Descubra a orquídea que "trapaceia" uma abelha para polinizar

Você sabia que uma orquídea "trapaceia" uma abelha para perpetuar a espécie por meio de uma imitação química?

 https://www.bioorbis.org/2016/02/trapaca-sexual.html
A orquídea trapaceira (Ophrys sphegodes). Imagem de Marc Miraille por Pixabay

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POLINIZAÇÃO UM INSTINTO DA NATUREZA


As abelhas que produzem mel polinizam as flores. Todos nós já vimos programas sobre a natureza e ouvimos dos narradores, cheios de autoridade, que “o instinto diz às abelhas que flores devem polinizar...” etc. Instinto coisa nenhuma.


Figura 2. Está abelha é da espécie Andrena nigroaenea. Fonte da imagem: flickr

O sexo diz às abelhas que flores elas devem polinizar. As abelhas fêmeas da espécie Andrena nigroaenea (veja na Figura 2) produzem uma mistura complexa de pelo menos 14 alcanos e alquenos com 21 a 29 átomos de carbono.

O odor dessa mistura atrai os zangões da espécie. Os atratores sexuais, ou feromônios, estão onipresentes no reino animal se são bastante específicos para cada espécie. As coberturas protetoras das folhas que impedem a perda de água são alcanos.


A ORQUÍDEA E A "TRAPAÇA SEXUAL"


A orquídea Ophrys sphegodes depende do zangão Andrena para a polinização.

Curiosamente, a composição da cera das folhas das orquídeas é quase idêntica à mistura de feromônios da Andrena. Os três componentes principais do feromônio e da cera são os alcanos de cadeia linear tricosano (C12H48), pentacosano (C25H52) e heptacosano (C27H56), na relação 3 : 3 : 1.


Figura 3. Abelha Andrena nigroaenea atraída pela flor da orquídea Ophrys sphegodes. Fonte da imagem: Janvanlent.

Este é m exemplo do que é chamado de “imitação química”, ou seja, o uso, por uma espécie, de uma substância química para obter uma determinada resposta, não necessariamente normal, de uma outra espécie.

Esta orquídea mais inovativa do que a maioria das plantas, pois sua flor, cuja forma e cor se parecem com os do inseto, também produz a mistura semelhante ao feromônio em alta concentração (veja na Figura 3).

Assim, o zangão não resiste e é atraído pela orquídea pelo que foi descrito pelos descobridores do fenômeno como um caso de “trapaça sexual”.

Referência
K.P.C. Vollhardt e N.E. Schore. Química Orgânica; estrutura e função; 4 ed. Trad. Ricardo Bicca de Alencastro et al. Porto Alegre, Bookman, 2004. p.92.

5 comentários:

  1. Boa noite,
    matéria super interessante.
    Parabéns pelo blog.
    Abçs.
    http://rede51-redenovelas.blogspot.com.br/

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    1. Bom dia,

      Agradecemos pelo comentário, e é bom que está gostando das nossas postagens. Estamos passando por uma reforma geral em todas as postagens do blog, devido a isso estamos postando mais nas nossas redes sociais.

      Abraços,

      Equipe BioOrbis

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  3. Bom dia
    Seria muito bom essas informações pelo WhatsApp uma mensagem instatanea para nossa informações feito um grupo

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    1. Bacana sua ideia Celso, mas algumas delas são grandes. Essa já um pouco grande, será que tem como?

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