Viver de luz: Planta ou Animal?

Planta ou animal? Essa é a mensagem do molusco Elysia chlorotica, que parece e age como uma folha.


https://www.bioorbis.org/2014/01/viver-de-luz.html
Planta ou animal? Essa pequena lesma te deixa em dúvida. Fonte da imagem: crybytes

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Essa lesma pode viver de luz solar a vida toda, que dura até um ano, e para isso precisa apenas de uma pequenina alga amarela.


CAPTANDO A LUZ DO SOL


Captar energia solar pela fotossíntese é uma característica exclusiva de plantas, se pensa assim, pensou errado. Mas décadas atrás biólogos perceberam que as lesmas marinhas roubam partículas celulares chamadas cloroplastos das algas que elas comem (Figura 4) e as usam para transformar gás carbônico em açúcares.
Em 2007, demonstrou-se que essas lesmas incorporam os genes das algas a seu DNA. Isso lhes permite produzir as proteínas vegetais necessárias para manter os cloroplastos em suas células por tempo prolongado.

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Figura 2. A lesma Elysia chlorotica. Fonte da imagem: fciencias.

O corpo folhoso de 5 centímetros da E. chlorotica (Figura 2) permite-lhe captar a luz solar para a fotossíntese. A clorofila em suas células dá à lesma a cor verde.


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Figura 3. A lesma E. chlorotica. Fonte da imagem: mundogump.

Agora Sidney Pierce, da Universidade do Sul da Flórida, diz que a E. chlorotica furta da planta material genético suficiente para produzir clorofila, o pigmento que os cloroplastos usam na fotossíntese. Isso significa que a lesma verde pode viver dos raios solares, sem nunca mais comer. Para Pierce, esse é um atalho evolucionário: "O movimento de genes entre espécies pode causar rápidas mudanças. A evolução nem sempre precisa esperar por uma mutação".
A evolução mais uma vez mostra que tudo esta ligado, através dos nossos genes, uma simples molécula, o DNA, pode mudar tudo, transformar um organismo simples em uma forma de vida totalmente diferenciada e adaptada.


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Figura 4. A pequena lema comendo as algas marinha. Fonte da imagem: biologianaweb.



Referência 
Revista National Geographic Brasil, Novembro 2010, Edição Biodiversidade.

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