Toxinas emprestadas

Vamos apresentar a vocês uma amiga, mas cuidado com ela, essa serpente é capaz de usar suas defesas com o veneno de suas próprias presas.

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A serpente-tigre (Rhabdophis tigrinus). Fonte da imagem: The Travelling Taxonomist.

VAMOS DESCOBRIR...

A serpente asiática Rhabdophis tigrinus abastece suas defesas com toxinas armazenadas na presa natural que consome, um sapo venenoso (se ela já consegue predar um animal venenoso então já não é coisa boa concordam?).

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A serpente asiática e sua presa tóxica, o sapo japonês (Bufo japonicus). Fonte da imagem: Happy Limbus.

O SAPO E AS GLÂNDULAS TÓXICAS


Esse sapo possui glândulas de pele tóxicas para a maioria dos vertebrado, mas essa serpente pode tolerar essas toxinas. Puxa! Que animal resistente. De fato, com a digestão do sapo, a serpente sequestra essas toxinas para serem transferidas para glândulas nucais (localizadas no pescoço) especiais. 



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O sapo japonês (Bufo japonicus). Fonte da imagem: New Scientist.

Quando a serpente é mordida por um predador, essas glândulas no pescoço explodem, liberando o conteúdo tóxico que produz uma queimação desagradável ou até mesmo cegueira, se for esguichada nos olhos, dissuadindo ou impedindo o atacante.


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Note a quilha elevada no pescoço dessa serpente com colorido brilhante, onde são armazenadas as toxinas recolhidas do sapo venenoso, Bufo japonicus, o qual foi comido e digerido. Fonte da imagem: New Scientist.

A SERPENTE E SEU ARSENAL QUÍMICO


Existem até mesmo algumas evidências de que a serpente fêmea pode passa as toxinas para os seus jovens embriões, equipando os jovens com um arsenal químico de defesa já pronto quando nascerem.


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A serpente-tigre (Rhabdophis tigrinus). Fonte da imagem: The Travelling Taxonomist.

O comportamento de sequestrar toxinas nos invertebrados já é bem conhecido, porém, essa descoberta em R. tigrinus pode levar à descoberta de sistemas semelhantes em outras serpentes que se alimentam de anfíbios com glândulas venenosas na pele.

Referência
Kardong. Vertebrados, Anatomia Comparada, Função e Evolução. 2011.

Antes de terminar vejam um vídeo do canal Animals Wikipedia, mostrando essa perigosa serpente em ação:


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