novamente dormindo profundamente, Loewi sonhou o mesmo sonho, e o projeto experimental voltou. Não deixando nas mãos da sorte desta vez, Loewi se levantou, vestiu-se e, no meio da noite, foi para seu laboratório para começar o experimento que decidiria a questão da transmissão e que, anos depois, concederia a ele dividir o Prêmio Nobel.



O experimento de Loewi era tão simples quanto elegante. Ele removeu o coração e o nervo vago associado do corpo de um sapo e os isolou e em uma proveta com solução salina. Em seguida, ele estimulou o nervo vago livre, causando a diminuição da velocidade do batimento cardíaco.




Então, Loewi pegou essa solução e despejou-a sobre outro coração isolado de sapo, do qual o nervo vago tinha sido removido. A velocidade desse coração também diminuiu, proporcionando uma evidência clara de que uma substância química produzida pelo nervo vago estimulado controlava a velocidade do coração. A transmissão entre o nervo (vago) e o órgão (coração) tinha sido feita por meio de agentes químicos, e não por correntes elétricas.

UM EXPERIMENTO QUE DEU ERRADO E LEVOU A UMA DESCOBERTA


Como um jovem biólogo interessado em biologia celular, Herbert Eastlick começou a uma série de experimentos seguindo o seu interesse em desenvolvimento embrionário do músculo jovem.

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Figura 3. Herbert Eastlick. Fonte da imagem: wsm.wsu.edu

Ele transplantou os membros posteriores ainda em formação de um pintinho para a lateral de um pintinho hospedeiro enquanto este ainda estava em desenvolvimento dentro do ovo. Os membros posteriores transplantados normalmente não tinham rejeição e cresciam o suficiente para serem estudados na lateral do pintinho hospedeiro. Um dia, quando um fornecedor local estava temporariamente sem ovos da raça de galinhas brancas que Eastlick usava, ele os substituiu por ovos de uma raça marrom, que tinha penas marrons. Depois de três dias de incubação, um ovo foi aberto e as duas áreas de formação de pernas de um pintinho da raça marrom foram transplantados para um hospedeiro da raça branca. Os resultados foram complicados. A perna direita transplantada da raça marrom desenvolveu penas marrom, a perna esquerda transplantada da mesma raça marrom desenvolveu penas brancas. O que teria causado esse resultado contraditório?



Eastlick conferiu suas anotações, repetiu os experimentos e tomou muito cuidado fazendo mais transplantes. Ainda assim, algumas pernas eram marrons e algumas brancas. Ele então percebeu que o toco do membro transplantado algumas vezes incluía células de crista neural próxima, mas não em todos os casos. As células da crista neural formam-se inicialmente na ponta do tubo neural e depois normalmente dispersam pelo embrião. Ele tentou transplantar membros com e sem as células da crista neural. Era isso. Aquelas membros transplantados da raça marrom que tinham células da crista neural produziam penas marrons.




Aqueles membros que não tinham as células não apresentavam células pigmentares e eram brancas. Eastlick, que tinha começado trabalhando com músculos, confirmou algo que poucos tinham sugerido, ou seja, que as células pigmentares que conferem a cor às penas são derivadas das células da crista neural.



UMA DESCOBERTA POR ACIDENTE


Alexander Fleming (1881-1955), enquanto estudava bactérias, percebeu que quando o mofo ocasionalmente contaminava as culturas, as bactérias próximas ao mofo não cresciam.




Centenas de estudantes e colegas bacteriologistas antes de Fleming tinham visto o mofo e da mesma forma tinham percebido o mirrado crescimento das bactérias. Mas foi a curiosidade de Fleming que precipitou a questão importante: “O que causa essa reação?” Para responder a isto, ele descobriu que o mofo produz penicilina, um inibidor bacteriano. A pergunta de Fleming abriu caminho para o desenvolvimento de um novo ramo da farmacologia e de uma nova indústria. A sua resposta estabeleceu a base do controle de doenças por meio de antibióticos.

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Figura 4. O método científico se baseia em perguntas e respostas. Pixabay/Domínio Público. 

Testas uma hipótese bem formulada é o centro do método científico. Mas de onde a próxima hipótese virá nem sempre pode ser predito. Um pensamento no meio da noite, um experimento que dá erra, uma observação mais detalhada das coisas comuns, tudo isso também pode inspirar uma nova hipótese científica e faz parte de método da ciência.

Referência
KARDONG, Kenneth V. Vertebrados, Anatomia Comparada, Função e Evolução. Editora Roca LTDA, 2011. 10-3668. CDD: 596. CDU: 597/599.

Um comentário:

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