Qual a diferença entre borboletas e mariposas?

Muitas pessoas podem confundir uma borboleta de uma mariposa, ambas atraem olhares devido a sua beleza exuberante, mas qual a diferença entre elas?

 https://www.bioorbis.org/2019/08/qual-diferenca-entre-borboletas-mariposas.html
Uma linda borboleta-de-marcas-metálicas (Nymphidium lisimon). Foto por: Cleverson Felix. Fonte: Biofaces

VAMOS DESCOBRIR...

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A MARAVILHOSA ORDEM DOS LEPIDÓPTEROS


Existem aproximadamente umas 150.000 espécies descritas até o momento, das quais 7.000 vivem somente na Europa. Sua distribuição é ampla, ocupando quase todos os lugares que apresentem plantas. Apresentam desenvolvimento e metamorfose completas, caracterizadas pelas suas grandes asas cobertas de escamas, cores vivas, e por uma grande tromba dobrável em espiral.



Suas larvas ápteras (carecem de asas) e fitófagas (alimentam-se de vegetais) e suas potentes bocas trituradoras fazem com que esta ordem seja, a princípio facilmente identificável.



Quase todas voam durante o crepúsculo e pela noite, porém as mais vistas são as diurnas. Algumas são sedentárias, alojando-se por pouco em seus biótipos de plantas preferidas, mas, como já comentado anteriormente, outras empreendem viagens por vezes longas e de forma regular.


Figura 2. A borboleta monarca (Danaus plexippus). Image by Yolanda Coervers from Pixabay.

Como representantes mais conhecidos temos as traças-de-roupas (Tineola bisselliella), as borboletas monarcas (Danaus plexippus, veja na Figura 2), macaones, bômbix (bicho-de-seda, Bombyx mori, veja na Figura 4), esfinges, pavões-noturnos e por ai vai. Em todos os casos, comumente conhecemos com o nome de mariposa o último estágio ou fase adulta dos insetos da ordem dos Lepidópteros.



Normalmente prosperam em regiões cálidas e ensolaradas, seu número diminuiu quanto mais próximos das regiões frias, porém existem espécies que podem viver em zonas polares e montanhosas.

Origem dos Lepidópteros


A ordem dos lepidópteros é fácil de reconhecer. Os exemplares mais primitivos surgiram durante o período Jurássico e a partir daí, com a aparição das plantas com flores, se estenderam amplamente por toda parte chegando ao período Cretáceo.



Borboletas as maravilhas da natureza


Se existem maravilhas dentro do mundo dos insetos, estas são as borboletas. Tanto as espécies de bom porte como as pequenas, mais despercebidas e menos sedutoras, constituem verdadeiros milagres da transformação natural.



O Espetáculo da magia começa com o ovo que em pouco tempo se transforma noutro ser muito voraz, a larva, que passa por várias metamorfoses enquanto se livra da prisão (envoltória). Logo como inseto imago, o qual nada se parece com seus fases anteriores, enfrentará o mundo ao ar livre.

Figura 3. Pororó-azul (Hamadryas arete). Foto por: Cleverson Felix.

Se você optar pela observação das borboletas, verá que estes insetos podem ser encontrados em quase toda parte, desde altura praticamente ao nível do mar até costas muito altas em habitats ocupados pela neve. O voo destes seres acontece quase todo o ano, exceto durante dois ou três meses. Por esse motivo sua observação e estudo constituem um trabalho árduo e com muitas dificuldades.



Metamorfose: Magia ou maravilha da natureza?


Entendemos por metamorfose as mudanças ou as diferentes transformações que ocorrem em algumas espécies durante as etapas pós-embrionária.



Alguns Artrópodes apresentam formas muito parecidas à dos adultos ao deixar o ovo (sendo uma réplica do mesmo), sofrendo pequenas mudanças (Morfoses) até a fase adulta (Metamorfose Simples).


Figura 4. Bicho-da-seda (Bombyx mori). Fonte da imagem: InfoEscola.

Já em outros Artrópodes acontecem mudanças e transformações bem maiores, tornando o aspecto do jovem para o adulto totalmente diferente. Quando isso acontece, nos referimos a Artrópodes com Metamorfoses Complexas ou Completas.

Os riscos ambientais que os Lepidópteros enfrentam


Como comentado pela Dra. Helga Hofman, os lepidópteros são muito exigentes quanto às condições ambientais. Não necessitam apenas de plantas com flores, como fonte de néctar, e sim de determinadas flores específicas, gramíneas, ou árvores que sirvam como plantas nutricionais para as larvas, as quais normalmente são muito seletivas no que se refere às plantas que lhe servem como alimento: preferem morrer de fome a comer de uma planta que não seja delas.



Conhecemos bem o monte de perigos que as borboletas e mariposas enfrentam diariamente. Desde o desaparecimento e destruição de seus biótipos naturais puros, por parte do homem, até o uso descontrolado e sem sentido de adubos, pesticidas, herbicidas e etc., dando lugar, assim, à morte das borboletas nas suas diferentes fases de metamorfoses.

Porém não devemos esquecer que a mudança climática, também pode contribuir no desaparecimento de muitas espécies de borboletas, tanto pelo aparecimento de prolongados períodos de chuva ou frio como pelas secas que afetam sua metamorfose.



DIFERENÇAS ENTRE BORBOLETAS E MARIPOSAS


As diferenças entre borboletas e mariposas baseiam-se em algumas características em relação ao comportamento como quanto à forma de seus corpos. Vejamos agora uma lista de diferenças entre elas:

- Hábitos diurnos e noturnos: a maioria das borboletas, por exemplo, são ativas durante o dia (hábito diurno), enquanto a maior parte das mariposas prefere a noite (têm hábito noturno);

- A posição das asas em relação ao corpo:  quando pousam as borboletas deixam suas asas elevadas, enquanto as mariposas mantêm suas asas sempre abertas;


Figura 5. Comparação entre uma borboleta (direita) e uma mariposa (esquerda).

- As antenas: as mariposas têm as antenas mais curtas, grossas e de aparência peluda, enquanto as borboletas geralmente têm as antenas mais longas, de aparência lisa, tendo as extremidades arredondadas;

- Velocidade do voo: uma diferença interessante é em relação a velocidade do vôo, as borboletas podem voar até 20 km/h, enquanto as mariposas podem voar até 40 km/h.

A divisão entre as mariposas e borboletas diurnas e noturnas


A divisão habitual entre mariposas diurnas e noturnas é questionada por muitos profissionais e cientistas, já que algumas das noturnas voam durante o dia, já outras consideradas, normalmente, como indivíduo diurnos voam à noite durante o ocaso.



Os tamanhos (outro fator diferenciador para muitos iniciantes) tampouco podem ser levados em conta, hoje em dia, pois mudam, principalmente naquelas consideradas noturnas e não são traços específicos nem diferenciadores em absoluto destas divisões.

A divisão das borboletas noturnas e diurnas está pouco obsoleta, errada e apresenta muitas exceções. Por isso a divisão deveria obedecer mais às considerações científicas e menos às populares.

Referências
EDITORE, Alberto Peruzzo. Autênticos insetos de coleção. Insetos, aracnídeos e outros artrópodes. A natureza de 1000 formas e cores, 2008.

Para finalizar veja um vídeo do nosso canal BioOrbissobre, 🦋 BORBOLETAS: as MARAVILHAS do mundo dos insetos:


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