Os segredos e lendas da vitória-régia (Victoria amazonica)

Nativa da região amazônica, a planta é considerada uma das maiores plantas aquáticas do mundo. Conheça abaixo curiosidades deste símbolo da flora brasileira.

 https://www.bioorbis.org/2015/01/os-segredos-da-vitoria-regia.html
A vitória-régia (Victoria amazonica). Imagem de Robert Balog por Pixabay

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A incrível vitória-régia ou victória-régia (Victoria amazonica) é uma planta aquática da família das Nymphaeaceae, endêmica da região amazônica. Ela possui uma grande folha em forma de círculo, que fica sobre a superfície da água, e pode chegar até 2,5 metros de diâmetro e suportar até 40 quilos se forem bem distribuídos em sua superfície.
Sua linda flor, no qual a floração ocorre desde o início de março até julho, expele uma fragrância noturna adocicado do abricó, chamada pelos europeus de "rosa lacustre", mantém-se aberta até o início da manhã seguinte. No segundo dia, o da polinização, a flor é cor de rosa. Assim que as flores se abrem, seu forte odor atrai os besouros polinizadores da espécie Cyclocefalo casteneaea, que a adentram e nelas ficam presos.



Hoje existe o controle por novas tecnologias (adubação e hormônios) em que é possível controlar o tamanho dos “pratos” (as grandes folhas) sendo utilizada no paisagismo urbano, tanto em lagos quanto em espelhos d'água.



LENDAS E SEGREDOS SOBRE A VITÓRIA-RÉGIA


Muitos são as lendas e segredos que giram em torno da vitória-régia, então vamos mostrar alguns:

Lendas dos índios sobre a vitória-régia


Os pajés tupis-guaranis, senhores dos segredos da natureza, contavam que, no começo do mundo, toda vez que a Lua se escondia no horizonte, parecendo descer a encosta das serras, ia viver com suas virgens prediletas. Naiá, filha do venerável chefe e princesa da tribo, ficou muito impressionada com a estória. E altas horas da noite, quando todos dormiam e a Lua andava pelo lado do horizonte, galgava as montanhas para encontrar a Lua.

Contam também os velhos adivinhos que a deusa Lua, quando gostava de uma jovem, transformava em luz toda a pureza contida em seu corpo. Depois, conduzia essa luz para as mais elevadas nuvens, onde ela se tornava estrela. Assim explicavam o surgimento das estrelas.

Naiá, querendo ser transformada em estrela, subia as colinas perseguindo a Lua. Mas, a cada colina ultrapassada, já a deusa se debruçava sobre outra, cada vez mais fascinante e fugidia. Essa busca contínua foi definhando a moça. Não havia filtros nem sortilégios dos pajés que conseguissem curá-la. A tribo acreditava que o astro acabaria indo ao encontro de Naiá.

E assim vivia a jovem a vagar nas noites enluaradas, ferindo-se nas pedras ao soluços. Certa vez, quando viu no espelho de um lagoa imagem branca da Lua, faiscando luz, atirou-se à água. Durante semanas a gente da tribo procurou-a, inutilmente, nas selvas vizinhas. No entanto, a Lua, que gerava as águas, os peixes e as plantas aquáticas, quis recompensar o sacrifício da jovem virgem. Recusando-se a colocá-la no firmamento, fê-la "estrela das águas", transformando-a em for. E fez nascer do corpo branco da infeliz Naiá uma misteriosa planta, na qual a imensa candura do espírito da jovem desabrochou numa grande flor perfumada. Depois, estirou quando pode a palma das folhas, para que ela recebesse melhor os afagos de sua luz. Por isso, à noite, Naiá desnuda-se para receber nas águas mansas, os beijos do luar.

E essa é a lenda que os índios contam sobre a origem da vitória-régia.

Segredos da vitória-régia


- Em formato de bandeja, as folhas podem ter até 2 metros de diâmetro. Elas são resistentes: chegam a suportar 45 quilos sem afundar!



- Na vitória-régia, as flores surgem só ao entardecer, nos meses de janeiro e fevereiro, e desabrocham brancas. Depois de polinizadas por insetos, mudam de cor e ficam rosadas! (vejam na imagem abaixo).


Figura 2. A variação de cores das flores da vitória-régia. Imagem de Jukka Virtamo/Imagem de Valérie Steff/Imagem de silvrinaldi por Pixabay.

- Rios não muito profundos são os ambientes preferidos dessa planta, muito encontrada no Norte do Brasil.



- A folha da vitória-régia é cheia de nervuras, que ajudam a planta a ser bem resistente.

- A planta ganha equilíbrio e é sustentada por longas hastes espinhentas, que espantam peixes predadores (vejam na imagem baixo).

Figura 3. Folha da vitória-régia vista por baixo. Fonte da imagem: Wikipédia/Signey - Obra do próprio.

- Sabe por que ela tem esse nome? É uma homenagem à rainha Vitória, que governou a Grã-Bretanha de 1837 a 1901.

- Régia vem de regina, que significa rainha em latim.

- A vitória-régia está presa no solo! As raízes são grossas e bem enterradas no lodo do rio.

- Suporta 45 quilos sem afundar!

Referências 
AMABIS, José Mariano; MARTHO, Gilberto Rodrigues. Biologia dos Organismos, classificação, estruturas e função nos seres vivos. 1ª edição. Editora Moderna, 1998.
LOPES, Sônia; ROSSO, Sérgio. Biologia. Volume único. Editora Saraiva, 2006.
Sites: Planeta Sustentável.

6 comentários:

  1. Essas plantas são lindas maravilhosas!!

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    1. Incríveis não é mesmo Eva? Agradecemos pelo comentário e que tenha gostado.

      Abraços,

      Equipe BioOrbis.

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  2. Espetacular, assim como tudo que Deus fez e faz (pra quem crer, claro.)

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    1. Incrível não é mesmo? As plantas nos fascinam. A questão não é de crer ou não crer e sim de apreciar a Natureza e as coisas da vida independente de religião, classe ou cor. =D

      Um grande abraço da Equipe BioOrbis.

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  3. Olá equipe! Linda, selvagem, sensual reportagem sobre vitórias-régias - um tema que me é caro. Não minto. A minha primeira editora chamou-se Uapê, nome de uma Vitória-Régia. Os nomes dos livros publicados pela extinta Uapê (já ouviram falar?), é O Rei da Montanha e Aos Ratos. Ambos indispensáveis em qualquer biblioteca séria. Obrigado.

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    1. Olá Fernando,

      Desculpe a demora em responder. Nossa que interessante, nunca ouvi falar desses livros. Gostaria muito de tê-los. Será que ainda podemos encontrá-los em alguma livraria?

      Agradecemos muito pelo seu comentário. Um forte abraço.

      Equipe BioOrbis.

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