Descubra quais são os tipos de abelhas nativas do Brasil

Pra você que acha que abelha é só aquela que é amarela de listras pretas e que quando te pica pode matar, está muito enganado. Então venha conhecer 6 tipos de abelhas nativas do Brasil que vão te surpreender.


 https://www.bioorbis.org/2020/02/descubra-quais-tipos-abelhas-nativas-sem-ferrao-brasil.html
Abelha Jataí - Tetragonisca angustula. Foto: Cleverson Felix.

VAMOS DESCOBRIR...




 https://www.youtube.com/channel/UCdjF1j_jYXGznBq955YWDoQ?sub_confirmation=1



As abelhas nativas já viviam no Brasil muito antes da introdução da sua famosa parente amarela e preta, a Apis mellifera (conhecida como europeia, italiana ou africana), produtora do mel que encontramos nos supermercados.


Nesta postagem você vai conhecer e descobrir mais sobre as espécies nativas que temos aqui no Brasil. E não deixe ver ler também mais outras postagens aqui no nosso site sobre as abelhas:



AS ABELHAS NATIVAS SEM FERRÃO



As abelhas nativas ou abelhas sem ferrão (ASF), também conhecida como “melíponas”, elas habitam diversos biomas do território brasileiro com mais de aproximadamente 300 espécies descritas. Como toda boa abelha, elas também se alimentam do pólen que tiram das flores, mas diferentemente das famosas abelhas africanas elas não fazem grandes colmeias em árvores, mas fazem seus ninhos em buracos ocos de troncos das árvores.


Essas abelhas sem ferrão são muito dependentes da preservação das florestas em que habitam e uma colônia pode até morrer se for retirada da árvore em que está vivendo. Por isso, o principal motivo do declínio das abelhas é o desmatamento.




Conservação e preservação das abelhas nativas sem ferrão através da meliponicultura





Uma das alternativas para a conservação e preservação das espécies de abelhas nativas é a meliponicultura, que é uma criação de abelhas sem ferrão sem machuca-las ou prejudica-las. No Brasil, estados como o Maranhão, Rio Grande do Norte e Pernambuco, entre outros do Nordeste brasileiro, possuem apiários bem sucedidos da meliponicultura.


Entre as espécies de abelhas nativas utilizadas nessa técnica temos a tiúba, a jandaíra e a uruçu. A jataí, marmelada, mirim-guaçu, mirim-preguiça, iraí e mandaguari também são comuns em meliponários.


Apesar das abelhas nativas serem conhecidas como produtoras de mel, também produzem própolis e “pólen de abelha” (samburá), utilizados pelas populações do Cerrado e da Caatinga como alimento ou medicamento tradicional. A diversidade do mel e subprodutos da meliponicultura é equivalente à biodiversidade de espécies de abelhas nativas, plantas, ecossistemas e arranjos produtivos onde a atividade é feita.


6 TIPOS DE ABELHAS NATIVAS DO BRASIL QUE VOCÊ TALVEZ NÃO CONHECIA


1 - Uruçu - Melipona scutellaris




Figura 2. Uruçu - Melipona scutellaris. Fonte da imagem: commons.wikimedia.org/Author Cícero R. C. Omena

São abelhas grandes, famosas por seu porte avantajado. Elas polinizam culturas de abacate, pimentão e pitanga e são encontradas na região Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Sergipe). Na Bahia é uma espécie bastante explorada devido a facilidade de criação e a excelente produção de mel. Embora seja uma espécie que esteja sendo amplamente distribuída para além de suas áreas limites por meio do tráfego ilegal, é reconhecida como ameaçada de extinção nas suas áreas de distribuição natural (Fragmentos de mata atlântica do Nordeste).


2 - Abelha Mandaçaia - Melipona quadrifasciata



Figura 3. Abelha Mandaçaia - Melipona quadrifasciata. Fonte da imagem: pt.wikipedia.org/Autor Elichten.


As subespécies se adaptam muito bem às regiões sul e sudeste do país, e têm grande incidência em toda a costa atlântica. É uma abelha robusta e que poliniza culturas de abóbora, pimentão, pimenta-malagueta e tomate.


3 - Uruçu-cinzenta - Melipona fasciculata



Figura 4. Uruçu-cinzenta - Melipona fasciculata. Fonte da imagem: www.pinterest.jp/Salvo por Arthur Gomes

São também excelentes produtoras de mel. Há registros de colônias estocarem até 12 litros de mel. Encontrada no Norte, Nordeste e Centro-Oeste do Brasil (Maranhão, Mato Grosso, Pará, Piauí, Tocantins). São importantes na polinização do açaí, berinjela, tomate e urucum.





4 - Uruçu-amarela - Melipona rufiventris



Figura 5. Uruçu-amarela - Melipona rufiventris. Fonte da imagem: paineira.usp.br.

Já temos uma postagem somente sobre a abelha nativa Uruçu-amarela neste link:


É comum nos estados da Bahia, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Piauí, São Paulo, Tocantins. Seu mel é muito saboroso, por isso muito procurado. Dependendo do tamanho da colônia, e em uma área de boa florada, conseguem produzir até 10 kg de mel ao ano. É uma espécies reconhecida como ameaçada de extinção porque suas áreas naturais de distribuição (cerradão) estão desaparecendo.


5 – Abelha Iraí - Nannotrigona testaceicornis



Figura 6. Abelha Iraí - Nannotrigona testaceicornis. Fonte da imagem: www.cpt.com.br

Abelha indígena, pertencente a tribo dos Trigonini, encontrada principalmente em zonas tropicais (Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Santa Catarina, São Paulo). Também constrói ninhos em muros de concreto, blocos de cimento e tijolos. Se adaptam bem à áreas urbanas.


6 – Abelha Jataí - Tetragonisca angustula



Essa é a famosa abelha nativa sem ferrão Jataí (veja a foto dela na primeira imagem da postagem). É uma abelha indígena, pertencente a tribo dos Trigonini, amplamente distribuída na América tropical (Brasil, Bolivia, Colombia, Equador, Peru, Venezuela, Guianas, Suriname, Honduras, Nicaragua, Guatemala, Panamá, Costa Rica, México). É uma espécie que se adapta bem a ambientes urbanos. Talvez seja a espécie mais criada racionalmente pela facilidade de adaptação em caixas e porque requer pouco espaço. Seu mel é denso e muito apreciado. A sabedoria popular indica este mel para o tratamento de visão.


Referências
EDITORE, Alberto Peruzzo. Autênticos insetos de coleção. Insetos, aracnídeos e outros artrópodes. A natureza de 1000 formas e cores, 2008.
Sites: ecoa.org.br; cerratinga.org.br

Nenhum comentário:

Imagens de tema por TommyIX. Tecnologia do Blogger.