Você já ouviu falar na polinização vibratória?

Você já ouviu falar em polinização não é mesmo? Mas e a polinização vibratória? Já tinha ouvido falar? Se não vamos apresentar ela pra você.


Fonte da imagem: Wikipdeia/Bob Peterson from North Palm Beach, Florida, Planet Earth! - Buzz Pollination (Sonication)


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A polinização vibratória ou polinização por vibração, e em inglês “buzz-pollination”, basicamente ocorre geralmente em flores com anteras (porção terminal do estame das flores) poricidas e que apresentam pólen como único recurso floral, as chamadas flores de pólen. Para que o pólen seja expelido das anteras poricidas é necessário que os insetos visitantes, exclusivamente determinadas por abelhas fêmeas, efetuem vibrações pelas suas asas, que são originadas da contração e relaxamento dos músculos de voo.


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Tipos de polinização vibratória


Há três tipos de abelhas que visitam flores com esse tipo de mecanismo de polinização. As vibradoras, representadas pelas abelhas que realmente transmitem vibrações para as anteras, para poder coletar pólen; as coletoras, representadas por aquelas abelhas que recolhem o pólen que se encontra na superfície da flor após esta ter sido vibrada; e as mordedoras, representadas por abelhas que danificam as anteras, mastigando-as, para coletar o pólen. Os dois últimos tipos geralmente não efetuam a polinização, apenas pilham pólen; por sua vez, as abelhas mordedoras, além de não polinizarem, também danificam os estames das flores. Isso ocorre frequentemente em espécies da família Melastomataceae, que apresentam o mecanismo de polinização por vibração.


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Espécies de plantas que são polinizadas pela polinização vibratória


A polinização vibratória tem ampla distribuição nas Angiospermas (plantas com flor), ocorrendo em diferentes famílias. A família Ochnaceae possui cerca de 28 gêneros e 400 espécies tropicais e subtropicais e pode ser dividida em duas subfamílias, Ochnoideae e Sauvagesioideae. As espécies do gênero Sauvagesia, dentro da subfamília Sauvagesioideae, apresentam o mecanismo de polinização por vibração. Os estames (apêndices da flor onde estão presentes os polens) dessas espécies podem ou não apresentar anteras poricidas, e estão envolvidos por estaminódios petalóides (estame de tamanho reduzido) dispostos de forma a deixar apenas um orifício apical para a liberação do pólen. Devido a essa organização, além da função de proteção, os estaminódios petalóides foram atribuídos a função no processo de polinização vibratória, devido ao poro apical formado por eles ao invés de propriamente a presença de anteras com abertura espontânea poricida. Esse fenômeno, em que a função de um determinado órgão é transferida para um outro, foi denominado por Corner, em 1958, de transferência de função.


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Se quiser saber mais detalhes sobre a polinização vibratória segue abaixo um PDF de um artigo com detalhes e termos mais científicos neste link abaixo:

https://www.scielo.br/pdf/rbb/v28n2/a06v28n2.pdf


Referência

MACHADO, Isabel Cristina; NADIA, Tarcila de Lima. Polinização por vibração e sistema reprodutivo de duas espécies de Sauvagesia L. (Ochnaceae). Revista Brasil. Bot., V.28, n.2, p.255-265, abr.-jun. 2005

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